Jornal Santuário de casa nova na Internet

21/05/2013

js

Prezados, leitores do Blog do JS, nesta segunda-feira, 20/05, o Jornal Santuário de Aparecida lançou, oficialmente, seu novo site. Nele, o internauta poderá acessar as matérias publicadas na versão impressa do jornal, adaptadas para a linguagem online, além de conteúdos exclusivos.

O site traz também conteúdos sobre a Igreja Católica, atualidades, política, economia, meio ambiente, artigos, entretenimento, além de conteúdos para o público jovem.

Segundo o jornalista responsável, Eduardo Gois, essa iniciativa vai ao encontro da necessidade do público, que já é cativo, e busca por novas formas de comunicação.

Além do site, o Jornal Santuário está também nas redes sociais, Twitter e Facebook, compartilhando informações, integrando os leitores e promovendo a convergência de ideias, de maneira veloz e imediata.

“O site vai oferecer a vivência da utilização de uma ferramenta de grande força, um espaço que permite escrever mais livremente e dialogar ainda mais com o público, promovendo para a equipe uma nova maneira de trabalhar, formar e evangelizar, uma vez que o antigo blog não atendia mais tudo aquilo que necessitávamos”, explica Eduardo Gois.

Este é o nosso último post por aqui, nos encontremos agora, com muita alegria, no endereço abaixo:

Acesse: www.jornalsantuario.com.br


Regional SP da CRB promove Seminário da Formação Inicial neste fim de semana

17/05/2013

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CAPACITAÇÃO | OBJETIVO É CRIAR ESPAÇO DE REFLEXÃO SOBRE FORMAÇÃO PARA A VIDA RELIGIOSA NA ATUALIDADE

Deniele Simões

deniele.jornal@editorasantuario.com.br

O Regional São Paulo da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) promove, nos dias 18 e 19 de maio, em São Paulo (SP), o Seminário da Formação Inicial.

O encontro, que será na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM), é voltado a religiosas e religiosos comprometidos com o serviço de formação de variadas congregações e deve contar com a participação de 150 pessoas, entre superiores provinciais, formadores e membros de equipes e de comunidades de formação.

Segundo a presidente do Regional, irmã Geni dos Santos Camargo, o objetivo do Seminário é favorecer um espaço de reflexão sobre a formação para a vida religiosa na atualidade. “A expectativa é de que os participantes possam ampliar sua visão e seus conhecimentos, por meio das informações e discussões propostas, favorecendo a formação dos jovens religiosos, das jovens religiosas e de suas congregações”, diz.

Está prevista a participação de religiosos de diferentes congregações, sendo que a maioria está ligada à Regional São Paulo da CRB, mas também deverão estar presentes religiosos vindos dos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Maranhão.

Na avaliação da organização, a promoção de seminários como esse significa que a formação, seja dos jovens que iniciam, seja daqueles que já caminham nas congregações, é um aspecto muito importante para qualquer família religiosa, em todos os tempos. “Nos dias de hoje, tempo de grandes e rápidas mudanças, o desafio é ainda maior”, pontua irmã Geni.

Por isso, ela acredita que um encontro dessa natureza é importante para possibilitar espaços de reflexão e discernimento para compreender os processos da história, a ação do Espírito de Deus nos acontecimentos e os apelos que atingem, particularmente, a vida religiosa.

Discussões abrangentes

De acordo com irmã Geni, o tema do Seminário, Caminhos da Formação para a Vida Religiosa Consagrada (VRC) hoje, revela o objetivo do encontro e o lema, baseado no texto bíblico de Jo 1,38 – O que vocês estão procurando?, remete ao processo de discernimento, fundamental na formação para a vida religiosa.

Ela explica que o tema abre um leque de pontos para a discussão. Por isso, foram escolhidos quatro aspectos muito presentes no processo de formação para a Vida Religiosa Consagrada como foco central da programação: o horizonte da vida religiosa para o qual formar; a afetividade e sexualidade; a interculturalidade e a contribuição da CRB por meios de seus programas de formação.

A abordagem dessas quatro temáticas está a cargo de profissionais renomados na área de formação, como o padre Ronaldo Zacharias, sdb, que é doutor em teologia moral, a irmã Bárbara Bucker, mc, a irmã Márian Ambrosio, que é presidente nacional da CRB, e o padre Jaldemir Vitório, sj, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.

Veja abaixo a programação completa do Seminário:

Sábado (18 de maio)

7h30 – Credenciamento

8 horas – Abertura (Acolhida da CRB – SP)

9 horas – Tema: O contexto da VRC – Formar para qual VRC: Quais os horizontes? (Assessora: Irmã Bárbara Bucher, mc)

12h30 – Almoço

13h45 – Tema: Afetividade e Sexualidade na Formação da VRC na atualidade (Assessor: Padre Ronaldo Zacharias, sdb)

17h30 – Encerramento

Domingo (19 de maio)

8 horas – Oração da manhã

8h30 – Memória do dia anterior

9 horas – Tema: Desafios e oportunidades da formação nos aspectos: internacionalidade e interculturalidade (Assessor: Padre Jaldemir Vitório, sj)

12h30 – Almoço

13h45 – Tema: CRB e a Formação Inicial (Assessora: Irmã Márian Ambrosio, idp)

15h30 – Missa e encerramento 


Arte promove encontro entre Deus e o Homem

09/05/2013

((EVANGELIZAÇÃO))

ARTE E IGREJA | MANTER-SE FIEL AO PROPÓSITO É DESAFIO PARA ARTISTAS  

capela sistina michelangelo

Alexandre Santos
Eduardo Gois
jornalsantuario@editorasantuario.com.br

A história da arte e da religião confunde-se com a história do próprio homem. Todos os povos e civilizações de que se tem notícia, desde os tempos mais remotos, utilizaram as mais diversas expressões artísticas para representar suas relações com o sagrado.

No Cristianismo não foi diferente. Após a ressurreição e ascensão de Cristo, os apóstolos saíram pelo mundo para ensinar sua doutrina. Desde então, além do anúncio oral, a arquitetura, a pintura, as artes cênicas, a literatura e a música têm sido utilizadas para pregar o Evangelho.

Segundo o professor da Universidade de Sorbonne e do Instituto de Arte e Arqueologia de Paris (FRA), Jean Lassus, em artigo publicado em revista especializada, desde os primeiros séculos, acontecimentos da vida de Jesus e grandes mistérios da fé foram retratados para instruir os seguidores. “A primeira igreja, os primeiros símbolos, a ilustração da primeira Bíblia, o primeiro crucifixo, a primeira Virgem e o Menino. Toda a história cristã está retratada em sua arte”, escreve.

Ao longo dos séculos, os maiores artistas da humanidade, como Perugino, Botticelli e Michelangelo, dedicaram-se a obras de arte a partir de motivações cristãs. Em 1964, reunido com artistas na Capela Sistina, o Papa Paulo VI ressaltou que a Igreja tem necessidade da arte. “O nosso ministério é pregar e tornar compreensível o mundo do inefável, de Deus. E nesta operação… vós sois mestres. A vossa arte é extrair do céu do espírito os seus tesouros e revesti-los de palavra, de cores, de formas de acessibilidade”, afirmava o Papa. Durante discurso de encerramento do Concílio Vaticano 2º, o Pontífice impôs aos artistas a função de guardiães da beleza do mundo. “Este mundo no qual vivemos precisa de beleza para não cair no desespero”, ressaltou.

Em 1999, João Paulo II ratificou esse pensamento ao publicar a Carta do Papa aos Artistas. No documento, o Pontífice chama a vocação artística de centelha divina, criada por Deus para produzir beleza no mundo. “A sociedade tem necessidade de artistas, da mesma forma que precisa de cientistas, técnicos, trabalhadores, especialistas, testemunhas da fé, professores, pais e mães, que garantam o crescimento da pessoa e o progresso da comunidade”, conclui.

Também se dirigindo aos artistas, Bento XVI ressalta a importância da arte para a busca da felicidade num mundo marcado pela desesperança. “O que pode voltar a dar entusiasmo e confiança, encorajar o ânimo humano a elevar o olhar, a sonhar uma vida digna de sua vocação, a não ser a beleza?”, destaca.

Luiz Carvalho: "Os que conseguem projeção na mídia e mantêm a autenticidade são luz para o mundo”

Luiz Carvalho: “Os que conseguem projeção na mídia e mantêm a autenticidade são luz para o mundo”

Luiz Carvalho é cantor, compositor e fundador da Comunidade Recado, que há 29 anos dedica-se a evangelizar por meio das expressões artísticas. Para ele, a arte tem a capacidade de facilitar a assimilação das verdades da fé. “Ela expõe o coração do homem e penetra-o com muita facilidade. Com a unção do Espírito Santo e a força do Evangelho, a arte promove o encontro da salvação, que é Jesus Cristo, com aquele que é o objeto da salvação: o próprio homem”, explica.

Para Luiz, viver uma experiência forte e clara com Deus é fundamental para manter-se fiel ao propósito. Segundo ele, esse é ao mesmo tempo o maior desafio e a maior segurança do artista cristão. “Precisamos ouvir a voz do Papa, ler os documentos da Igreja, cultivar a vida de oração e ler a Palavra de Deus, para não sermos levados pelo relativismo que há no mundo”, afirma.

Quanto à profissionalização dos artistas, ele afirma ser um bem. Contudo, sem perder a essência. “Deve-se buscar meios de anunciar a mais pessoas, mas não precisa imitar para fazer sucesso. Isso seria vender uma imagem falsa. Os que conseguem projeção na mídia e mantêm a autenticidade são luz para o mundo”, afirma.

Formando artistas para a Igreja

Reunir artistas de todo o Brasil para desenvolver sua arte, colocá-la a serviço da Igreja e torná-los multiplicadores de conhecimento em seus locais de origem. Esse é o objetivo da Escola de Formação para Artistas Católicos (Efac), realizada pela Comunidade Recado. Uma vez por ano, o encontro acontece de quarta a domingo, numa casa de retiros na cidade de Itapetininga (SP).

Com oito anos de funcionamento, a escola oferece cursos de Técnica Vocal, Teoria Musical, Teclado, Guitarra, Violão, Teatro, Dança, Canto Coral, Liturgia, Perfil do Ministro das Artes, Postura do Artista e Doutrina Católica. No final do encontro, os alunos têm a missão de levar os conteúdos aplicados para suas dioceses, paróquias e movimentos. “Nós incentivamos para que enviem os líderes. Uma vez enviados, eles voltam com a responsabilidade de repassar o que aprenderam. Assim a EFAC cumpre seu papel”, afirma.

Há oito anos, a Efac forma artistas para a evangelização

Há oito anos, a Efac forma artistas para a evangelização

Segundo Luiz Carvalho, a escola conta com professores de alto nível e abre apenas 100 vagas. Ele explica que o objetivo é primar a qualidade. Dividos em três níveis, antes dos cursos, os participantes passam por uma avaliação. “De acordo com o nível, os participantes cumprem uma grade curricular diferente”, explica. Em breve, deve ser criado o nível quatro. “Temos recebido pedidos de muitas pessoas que concluíram os três níveis, pedindo uma continuidade”, anuncia.

Segundo o diretor, as pessoas vão à procura da técnica e se encantam com a Doutrina da Igreja e com a Liturgia. “Temos inúmeros testemunhos de pessoas que, a partir da EFAC, passaram a ministrar cursos em suas paróquias ou passaram a compor músicas litúrgicas, segundo os critérios da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)”, comemora.

Na noite do sábado, os alunos apresentam um pouco do que aprenderam. Para os que concluíram o nível três, acontece a cerimônia de formatura, com entrega de certificados.

Fazer rir também é evangelizar

Um microfone, um pedestal e uma hora e meia de histórias, piadas e muitas, muitas risadas. Esse é o projeto Viver de Rir, realizado pelo comediante Ivanildo Silva, de Recife (PE). Membro da Comunidade Obra de Maria, ele já é conhecido do público católico, mas com outro nome: Ambrósio. Juntamente com Grampulino, ele forma a dupla DDD – Doidin de Deus.

Ivanildo conta com apoio do arcebipo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido (ao lado do humorista). “Se a Igreja abraça, a gente segue em frente”

Ivanildo conta com apoio do arcebipo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido (ao lado do humorista). “Se a Igreja abraça, a gente segue em frente”

Nas apresentações da dupla, Ivanildo já revelava seu talento para o riso, mas a ideia de fazer stand up comedy aconteceu de outra maneira. “Sempre vi nas piadas uma boa oportunidade de congregar pessoas. Em 2009, fui pregar retiros em Portugal. O pessoal me conhecia do DDD, então topei fazer duas apresentações. Entre uma canção e outra, fazia um bloco de humor”, relembra.

Ivanildo conta que a ideia concretizou-se a partir de uma necessidade real. “Com a renda do espetáculo e dos produtos, ajudamos a manter a casa de missão onde eu morava e o trabalho de 23 profissionais que realizam mais de 340 acompanhamentos psicológicos gratuitos por mês”, explica.

Com três roteiros diferentes, Ivanildo cria as piadas a partir de histórias da própria vida. “Meu relacionamento traumático com minha avó é o que faz mais sucesso”, brinca. A inspiração veio de humoristas nordestinos, que aliam cultura popular e contos engraçados. “Um deles, que admiro muito, é o paraibano Jessier Quirino”, revela.

Às vezes, a história não funciona como esperado e é preciso improvisar. “Certa vez, uma senhora ria de forma escandalosa. O show evoluía e as risadas também. Notei que as pessoas já não riam de mim, e sim dela. Fui até lá e a presenteei com uma camiseta, porque naquela noite ela participou ativamente do espetáculo”, lembra. 

Ivanildo realiza cerca de cinco apresentações por mês em paróquias, escolas, empresas e teatros. Questionado sobre de que maneira o humor evangeliza, ele conta que certa vez as risadas ajudaram uma senhora a sair de um quadro depressivo. “Em Itambé (PE), uma senhora me disse que há meses estava com depressão e que, convencida a ir ao show, nunca havia rido tanto como naquela noite. Voltei satisfeito não pelas centenas de risadas, mas por aquela em especial”, conta.

Apoiado pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, o humorista encarna o pedido dos bispos reunidos na 51ª Assembleia Geral: novos métodos de evangelização. “Sorrir é próprio de quem ama. Certa vez alguém me disse: ‘Se alguém se diz religioso e nunca sorri, desconfie dessa religiosidade’. Creio que provocar o riso inocente e fazer as pessoas pensarem em coisas boas também é evangelizar. E se a Igreja abraça, a gente segue em frente”, afirma.

 

Artes plásticas buscam aproximação com Deus

“Uma forma de voltar o homem para sua origem e fazê-lo sentir-se parte integrante da natureza.” É assim que a artista plástica Mari Bueno define a própria arte. Morando há 34 anos em Sinop (MT), a maioria de seus trabalhos tem como temáticas Amazônia e Arte Sacra.

Pia Batismal - Catedral da Amazônia, Sinop (MT)

Pia Batismal – Catedral da Amazônia, Sinop (MT)

Mari acredita que, como um elemento a serviço da Liturgia, a arte sacra tem função mistagógica, auxiliando o fiel em seu encontro com o sagrado. “Não deve ser vista como decorativa, mas resgatar aquele primeiro objetivo, que é o de transformar as palavras em imagens”, explica.

Segundo a artista, atualmente a arte tem importância reconhecida como elemento evangelizador. “Vivenciei momentos gratificantes, em espaços sagrados onde foi exercida sua função teológica e catequética. Muitas vezes, dentro da Catedral da Amazônia, por meio de folders, catálogos ou palestras ministradas, temos surpresas encantadoras, quando as pessoas conseguem, por meio da imagem e de seus símbolos expressos pelas linhas, formas e cores, utilizar a arte em seus momentos de oração, de reflexão, de entendimento da palavra. Isso faz com que a arte sacra exerça seu verdadeiro papel”, reflete.

Ela opina que a arte sacra também não é o mais importante e que o espaço sagrado não deve se transformar  em um mero museu ou galeria. “Deve estar a serviço da Liturgia, auxiliando nas homilias e nas catequeses de adultos e crianças, nos encontros em comunidade e também nas experiências pessoais. Que a arte leve à transcendência, conduzindo ao encontro com o Sagrado. O objetivo é realizar uma relação de proximidade entre Deus e o homem”, conclui.

Raízes que se confundem com a história da humanidade

A história da arte na Igreja é muito longa, famosa, antiga e se confunde com a história da própria humanidade. A arte moderna, que tem seus destaques, também pode ser referência?

Na avaliação de Mari, quando se desvincula a arte da história da Igreja por pelo menos 15 séculos, corre-se o risco de ter poucos registros da arte. Segundo ela, foi a liberdade de expressão conquistada pela arte através dos tempos que propiciou um processo de amadurecimento, não só da arte em si, mas do artista e do espectador. “A diversidade na arte é reflexo desse momento que a humanidade vive: de múltiplas escolhas e de inúmeros caminhos a seguir, mas que muitas vezes refletem uma busca vazia”, defende.

A artista diz que a arte sempre expressou e continua sendo um espelho de tudo que a sociedade vive, tanto no sentido histórico quanto político, social ou cultural. “É de grande relevância que sejam respeitadas todas as suas vertentes. É uma forma de tentar entender o homem e suas mudanças, por onde está andando e o que busca.”

 Arte que desafia

Qual seria o maior desafio para os artistas plásticos em um mundo em constante renovação? Mari, afirma: “É a aceleração dessa renovação. O ato de criação, que vai da inspiração ao lápis e a tinta é atemporal. Exige um se perder no tempo, tirar o relógio e apenas se orientar pelo nascer e o pôr do sol. Num mundo onde tudo deve ser instantâneo e rápido, a arte muitas vezes se sente sufocada”, desabafa.

Mari: “Meu trabalho sempre foi inspirado na temática amazônica, em minha vivencia desde a infância com a natureza. E não considero a arte sacra como um divisor ou outra temática de meu trabalho, mas sim um todo, pois tudo que faço é temática sacra. Ter a oportunidade de vivenciar e procurar dentro das limitações humanas retratar a natureza também é arte sacra. E integrar o sagrado das imagens da natureza com o sagrado das palavras bíblicas é procurar expressar na arte a sacralidade do homem como imagem e semelhança de Deus e de todos os elementos que o cercam”

Mari: “Meu trabalho sempre foi inspirado na temática amazônica, em minha vivencia desde a infância com a natureza. E não considero a arte sacra como um divisor ou outra temática de meu trabalho, mas sim um todo, pois tudo que faço é temática sacra. Ter a oportunidade de vivenciar e procurar dentro das limitações humanas retratar a natureza também é arte sacra. E integrar o sagrado das imagens da natureza com o sagrado das palavras bíblicas é procurar expressar na arte a sacralidade do homem como imagem e semelhança de Deus e de todos os elementos que o cercam”

De acordo com a artista plástica, a inspiração não é algo com hora marcada, com momento exato de começar e terminar. “Ela é, lá no fundo da alma do artista, um respeitar ao tempo. Um aceitar limitações humanas e um eterno agradecer pela inspiração recebida. E isso não pode ser comparado aos padrões agora estabelecidos, com o imperativo de que a pessoa feliz é a bem-sucedida, é a empreendedora, é o megaempresário que conseguiu tudo em pouco tempo”, afirma.

Ela mostra que a arte foge desses padrões e vem confrontar essa aceleração, pois não tem cartilhas ou passos a serem seguidos. “Na arte sacra, isso se evidencia ainda mais, pois se o artista não se perceber apenas como um canal e não se abrir a essa inspiração, talvez não consiga entender a imensa responsabilidade de escrever o sagrado por meio das formas e cores, e ao mesmo tempo, reconhecer que é um instrumento e que as palavras sagradas transformadas em imagens sagradas não lhe pertencem”, conclui.

 

 


Francisco celebrará missa e transitará pelas ruas de Aparecida

07/05/2013

VISITA DO PAPA | SANTUÁRIO ESPERA RECEBER CERCA DE 400 MIL FIÉIS

Dom Damasceno, dom Darci e Pe. Domingos Sávio concederam entrevista coletiva na Sala de Imprensa do Santuário

Dom Damasceno, dom Darci e padre Domingos Sávio concederam entrevista coletiva na Sala de Imprensa do Santuário

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Entre 300 e 400 mil pessoas. Essa é a estimativa de público esperada para a visita do Papa Francisco ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. De acordo com programação divulgada hoje pela Vaticano, o Santo Padre deve desembarcar em Aparecida (SP) no dia 24 de julho, por volta das 9h30 da manhã.

Segundo o cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis, a comitiva papal deve sair do Rio de Janeiro em dois helicópteros, que pousarão no heliporto do Santuário. Em seguida, o Pontífice deve realizar o trajeto até a Basílica no Papa Móvel, para que possa visto e saudado pelos fiéis.

"Sem dúvida, uma missa campal seria o ideal para os romeiros, mas caso não seja possível, vamos tomar todas as medidas para que as pessoas que ficarem do lado de fora também possam participar através de telões.”

“Uma missa campal seria o ideal, mas, caso não seja possível, vamos tomar todas as medidas para que as pessoas que ficarem do lado de fora também possam participar.”

Já na Basílica, o Papa fará um breve momento de oração diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida e, logo depois, preside a celebração eucarística, que deve começar por volta das 10h30. Em seguida, Fracisco retorna ao Papa Móvel para fazer o percurso pelas ruas de Aparecida até o Seminário Bom Jesus, onde participa de um almoço reservado para convidados e descansa. No final da tarde, um novo passeio pela cidade no veículo papal. Dessa vez, retornando ao heliporto do Santuário, de onde embarca de volta ao Rio de Janeiro. Juntando todos os percursos, o Pontífice deve ficar em torno de 1 hora transitando entre os fiéis no Papa Móvel.

Dom Damasceno revelou que ainda não sabe se a missa presidida pelo Papa será campal, na praça do Santuário, ou no altar central da Basílica. “O Santo Padre pediu que fosse uma celebração mais íntima, com menos pessoas. Nesse caso, teria que ser dentro da Basília, o que limitaria o acesso das pessoas. Sem dúvida, uma missa campal seria o ideal para os romeiros, mas, caso não seja possível, vamos tomar todas as medidas para que as pessoas que ficarem do lado de fora também possam participar através de telões”, explica.

A decisão a respeito do local da celebração só poderá ser tomada após a visita de representantes do Vaticano responsáveis pelo cerimonial e pela segurança do Papa, o que deve acontecer ainda este mês.

"Todos aqueles que vierem terão a oportunidade de ter um encontro com o Papa".

“Todos aqueles que vierem terão a oportunidade de ter um encontro com o Papa.”

Segundo o bispo auxiliar de Aparecida, dom Darci José Nicioli, caso a missa não possa ser campal, o Santo Padre deverá ir até a Tribuna Bento XVI para se encontrar com todos os fiéis. “O Santo Padre terá um encontro com os fiéis que vierem aqui. Se não for possível na eucaristia, imaginamos, pelo menos, numa consagração a Nossa Senhora Aparecida, feita da Tribuna Bento XVI, voltada para o grande estacionamento do Santuário. Portanto todos aqueles que vierem terão a oportunidade de ter um encontro com o Papa”, garante.

Para dom Damasceno, por ser latino-americano, o Papa Francisco terá uma palavra apropriada para o continente. “Ele tem no seu coração e na sua memória todas as grandes preocupações da América Latina, que estão todas retratadas no Documento de Aparecida, que hoje tem uma repercussão em toda a Igreja, sendo muito citado nos sínodos, que reúnem bispos do mundo inteiro”, aponta.

"Desejamos que a passagem do Papa deixe marcas de fé, de esperança e de novo ânimo."

“Desejamos que a passagem do Papa deixe marcas de fé, de esperança e de novo ânimo.”

O cardeal ressaltou ainda o fato de que, sediando grandes eventos nos próximos anos, o Brasil será o foco do mundo. “Temos uma responsabilidade muito grande de não só passar uma imagem positiva do Brasil para o mundo, mas também de fazer com que realmente essa imagem corresponda à realidade da nossa vida, construindo uma sociedade com menos violência, mais justiça, melhor distribuição das riquezas do nosso país e mais solidariedade”, adverte.

Para o reitor do Santuário, padre Domingos Sávio, o sentimento de todas as pessoas envolvidas na visita do Papa é um só: a alegria. “Desejamos profundamente que a passagem do Papa por aqui deixe marcas de fé, de esperança, de novo ânimo. Que marque o Brasil e a todos nós, principalmente a juventude, pois e é para isso exatamente que o Santo Padre está vindo para o nosso meio”, afirma.

De acordo com informações passadas pelo próprio cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, todos os hotéis da cidade já estão lotados para o período em que o Papa visitará o Brasil.

 

 


Beata Nhá Chica pode ser primeira leiga brasileira a tornar-se santa

04/05/2013

Cerimônia de beatificação leva mais de 40 mil pessoas a Baependi (MG)

Mais de 40 mil pessoas participaram da cerimônia

Mais de 40 mil pessoas participaram da cerimônia de beatificação de Nhá Chica

Deniele Simões

deniele.jornal@editorasantuario.com.br

A beatificação de Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, foi o primeiro passo para que o Brasil tenha a sua primeira santa leiga. A cerimônia, realizada neste sábado, dia 4 de maio, em Baependi (MG), reuniu mais de 40 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar de Minas Gerais.

O ritual de canonização foi presidido pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos no Vaticano, cardeal Angelo Amato. O bispo da diocese de Campanha (MG), dom Diamantino Prata de Carvalho, e o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, também estiveram presentes, além de outros bispos, arcebispos, religiosos e autoridades civis e militares.

Autoridades religiosas durante missa de beatificação, em Baependi (MG)

Autoridades religiosas durante missa de beatificação, em Baependi (MG)

Dom Diamantino acredita que o processo de beatificação  sirva como estímulo para a vida cristã, pautada em boas ações, gestos concretos e de promoção da justiça, da fraternidade e da paz. “Nhá Chica é modelo para todos os brasileiros”, diz o bispo da diocese da Campanha, que abrange a cidade de Baependi. 

Ainda de acordo com o prelado, Nhá Chica é uma brasileira nata, fruto da mestiçagem desse povo e que tem uma identidade muito grande com a população,  sobretudo os mais humildes. No dia 14 de junho está sendo preparada uma festa para celebrar a memória da beata, que é filhos de escravos, dedicou-se à prática da caridade e da oração e faleceu em 1895. 

No ano passado, o Papa Emérito Bento XVI autorizou a beatificação de Nhá Chica, a partir do trabalho de análise da cura de uma professora da cidade de Caxambu (MG), reconhecida como milagre.

O próximo passo no processo é a canonização, que reconhece a santidade da bem-aventurada. Para isso é necessário que o Vaticano comprove outros dois milagres de Nhá Chica.

Beata Nhá Chica pode ser primeira leiga brasileira a tornar-se santa

Beata Nhá Chica pode ser primeira leiga brasileira a tornar-se santa


Aniversariantes do Mês de Maio

01/05/2013

JS parabeniza os aniversariantes de maio, pedindo que Nossa Senhora Aparecida estenda seu manto sobre todos.

Dia 03
Arlindo Gonçalves de Araújo

Dia 04
Elza Paula de Jesus
José Edson Salaroli

Dia 05
Maria Giselda Bezerra

Dia 06
Antônio Benedita Baron
Sylvio Souza de Oliveira

Dia 08
Humberto Brandão Todelo

Dia 09
Edson Carlos da Silva Pato

Dia 11
Ana Maria Andrea Vitale Dipieri

Dia 12
Ataíde Seixas de Castilho

Dia 13
Lair Marcelino
Maria Ofélia Gonzaga Perez

Dia 14
Mirthes Scher Pereira

Dia 16
Erasmo Ribeiro

Dia 18
Mônica Maria Pinto

Dia 22
João Batista Ferreira Lima
Silvio Carneiro

Dia 26
Geraldina Carvalho Franco

Dia 27
Leandra Aparecida Ramos

Dia 29
Ir. Maria José Alves Machado

Dia 30
Lúcia Dantas Moreira

Dia 31
Maria Salete Somensi


Jornal Santuário é homenageado por associação de comunicação

29/04/2013


RECONHECIMENTO |
O JS É O JORNAL CATÓLICO MAIS ANTIGO EM CIRCULAÇÃO NO BRASIL

A primeira edição do JS (à esq.) data de 1900. Sem jamais deixar de ser impresso, o jornal evoluiu até a versão atual (à dir.)

A primeira edição do JS data de 1900. Sem jamais deixar de ser publicado, o jornal evoluiu até a versão atual

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Com quase 113 anos de história, o Jornal Santuário é o jornal católico em circulação mais antigo do Brasil. Por conta disso, o JS será homenageado pela Signis Brasil, associação católica de comunicação filiada à Signis Internacional, órgão ligado ao Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais do Vaticano.

A homenagem acontece no próximo dia 2 de maio, durante o I Seminário de Produtores de Conteúdo para Mídias Católicas. O evento será no Auditório das Paulinas, em São Paulo (SP).

Para a equipe do Jornal Santuário, o reconhecimento é resultado de um pensamento editorial que entende que o leitor católico, além cultivar a vida de oração, precisa se informar e se formar, para aprofundar sua fé e vida social.

Para a presidente da Signis Brasil, a homenagem manifesta reconhecimento e, ao mesmo tempo, incentiva os veículos católicos

Para Ir. Helena, a homenagem manifesta reconhecimento e, ao mesmo tempo, incentiva os veículos católicos

Segundo a diretora presidente da Signis Brasil, irmã Helena Corazza, FSP, o objetivo da homenagem é reconhecer os meios de comunicação católicos por sua missão evangelizadora. “Entre o final do século 19 e início do século 20, o catolicismo foi sustentado pela imprensa por pelo menos 50 anos. Grande parte da história do catolicismo do Brasil pode ser contada através desses veículos”, afirma.

Para irmã Helena, além de expressar gratidão, a homenagem é uma forma de incentivo. “É estímulo para continuar nesse espírito que nos une. Cada um com seu público, mas com projetos conjuntos, buscando a inculturação no contexto atual”, declara.

Além do JS, outros veículos serão homenageados na ocasião. Entre eles, a revista Rainha dos Apóstolos, que está completando 90 anos. Para o editor da publicação, padre Judinei Vanzeto, esse reconhecimento é um grande estímulo. “A homenagem consiste num bonito reconhecimento pelos 90 anos e manifesta a unidade dos meios de comunicação católicos. Além disso, é uma grande motivação para continuarmos evangelizando através da boa imprensa, conforme desejou nosso fundador São Vicente Pallotti”, comemora.

Uma história centenária

Fundado em 1900, o JS foi a primeira realização da Editora Santuário e nasceu com o objetivo de facilitar a evangelização, especialmente das pessoas mais pobres. Desde então, o Jornal Santuário jamais deixou de ser impresso.

Ao longo de todo esse tempo, o JS desenvolveu uma relação afetiva com os assinantes, sobretudo os mais antigos. É o caso de dona Lília Roma Consorte, de 84 anos. Ela conta que é assinante há 60 anos. “Antes a assinatura era no nome do meu esposo. Quando ele faleceu, passei para o meu nome e quero continuar até o fim da vida”, afirma.

Segundo o padre José Oscar Brandão, que foi redator do JS, a motivação maior das pessoas era a devoção a Nossa Senhora Aparecida. “Meu pai nem sabia ler, mas era assinante por devoção. As pessoas esperavam semanalmente o jornal da Senhora Aparecida para ler, refletir e meditar. Tudo por causa do amor, da devoção que o povo brasileiro tem para com ela”, relembra.

Com tiragem de 50 mil exemplares, o JS é distribuído gratuitamente no Santuário Nacional de Aparecida aos finais de semana. Em todo o país, são 2.500 assinantes que recebem o periódico em suas casas. O JS segue se modernizando e ampliando a abrangência dos temas tratados em suas páginas. Nos últimos anos, a publicação também está na internet, onde tem conquistado novos leitores, sobretudo jovens presentes nas redes sociais.


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