Jornal Santuário de casa nova na Internet

21/05/2013

js

Prezados, leitores do Blog do JS, nesta segunda-feira, 20/05, o Jornal Santuário de Aparecida lançou, oficialmente, seu novo site. Nele, o internauta poderá acessar as matérias publicadas na versão impressa do jornal, adaptadas para a linguagem online, além de conteúdos exclusivos.

O site traz também conteúdos sobre a Igreja Católica, atualidades, política, economia, meio ambiente, artigos, entretenimento, além de conteúdos para o público jovem.

Segundo o jornalista responsável, Eduardo Gois, essa iniciativa vai ao encontro da necessidade do público, que já é cativo, e busca por novas formas de comunicação.

Além do site, o Jornal Santuário está também nas redes sociais, Twitter e Facebook, compartilhando informações, integrando os leitores e promovendo a convergência de ideias, de maneira veloz e imediata.

“O site vai oferecer a vivência da utilização de uma ferramenta de grande força, um espaço que permite escrever mais livremente e dialogar ainda mais com o público, promovendo para a equipe uma nova maneira de trabalhar, formar e evangelizar, uma vez que o antigo blog não atendia mais tudo aquilo que necessitávamos”, explica Eduardo Gois.

Este é o nosso último post por aqui, nos encontremos agora, com muita alegria, no endereço abaixo:

Acesse: www.jornalsantuario.com.br


Regional SP da CRB promove Seminário da Formação Inicial neste fim de semana

17/05/2013

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CAPACITAÇÃO | OBJETIVO É CRIAR ESPAÇO DE REFLEXÃO SOBRE FORMAÇÃO PARA A VIDA RELIGIOSA NA ATUALIDADE

Deniele Simões

deniele.jornal@editorasantuario.com.br

O Regional São Paulo da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) promove, nos dias 18 e 19 de maio, em São Paulo (SP), o Seminário da Formação Inicial.

O encontro, que será na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM), é voltado a religiosas e religiosos comprometidos com o serviço de formação de variadas congregações e deve contar com a participação de 150 pessoas, entre superiores provinciais, formadores e membros de equipes e de comunidades de formação.

Segundo a presidente do Regional, irmã Geni dos Santos Camargo, o objetivo do Seminário é favorecer um espaço de reflexão sobre a formação para a vida religiosa na atualidade. “A expectativa é de que os participantes possam ampliar sua visão e seus conhecimentos, por meio das informações e discussões propostas, favorecendo a formação dos jovens religiosos, das jovens religiosas e de suas congregações”, diz.

Está prevista a participação de religiosos de diferentes congregações, sendo que a maioria está ligada à Regional São Paulo da CRB, mas também deverão estar presentes religiosos vindos dos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Maranhão.

Na avaliação da organização, a promoção de seminários como esse significa que a formação, seja dos jovens que iniciam, seja daqueles que já caminham nas congregações, é um aspecto muito importante para qualquer família religiosa, em todos os tempos. “Nos dias de hoje, tempo de grandes e rápidas mudanças, o desafio é ainda maior”, pontua irmã Geni.

Por isso, ela acredita que um encontro dessa natureza é importante para possibilitar espaços de reflexão e discernimento para compreender os processos da história, a ação do Espírito de Deus nos acontecimentos e os apelos que atingem, particularmente, a vida religiosa.

Discussões abrangentes

De acordo com irmã Geni, o tema do Seminário, Caminhos da Formação para a Vida Religiosa Consagrada (VRC) hoje, revela o objetivo do encontro e o lema, baseado no texto bíblico de Jo 1,38 – O que vocês estão procurando?, remete ao processo de discernimento, fundamental na formação para a vida religiosa.

Ela explica que o tema abre um leque de pontos para a discussão. Por isso, foram escolhidos quatro aspectos muito presentes no processo de formação para a Vida Religiosa Consagrada como foco central da programação: o horizonte da vida religiosa para o qual formar; a afetividade e sexualidade; a interculturalidade e a contribuição da CRB por meios de seus programas de formação.

A abordagem dessas quatro temáticas está a cargo de profissionais renomados na área de formação, como o padre Ronaldo Zacharias, sdb, que é doutor em teologia moral, a irmã Bárbara Bucker, mc, a irmã Márian Ambrosio, que é presidente nacional da CRB, e o padre Jaldemir Vitório, sj, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.

Veja abaixo a programação completa do Seminário:

Sábado (18 de maio)

7h30 – Credenciamento

8 horas – Abertura (Acolhida da CRB – SP)

9 horas – Tema: O contexto da VRC – Formar para qual VRC: Quais os horizontes? (Assessora: Irmã Bárbara Bucher, mc)

12h30 – Almoço

13h45 – Tema: Afetividade e Sexualidade na Formação da VRC na atualidade (Assessor: Padre Ronaldo Zacharias, sdb)

17h30 – Encerramento

Domingo (19 de maio)

8 horas – Oração da manhã

8h30 – Memória do dia anterior

9 horas – Tema: Desafios e oportunidades da formação nos aspectos: internacionalidade e interculturalidade (Assessor: Padre Jaldemir Vitório, sj)

12h30 – Almoço

13h45 – Tema: CRB e a Formação Inicial (Assessora: Irmã Márian Ambrosio, idp)

15h30 – Missa e encerramento 


Arte promove encontro entre Deus e o Homem

09/05/2013

((EVANGELIZAÇÃO))

ARTE E IGREJA | MANTER-SE FIEL AO PROPÓSITO É DESAFIO PARA ARTISTAS  

capela sistina michelangelo

Alexandre Santos
Eduardo Gois
jornalsantuario@editorasantuario.com.br

A história da arte e da religião confunde-se com a história do próprio homem. Todos os povos e civilizações de que se tem notícia, desde os tempos mais remotos, utilizaram as mais diversas expressões artísticas para representar suas relações com o sagrado.

No Cristianismo não foi diferente. Após a ressurreição e ascensão de Cristo, os apóstolos saíram pelo mundo para ensinar sua doutrina. Desde então, além do anúncio oral, a arquitetura, a pintura, as artes cênicas, a literatura e a música têm sido utilizadas para pregar o Evangelho.

Segundo o professor da Universidade de Sorbonne e do Instituto de Arte e Arqueologia de Paris (FRA), Jean Lassus, em artigo publicado em revista especializada, desde os primeiros séculos, acontecimentos da vida de Jesus e grandes mistérios da fé foram retratados para instruir os seguidores. “A primeira igreja, os primeiros símbolos, a ilustração da primeira Bíblia, o primeiro crucifixo, a primeira Virgem e o Menino. Toda a história cristã está retratada em sua arte”, escreve.

Ao longo dos séculos, os maiores artistas da humanidade, como Perugino, Botticelli e Michelangelo, dedicaram-se a obras de arte a partir de motivações cristãs. Em 1964, reunido com artistas na Capela Sistina, o Papa Paulo VI ressaltou que a Igreja tem necessidade da arte. “O nosso ministério é pregar e tornar compreensível o mundo do inefável, de Deus. E nesta operação… vós sois mestres. A vossa arte é extrair do céu do espírito os seus tesouros e revesti-los de palavra, de cores, de formas de acessibilidade”, afirmava o Papa. Durante discurso de encerramento do Concílio Vaticano 2º, o Pontífice impôs aos artistas a função de guardiães da beleza do mundo. “Este mundo no qual vivemos precisa de beleza para não cair no desespero”, ressaltou.

Em 1999, João Paulo II ratificou esse pensamento ao publicar a Carta do Papa aos Artistas. No documento, o Pontífice chama a vocação artística de centelha divina, criada por Deus para produzir beleza no mundo. “A sociedade tem necessidade de artistas, da mesma forma que precisa de cientistas, técnicos, trabalhadores, especialistas, testemunhas da fé, professores, pais e mães, que garantam o crescimento da pessoa e o progresso da comunidade”, conclui.

Também se dirigindo aos artistas, Bento XVI ressalta a importância da arte para a busca da felicidade num mundo marcado pela desesperança. “O que pode voltar a dar entusiasmo e confiança, encorajar o ânimo humano a elevar o olhar, a sonhar uma vida digna de sua vocação, a não ser a beleza?”, destaca.

Luiz Carvalho: "Os que conseguem projeção na mídia e mantêm a autenticidade são luz para o mundo”

Luiz Carvalho: “Os que conseguem projeção na mídia e mantêm a autenticidade são luz para o mundo”

Luiz Carvalho é cantor, compositor e fundador da Comunidade Recado, que há 29 anos dedica-se a evangelizar por meio das expressões artísticas. Para ele, a arte tem a capacidade de facilitar a assimilação das verdades da fé. “Ela expõe o coração do homem e penetra-o com muita facilidade. Com a unção do Espírito Santo e a força do Evangelho, a arte promove o encontro da salvação, que é Jesus Cristo, com aquele que é o objeto da salvação: o próprio homem”, explica.

Para Luiz, viver uma experiência forte e clara com Deus é fundamental para manter-se fiel ao propósito. Segundo ele, esse é ao mesmo tempo o maior desafio e a maior segurança do artista cristão. “Precisamos ouvir a voz do Papa, ler os documentos da Igreja, cultivar a vida de oração e ler a Palavra de Deus, para não sermos levados pelo relativismo que há no mundo”, afirma.

Quanto à profissionalização dos artistas, ele afirma ser um bem. Contudo, sem perder a essência. “Deve-se buscar meios de anunciar a mais pessoas, mas não precisa imitar para fazer sucesso. Isso seria vender uma imagem falsa. Os que conseguem projeção na mídia e mantêm a autenticidade são luz para o mundo”, afirma.

Formando artistas para a Igreja

Reunir artistas de todo o Brasil para desenvolver sua arte, colocá-la a serviço da Igreja e torná-los multiplicadores de conhecimento em seus locais de origem. Esse é o objetivo da Escola de Formação para Artistas Católicos (Efac), realizada pela Comunidade Recado. Uma vez por ano, o encontro acontece de quarta a domingo, numa casa de retiros na cidade de Itapetininga (SP).

Com oito anos de funcionamento, a escola oferece cursos de Técnica Vocal, Teoria Musical, Teclado, Guitarra, Violão, Teatro, Dança, Canto Coral, Liturgia, Perfil do Ministro das Artes, Postura do Artista e Doutrina Católica. No final do encontro, os alunos têm a missão de levar os conteúdos aplicados para suas dioceses, paróquias e movimentos. “Nós incentivamos para que enviem os líderes. Uma vez enviados, eles voltam com a responsabilidade de repassar o que aprenderam. Assim a EFAC cumpre seu papel”, afirma.

Há oito anos, a Efac forma artistas para a evangelização

Há oito anos, a Efac forma artistas para a evangelização

Segundo Luiz Carvalho, a escola conta com professores de alto nível e abre apenas 100 vagas. Ele explica que o objetivo é primar a qualidade. Dividos em três níveis, antes dos cursos, os participantes passam por uma avaliação. “De acordo com o nível, os participantes cumprem uma grade curricular diferente”, explica. Em breve, deve ser criado o nível quatro. “Temos recebido pedidos de muitas pessoas que concluíram os três níveis, pedindo uma continuidade”, anuncia.

Segundo o diretor, as pessoas vão à procura da técnica e se encantam com a Doutrina da Igreja e com a Liturgia. “Temos inúmeros testemunhos de pessoas que, a partir da EFAC, passaram a ministrar cursos em suas paróquias ou passaram a compor músicas litúrgicas, segundo os critérios da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)”, comemora.

Na noite do sábado, os alunos apresentam um pouco do que aprenderam. Para os que concluíram o nível três, acontece a cerimônia de formatura, com entrega de certificados.

Fazer rir também é evangelizar

Um microfone, um pedestal e uma hora e meia de histórias, piadas e muitas, muitas risadas. Esse é o projeto Viver de Rir, realizado pelo comediante Ivanildo Silva, de Recife (PE). Membro da Comunidade Obra de Maria, ele já é conhecido do público católico, mas com outro nome: Ambrósio. Juntamente com Grampulino, ele forma a dupla DDD – Doidin de Deus.

Ivanildo conta com apoio do arcebipo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido (ao lado do humorista). “Se a Igreja abraça, a gente segue em frente”

Ivanildo conta com apoio do arcebipo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido (ao lado do humorista). “Se a Igreja abraça, a gente segue em frente”

Nas apresentações da dupla, Ivanildo já revelava seu talento para o riso, mas a ideia de fazer stand up comedy aconteceu de outra maneira. “Sempre vi nas piadas uma boa oportunidade de congregar pessoas. Em 2009, fui pregar retiros em Portugal. O pessoal me conhecia do DDD, então topei fazer duas apresentações. Entre uma canção e outra, fazia um bloco de humor”, relembra.

Ivanildo conta que a ideia concretizou-se a partir de uma necessidade real. “Com a renda do espetáculo e dos produtos, ajudamos a manter a casa de missão onde eu morava e o trabalho de 23 profissionais que realizam mais de 340 acompanhamentos psicológicos gratuitos por mês”, explica.

Com três roteiros diferentes, Ivanildo cria as piadas a partir de histórias da própria vida. “Meu relacionamento traumático com minha avó é o que faz mais sucesso”, brinca. A inspiração veio de humoristas nordestinos, que aliam cultura popular e contos engraçados. “Um deles, que admiro muito, é o paraibano Jessier Quirino”, revela.

Às vezes, a história não funciona como esperado e é preciso improvisar. “Certa vez, uma senhora ria de forma escandalosa. O show evoluía e as risadas também. Notei que as pessoas já não riam de mim, e sim dela. Fui até lá e a presenteei com uma camiseta, porque naquela noite ela participou ativamente do espetáculo”, lembra. 

Ivanildo realiza cerca de cinco apresentações por mês em paróquias, escolas, empresas e teatros. Questionado sobre de que maneira o humor evangeliza, ele conta que certa vez as risadas ajudaram uma senhora a sair de um quadro depressivo. “Em Itambé (PE), uma senhora me disse que há meses estava com depressão e que, convencida a ir ao show, nunca havia rido tanto como naquela noite. Voltei satisfeito não pelas centenas de risadas, mas por aquela em especial”, conta.

Apoiado pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, o humorista encarna o pedido dos bispos reunidos na 51ª Assembleia Geral: novos métodos de evangelização. “Sorrir é próprio de quem ama. Certa vez alguém me disse: ‘Se alguém se diz religioso e nunca sorri, desconfie dessa religiosidade’. Creio que provocar o riso inocente e fazer as pessoas pensarem em coisas boas também é evangelizar. E se a Igreja abraça, a gente segue em frente”, afirma.

 

Artes plásticas buscam aproximação com Deus

“Uma forma de voltar o homem para sua origem e fazê-lo sentir-se parte integrante da natureza.” É assim que a artista plástica Mari Bueno define a própria arte. Morando há 34 anos em Sinop (MT), a maioria de seus trabalhos tem como temáticas Amazônia e Arte Sacra.

Pia Batismal - Catedral da Amazônia, Sinop (MT)

Pia Batismal – Catedral da Amazônia, Sinop (MT)

Mari acredita que, como um elemento a serviço da Liturgia, a arte sacra tem função mistagógica, auxiliando o fiel em seu encontro com o sagrado. “Não deve ser vista como decorativa, mas resgatar aquele primeiro objetivo, que é o de transformar as palavras em imagens”, explica.

Segundo a artista, atualmente a arte tem importância reconhecida como elemento evangelizador. “Vivenciei momentos gratificantes, em espaços sagrados onde foi exercida sua função teológica e catequética. Muitas vezes, dentro da Catedral da Amazônia, por meio de folders, catálogos ou palestras ministradas, temos surpresas encantadoras, quando as pessoas conseguem, por meio da imagem e de seus símbolos expressos pelas linhas, formas e cores, utilizar a arte em seus momentos de oração, de reflexão, de entendimento da palavra. Isso faz com que a arte sacra exerça seu verdadeiro papel”, reflete.

Ela opina que a arte sacra também não é o mais importante e que o espaço sagrado não deve se transformar  em um mero museu ou galeria. “Deve estar a serviço da Liturgia, auxiliando nas homilias e nas catequeses de adultos e crianças, nos encontros em comunidade e também nas experiências pessoais. Que a arte leve à transcendência, conduzindo ao encontro com o Sagrado. O objetivo é realizar uma relação de proximidade entre Deus e o homem”, conclui.

Raízes que se confundem com a história da humanidade

A história da arte na Igreja é muito longa, famosa, antiga e se confunde com a história da própria humanidade. A arte moderna, que tem seus destaques, também pode ser referência?

Na avaliação de Mari, quando se desvincula a arte da história da Igreja por pelo menos 15 séculos, corre-se o risco de ter poucos registros da arte. Segundo ela, foi a liberdade de expressão conquistada pela arte através dos tempos que propiciou um processo de amadurecimento, não só da arte em si, mas do artista e do espectador. “A diversidade na arte é reflexo desse momento que a humanidade vive: de múltiplas escolhas e de inúmeros caminhos a seguir, mas que muitas vezes refletem uma busca vazia”, defende.

A artista diz que a arte sempre expressou e continua sendo um espelho de tudo que a sociedade vive, tanto no sentido histórico quanto político, social ou cultural. “É de grande relevância que sejam respeitadas todas as suas vertentes. É uma forma de tentar entender o homem e suas mudanças, por onde está andando e o que busca.”

 Arte que desafia

Qual seria o maior desafio para os artistas plásticos em um mundo em constante renovação? Mari, afirma: “É a aceleração dessa renovação. O ato de criação, que vai da inspiração ao lápis e a tinta é atemporal. Exige um se perder no tempo, tirar o relógio e apenas se orientar pelo nascer e o pôr do sol. Num mundo onde tudo deve ser instantâneo e rápido, a arte muitas vezes se sente sufocada”, desabafa.

Mari: “Meu trabalho sempre foi inspirado na temática amazônica, em minha vivencia desde a infância com a natureza. E não considero a arte sacra como um divisor ou outra temática de meu trabalho, mas sim um todo, pois tudo que faço é temática sacra. Ter a oportunidade de vivenciar e procurar dentro das limitações humanas retratar a natureza também é arte sacra. E integrar o sagrado das imagens da natureza com o sagrado das palavras bíblicas é procurar expressar na arte a sacralidade do homem como imagem e semelhança de Deus e de todos os elementos que o cercam”

Mari: “Meu trabalho sempre foi inspirado na temática amazônica, em minha vivencia desde a infância com a natureza. E não considero a arte sacra como um divisor ou outra temática de meu trabalho, mas sim um todo, pois tudo que faço é temática sacra. Ter a oportunidade de vivenciar e procurar dentro das limitações humanas retratar a natureza também é arte sacra. E integrar o sagrado das imagens da natureza com o sagrado das palavras bíblicas é procurar expressar na arte a sacralidade do homem como imagem e semelhança de Deus e de todos os elementos que o cercam”

De acordo com a artista plástica, a inspiração não é algo com hora marcada, com momento exato de começar e terminar. “Ela é, lá no fundo da alma do artista, um respeitar ao tempo. Um aceitar limitações humanas e um eterno agradecer pela inspiração recebida. E isso não pode ser comparado aos padrões agora estabelecidos, com o imperativo de que a pessoa feliz é a bem-sucedida, é a empreendedora, é o megaempresário que conseguiu tudo em pouco tempo”, afirma.

Ela mostra que a arte foge desses padrões e vem confrontar essa aceleração, pois não tem cartilhas ou passos a serem seguidos. “Na arte sacra, isso se evidencia ainda mais, pois se o artista não se perceber apenas como um canal e não se abrir a essa inspiração, talvez não consiga entender a imensa responsabilidade de escrever o sagrado por meio das formas e cores, e ao mesmo tempo, reconhecer que é um instrumento e que as palavras sagradas transformadas em imagens sagradas não lhe pertencem”, conclui.

 

 


Francisco celebrará missa e transitará pelas ruas de Aparecida

07/05/2013

VISITA DO PAPA | SANTUÁRIO ESPERA RECEBER CERCA DE 400 MIL FIÉIS

Dom Damasceno, dom Darci e Pe. Domingos Sávio concederam entrevista coletiva na Sala de Imprensa do Santuário

Dom Damasceno, dom Darci e padre Domingos Sávio concederam entrevista coletiva na Sala de Imprensa do Santuário

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Entre 300 e 400 mil pessoas. Essa é a estimativa de público esperada para a visita do Papa Francisco ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. De acordo com programação divulgada hoje pela Vaticano, o Santo Padre deve desembarcar em Aparecida (SP) no dia 24 de julho, por volta das 9h30 da manhã.

Segundo o cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis, a comitiva papal deve sair do Rio de Janeiro em dois helicópteros, que pousarão no heliporto do Santuário. Em seguida, o Pontífice deve realizar o trajeto até a Basílica no Papa Móvel, para que possa visto e saudado pelos fiéis.

"Sem dúvida, uma missa campal seria o ideal para os romeiros, mas caso não seja possível, vamos tomar todas as medidas para que as pessoas que ficarem do lado de fora também possam participar através de telões.”

“Uma missa campal seria o ideal, mas, caso não seja possível, vamos tomar todas as medidas para que as pessoas que ficarem do lado de fora também possam participar.”

Já na Basílica, o Papa fará um breve momento de oração diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida e, logo depois, preside a celebração eucarística, que deve começar por volta das 10h30. Em seguida, Fracisco retorna ao Papa Móvel para fazer o percurso pelas ruas de Aparecida até o Seminário Bom Jesus, onde participa de um almoço reservado para convidados e descansa. No final da tarde, um novo passeio pela cidade no veículo papal. Dessa vez, retornando ao heliporto do Santuário, de onde embarca de volta ao Rio de Janeiro. Juntando todos os percursos, o Pontífice deve ficar em torno de 1 hora transitando entre os fiéis no Papa Móvel.

Dom Damasceno revelou que ainda não sabe se a missa presidida pelo Papa será campal, na praça do Santuário, ou no altar central da Basílica. “O Santo Padre pediu que fosse uma celebração mais íntima, com menos pessoas. Nesse caso, teria que ser dentro da Basília, o que limitaria o acesso das pessoas. Sem dúvida, uma missa campal seria o ideal para os romeiros, mas, caso não seja possível, vamos tomar todas as medidas para que as pessoas que ficarem do lado de fora também possam participar através de telões”, explica.

A decisão a respeito do local da celebração só poderá ser tomada após a visita de representantes do Vaticano responsáveis pelo cerimonial e pela segurança do Papa, o que deve acontecer ainda este mês.

"Todos aqueles que vierem terão a oportunidade de ter um encontro com o Papa".

“Todos aqueles que vierem terão a oportunidade de ter um encontro com o Papa.”

Segundo o bispo auxiliar de Aparecida, dom Darci José Nicioli, caso a missa não possa ser campal, o Santo Padre deverá ir até a Tribuna Bento XVI para se encontrar com todos os fiéis. “O Santo Padre terá um encontro com os fiéis que vierem aqui. Se não for possível na eucaristia, imaginamos, pelo menos, numa consagração a Nossa Senhora Aparecida, feita da Tribuna Bento XVI, voltada para o grande estacionamento do Santuário. Portanto todos aqueles que vierem terão a oportunidade de ter um encontro com o Papa”, garante.

Para dom Damasceno, por ser latino-americano, o Papa Francisco terá uma palavra apropriada para o continente. “Ele tem no seu coração e na sua memória todas as grandes preocupações da América Latina, que estão todas retratadas no Documento de Aparecida, que hoje tem uma repercussão em toda a Igreja, sendo muito citado nos sínodos, que reúnem bispos do mundo inteiro”, aponta.

"Desejamos que a passagem do Papa deixe marcas de fé, de esperança e de novo ânimo."

“Desejamos que a passagem do Papa deixe marcas de fé, de esperança e de novo ânimo.”

O cardeal ressaltou ainda o fato de que, sediando grandes eventos nos próximos anos, o Brasil será o foco do mundo. “Temos uma responsabilidade muito grande de não só passar uma imagem positiva do Brasil para o mundo, mas também de fazer com que realmente essa imagem corresponda à realidade da nossa vida, construindo uma sociedade com menos violência, mais justiça, melhor distribuição das riquezas do nosso país e mais solidariedade”, adverte.

Para o reitor do Santuário, padre Domingos Sávio, o sentimento de todas as pessoas envolvidas na visita do Papa é um só: a alegria. “Desejamos profundamente que a passagem do Papa por aqui deixe marcas de fé, de esperança, de novo ânimo. Que marque o Brasil e a todos nós, principalmente a juventude, pois e é para isso exatamente que o Santo Padre está vindo para o nosso meio”, afirma.

De acordo com informações passadas pelo próprio cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, todos os hotéis da cidade já estão lotados para o período em que o Papa visitará o Brasil.

 

 


Beata Nhá Chica pode ser primeira leiga brasileira a tornar-se santa

04/05/2013

Cerimônia de beatificação leva mais de 40 mil pessoas a Baependi (MG)

Mais de 40 mil pessoas participaram da cerimônia

Mais de 40 mil pessoas participaram da cerimônia de beatificação de Nhá Chica

Deniele Simões

deniele.jornal@editorasantuario.com.br

A beatificação de Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, foi o primeiro passo para que o Brasil tenha a sua primeira santa leiga. A cerimônia, realizada neste sábado, dia 4 de maio, em Baependi (MG), reuniu mais de 40 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar de Minas Gerais.

O ritual de canonização foi presidido pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos no Vaticano, cardeal Angelo Amato. O bispo da diocese de Campanha (MG), dom Diamantino Prata de Carvalho, e o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, também estiveram presentes, além de outros bispos, arcebispos, religiosos e autoridades civis e militares.

Autoridades religiosas durante missa de beatificação, em Baependi (MG)

Autoridades religiosas durante missa de beatificação, em Baependi (MG)

Dom Diamantino acredita que o processo de beatificação  sirva como estímulo para a vida cristã, pautada em boas ações, gestos concretos e de promoção da justiça, da fraternidade e da paz. “Nhá Chica é modelo para todos os brasileiros”, diz o bispo da diocese da Campanha, que abrange a cidade de Baependi. 

Ainda de acordo com o prelado, Nhá Chica é uma brasileira nata, fruto da mestiçagem desse povo e que tem uma identidade muito grande com a população,  sobretudo os mais humildes. No dia 14 de junho está sendo preparada uma festa para celebrar a memória da beata, que é filhos de escravos, dedicou-se à prática da caridade e da oração e faleceu em 1895. 

No ano passado, o Papa Emérito Bento XVI autorizou a beatificação de Nhá Chica, a partir do trabalho de análise da cura de uma professora da cidade de Caxambu (MG), reconhecida como milagre.

O próximo passo no processo é a canonização, que reconhece a santidade da bem-aventurada. Para isso é necessário que o Vaticano comprove outros dois milagres de Nhá Chica.

Beata Nhá Chica pode ser primeira leiga brasileira a tornar-se santa

Beata Nhá Chica pode ser primeira leiga brasileira a tornar-se santa


Aniversariantes do Mês de Maio

01/05/2013

JS parabeniza os aniversariantes de maio, pedindo que Nossa Senhora Aparecida estenda seu manto sobre todos.

Dia 03
Arlindo Gonçalves de Araújo

Dia 04
Elza Paula de Jesus
José Edson Salaroli

Dia 05
Maria Giselda Bezerra

Dia 06
Antônio Benedita Baron
Sylvio Souza de Oliveira

Dia 08
Humberto Brandão Todelo

Dia 09
Edson Carlos da Silva Pato

Dia 11
Ana Maria Andrea Vitale Dipieri

Dia 12
Ataíde Seixas de Castilho

Dia 13
Lair Marcelino
Maria Ofélia Gonzaga Perez

Dia 14
Mirthes Scher Pereira

Dia 16
Erasmo Ribeiro

Dia 18
Mônica Maria Pinto

Dia 22
João Batista Ferreira Lima
Silvio Carneiro

Dia 26
Geraldina Carvalho Franco

Dia 27
Leandra Aparecida Ramos

Dia 29
Ir. Maria José Alves Machado

Dia 30
Lúcia Dantas Moreira

Dia 31
Maria Salete Somensi


Jornal Santuário é homenageado por associação de comunicação

29/04/2013


RECONHECIMENTO |
O JS É O JORNAL CATÓLICO MAIS ANTIGO EM CIRCULAÇÃO NO BRASIL

A primeira edição do JS (à esq.) data de 1900. Sem jamais deixar de ser impresso, o jornal evoluiu até a versão atual (à dir.)

A primeira edição do JS data de 1900. Sem jamais deixar de ser publicado, o jornal evoluiu até a versão atual

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Com quase 113 anos de história, o Jornal Santuário é o jornal católico em circulação mais antigo do Brasil. Por conta disso, o JS será homenageado pela Signis Brasil, associação católica de comunicação filiada à Signis Internacional, órgão ligado ao Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais do Vaticano.

A homenagem acontece no próximo dia 2 de maio, durante o I Seminário de Produtores de Conteúdo para Mídias Católicas. O evento será no Auditório das Paulinas, em São Paulo (SP).

Para a equipe do Jornal Santuário, o reconhecimento é resultado de um pensamento editorial que entende que o leitor católico, além cultivar a vida de oração, precisa se informar e se formar, para aprofundar sua fé e vida social.

Para a presidente da Signis Brasil, a homenagem manifesta reconhecimento e, ao mesmo tempo, incentiva os veículos católicos

Para Ir. Helena, a homenagem manifesta reconhecimento e, ao mesmo tempo, incentiva os veículos católicos

Segundo a diretora presidente da Signis Brasil, irmã Helena Corazza, FSP, o objetivo da homenagem é reconhecer os meios de comunicação católicos por sua missão evangelizadora. “Entre o final do século 19 e início do século 20, o catolicismo foi sustentado pela imprensa por pelo menos 50 anos. Grande parte da história do catolicismo do Brasil pode ser contada através desses veículos”, afirma.

Para irmã Helena, além de expressar gratidão, a homenagem é uma forma de incentivo. “É estímulo para continuar nesse espírito que nos une. Cada um com seu público, mas com projetos conjuntos, buscando a inculturação no contexto atual”, declara.

Além do JS, outros veículos serão homenageados na ocasião. Entre eles, a revista Rainha dos Apóstolos, que está completando 90 anos. Para o editor da publicação, padre Judinei Vanzeto, esse reconhecimento é um grande estímulo. “A homenagem consiste num bonito reconhecimento pelos 90 anos e manifesta a unidade dos meios de comunicação católicos. Além disso, é uma grande motivação para continuarmos evangelizando através da boa imprensa, conforme desejou nosso fundador São Vicente Pallotti”, comemora.

Uma história centenária

Fundado em 1900, o JS foi a primeira realização da Editora Santuário e nasceu com o objetivo de facilitar a evangelização, especialmente das pessoas mais pobres. Desde então, o Jornal Santuário jamais deixou de ser impresso.

Ao longo de todo esse tempo, o JS desenvolveu uma relação afetiva com os assinantes, sobretudo os mais antigos. É o caso de dona Lília Roma Consorte, de 84 anos. Ela conta que é assinante há 60 anos. “Antes a assinatura era no nome do meu esposo. Quando ele faleceu, passei para o meu nome e quero continuar até o fim da vida”, afirma.

Segundo o padre José Oscar Brandão, que foi redator do JS, a motivação maior das pessoas era a devoção a Nossa Senhora Aparecida. “Meu pai nem sabia ler, mas era assinante por devoção. As pessoas esperavam semanalmente o jornal da Senhora Aparecida para ler, refletir e meditar. Tudo por causa do amor, da devoção que o povo brasileiro tem para com ela”, relembra.

Com tiragem de 50 mil exemplares, o JS é distribuído gratuitamente no Santuário Nacional de Aparecida aos finais de semana. Em todo o país, são 2.500 assinantes que recebem o periódico em suas casas. O JS segue se modernizando e ampliando a abrangência dos temas tratados em suas páginas. Nos últimos anos, a publicação também está na internet, onde tem conquistado novos leitores, sobretudo jovens presentes nas redes sociais.


Padre Evaldo lança livro para a juventude

24/04/2013

LANÇAMENTO| LEITURA PROPÕE QUE JOVEM REFLITA E DÊ SENTIDO À VIDA

Eduardo Gois

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

Padre Evaldo: “A Igreja segue acreditando na força do jovem e tem feito esforços enormes para atrair a juventude para o caminho de Jesus Cristo”

Padre Evaldo: “A Igreja segue acreditando na força do jovem e tem feito esforços enormes para atrair a juventude para o caminho de Jesus Cristo”

Em um ano voltado para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), não se devem deixar temáticas feitas para os jovens passarem despercebidas. Um livro escrito por um jovem padre, com uma linguagem feita para atingir outros jovens, acaba de sair do forno. Uma ideia bastante necessária atualmente.

O apresentador do Programa Bem-Vindo Romeiro, da Rede Aparecida de Comunicação, diretor-executivo do Portal a12.com e jornalista, padre Evaldo César de Souza, C.Ss.R., acaba de lançar o livro Para Curtir e Compartilhar – Reflexões para Jovens. O objetivo é ajudar os jovens a pensarem sobre a vida e a relacionarem-se melhor com Cristo. O JS bateu um papo muito interessante com o padre. Confira:

 

Jornal Santuário de Aparecida – Por quais motivos resolveu escrever um livro para os jovens?

Padre Evaldo César de Souza Eu tenho trabalhado com textos para a juventude já há alguns anos na Revista de Aparecida e agora, com o ano da juventude no Brasil, inspirado pela Campanha da Fraternidade (CF 2013) e pela JMJ no Rio de Janeiro, surgiu o desafio de colocar no papel ideias que possam ajudar o jovem a pensar sobre sua vida e seu relacionamento com Jesus Cristo.

JS – Como escolheu o nome do livro?

Padre Evaldo – Atualmente se vive o período áureo das redes sociais. Tudo o que fazemos e pensamos passa agora por essas ferramentas de relacionamento humano. Parece até esquisito escrever um livro, porque muitos jovens sequer gostam de ler ou gastar tempo debruçando-se em um livro. Daí o desafio de propor um livro de fácil leitura, prático, sem muito “nove-horas” e que tivesse esse apelo das redes, da ideia de curtir o que se lê e compartilhar com seus amigos o que você aprendeu. O título segue assim essa tendência do jovem de trocar ideias sobre tudo a todo momento. Além disso, os capítulos do livro foram escolhidos e definidos por meio de uma enquete realizada em uma rede social, ou seja, foram os próprios jovens que elegeram sobre o que gostariam de ler e discutir.

JS – O jovem de hoje tem fé?

Padre Evaldo – Claro que tem, todos temos fé em alguma coisa. Agora, ter fé em Jesus Cristo exige uma experiência pessoal de amor com o Filho de Deus e supõe alimentar a experiência por meio da vida comunitária na Igreja. Talvez essa exigência, do compromisso, afaste muitos jovens da vida cristã, pois o mundo parece pregar contra responsabilidades. O jovem gosta do que é descartável e passageiro, não quer compromissos duradouros. Mas, felizmente, muitos jovens ainda acreditam na força do Cristo como razão de sua existência e se engajam nas comunidades e movimentos de corpo e alma. São estes que conseguem ser verdadeiramente felizes.

JS – O livro tem como propósito que o jovem conheça melhor a Jesus?

Padre Evaldo – O propósito é provocar o jovem a dar um sentido para sua vida, e esse sentido passa necessariamente por Jesus Cristo.

JS – Um jovem de fé transforma a vida para melhor, e como isso consegue dar sentido a ela?

Padre Evaldo – Com toda certeza! A impressão que temos, e basta conversar com os jovens para ter certeza, é de que falta para a juventude um sentido existencial mais profundo, gana de conquistar algo para si, de fazer a diferença no mundo. Vive-se a apatia da mesmice, do tédio, do cotidiano limitador e depressivo. A experiência de fé com Jesus Cristo consegue redimensionar a vida do jovem para melhor, sem que ele precise deixar de ser jovem e fazer coisas de jovens.

JS – O que falta no jovem atualmente?

Padre Evaldo – Falta sentido de futuro, vontade de criar, desejo de infinito. O jovem está cada dia mais imediatista, consumista, preocupado com o aqui e agora. E sofre com suas limitações, não sabe sofrer, tem medo de ser ele mesmo, vive de aparências, esconde-se atrás de músicas no último volume e das drogas. Ao jovem falta o encontro consigo mesmo em Jesus Cristo.

JS – Qual o maior desafio para o jovem ser Igreja?

Padre Evaldo – O maior desafio é encontrar na Igreja um ambiente que o acolha como ele é, que o deixe expressar sua fé sem barreiras, que o ampare e o permita viver suas experiências de fé, mesmo que sejam estranhas para gerações anteriores. Outro desafio é entender que a Igreja exige compromisso, disciplina, engajamento, pois ser cristão não é brincadeira, não é algo para divertir-se, é sentido existencial, e muitos jovens não querem compromisso com nada, a não ser com seu próprio umbigo. Ou seja, tanto a Igreja precisa acolher melhor, quanto o jovem precisa decidir pelo itinerário da fé.

JS – Qual o maior desafio para a Igreja atrair o jovem?

Padre Evaldo – Falar a linguagem do jovem, entender o que ele pensa, o que ele ouve, o que ele come, do que ele gosta de se vestir. A Igreja peca ao não conseguir encontrar novos métodos para traduzir o Evangelho para a juventude do século XXI. Nossas liturgias são pesadas, cansativas, extremamente racionais, e o jovem é ser do dinamismo, da velocidade, da emoção. O justo equilíbrio não é fácil de encontrar, mas a Igreja segue acreditando na força do jovem e tem feito esforços enormes para atrair a juventude para o caminho de Jesus Cristo.

JS – Em quais sentidos o livro pode ajudar pais de jovens?

Padre Evaldo – O livro deve ser lido também pelos pais, pois mesmo tendo como público os jovens, eu fiz questão de indicar que pais de adolescentes e jovens deveriam gastar um tempo para lê-lo também, com o propósito de compreender um pouquinho o universo cultural e sentido da vida deles. Muitos pais idealizam a vida dos filhos e esquecem de mergulhar no ambiente em que o filho vive para compreendê-lo.

 


Conflitos por acesso a água crescem 69% no Brasil

23/04/2013

ÁGUA | ASSESSOR DA CPT DIZ QUE MAIOR MOTIVO É O USO PARA FINS ECONÔMICOS

Número de conflitos pela água cresceram 69,12% em 2012 (Foto: EBC)

Número de conflitos pela água cresceram 69,12% em 2012 (Foto: EBC)

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Aumentou o número de conflitos pelo uso da água no Brasil, em 2012. A conclusão é do relatório anual Conflitos no Campo Brasil, divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Ao todo foram 115 ocorrências em 19 Estados, afetando quase 185 mil pessoas. Foram ocupações, manifestações e disputas por mananciais. Em comparação a 2011, o aumento foi de 69,12%. O Nordeste concentra o maior número de ocorrências.

O estudo revela que, embora seja uma das razões fundamentais, a falta de

chuvas não é o único fator que justifica esses números. Assessor nacional da CPT, Roberto Malvezzi explica que, do total de casos, só 36 foram causados pela seca. “Excluindo esses, sobram 79. São 11 a mais do que no ano anterior. Os conflitos relacionados à estiagem se concentram em apenas seis Estados. Os demais abrangem 18, adquirindo uma dimensão nacional”, explica.

"A lógica da convivência com o semiárido mudou os paradigmas da região. O que o Estado não fez em séculos, fizemos em uma década, embora estejamos longe de solucionar o problema”

“A convivência com o semiárido mudou os paradigmas da região. O que o Estado não fez em séculos, fizemos em uma década, embora estejamos longe de solucionar o problema”

 

Segundo Malvezzi, a maior parte dos casos tem como principal motivo o fato de se privilegiar o uso para fins econômicos, na agricultura, pecuária e indústria. “A prioridade devia ser o consumo humano e dos animais”, protesta. Outros fatores são a poluição e eliminação de mananciais.

Para o assessor da CPT, o maior problema de acesso à água, no Brasil, é a má distribuição. “Temos água acumulada. Faltam adutoras. A Organização das Nações Unidas (ONU) indica que água a mais de 100 metros da casa já configura um problema de acesso”, afirma.

Segundo dados divulgados pelos ministérios da Agricultura e da Integração Nacional, os programas de combate à seca do Governo Federal contemplaram até agora a contratação de 6.500 carros-pipa, a criação do Bolsa Estiagem e do Seguro Garantia Safra e a construção de cisternas. Há ainda a possibilidade de promover o perdão de dívidas de agricultores atingidos.

Contudo, o assessor da CPT critica o poder público, que, segundo ele, é parte do problema. “Com o governo federal, temos uma série de contradições. Ao mesmo tempo em que apoiou nossas propostas, jogou bilhões de reais na Transposição do São Francisco. Um atoleiro que nem o governo sabe como sair”, critica. A estimativa do Ministério da Integração Nacional é que a obra seja concluída até o final de 2015.

Apesar de tudo, Malvezzi explica que hoje não existem mais problemas vividos no passado. “Não temos mais as grandes migrações, campos de concentração de famélicos, saques, frentes de emergência e tantos outros horrores de longas estiagens passadas”, comemora.

Ele diz que houve um avanço a partir da criação da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA). A organização desenvolveu na região a lógica da convivência com o clima, incentivando práticas como a captação da água da chuva e a criação de animais adaptados, entre outras. “Isso mudou os paradigmas da região. O que o Estado não fez em séculos, fizemos em uma década, embora estejamos longe de solucionar o problema”, afirma.

Embora insuficientes, ele afirma que essas técnicas já deram outro perfil ao enfrentamento da seca, mas chama a atenção: “Porém, quem sempre se alimentou da ‘indústria da seca’ ainda está aí, ocupa cargos decisivos nos governos e não perde a mania de enriquecer às custas da miséria alheia”, adverte.


Último dia de Hallel tem espírito de envolvimento e satisfação da juventude

21/04/2013

Eduardo Gois/JS

Eduardo Gois

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

O último dia do Hallel de Aparecida iniciou com a celebração Eucarística presidida pelo Bispo Auxiliar de Campo Grande (MS), dom Eduardo Pinheiro da Silva, que falou sobre as vocações e a juventude.

Dom Eduardo é Bipso Auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

Dom Eduardo é Bipso Auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

Dom Eduardo disse durante a homilia que vive-se atualmente um momento de questionamentos: “ Não tem ninguém que não deseje a felicidade. Mas não basta querer ser feliz. A pergunta é ser feliz como? Em quem? De que jeito? É na luz dessas respostas que buscamos o sentido para a vida”, falou.

Ele também citou que muitas vezes, a mesma juventude que sofre preconceitos é quem mostra-se capaz de dar um sim a vida. “A prova é que em todos os lugares por onde esses símbolos passaram, os jovens abraçaram a cruz e não porque foram mandados ou obrigados, mas porque perceberam na Cruz e no Ícone um grande amor”, defendeu.

O Bispo também não deixou de elogiar a juventude: “Eles estão dando um show de bola de entusiasmo, envolvimento, compromisso”.

De acordo com dom Eduardo ter a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Brasil é um verdadeiro privilégio e classificou o momento como um período que vai provocar mais ardor e mais vontade das pessoas tornarem-se discípulos e missionários de Jesus. “Abraçar essas causas é contribuir com um mundo melhor, ir contra as misérias, contra as violências e tudo aquilo que vai contra a corrente de Deus. Sintam-se ovelhas amadas pelo pastor, mas sintam-se bém ovelhas comprometidas”, finalizou

Momentos de emoção

O casal Henrique e Vanessa veio de São Pedro (SP) e fazem parte da Diocese de Piracicaba (SP)

O casal Henrique e Vanessa veio de São Pedro (SP) e fazem parte da Diocese de Piracicaba (SP)

Para Antônio Henrique Bragaia de 29 anos, da cidade de São Pedro (SP), foi uma aventura maravilhosa participar do Hallel. Com ele a sua namorada Vanessa Pires Trindade, 30 anos. Ela falou que jamais havia pensado em ter a oportunidade de entrar com a Imagem de Nossa Senhora Aparecida. “Estou muito emocionada. O momento vai ficar guardado para o resto da vida”, conta.

Entrega dos símbolos da JMJ

Eduardo Gois/JSAo meio dia teve início a celebração de envio da da Cruz e do Ícone de Maria para diocese de Barra do Piraí e Volta Redonda (RJ). A celebração foi presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani Tempesta .

Dom Orani comentou que todo o mundo está com o olhar voltado para o Brasil e que a JMJ será uma experiência de renovação para a vida.

A celebração teve como ponto forte uma alta comoção e alegria da juventude.

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Andressa demostra muita satisfação com os momentos que participou durante o Hallel

A jovem estudante, Andressa Fabiana dos Santos, 17 anos, faz parte da Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda (RJ) e contou que foi uma emoção muito grande carregar a Cruz da Jornada e que o Hallel de Aparecida foi um evento marcante. “Fiquei muito ansiosa durante a semana e adorei participar”, entusiasma-se.


Pe. Evaldo lança livro durante Hallel

20/04/2013

JUVENTUDE/PALESTRA REUNIU JOVENS NO ALTAR CENTRAL DO SANTUÁRIO DE APARECIDA

Pe. Evaldo lança livro voltado para juventude

Pe. Evaldo lança livro voltado para juventude

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Confira as fotos do evento

Neste sábado (20), o Pe. Evaldo Cesar lançou o livro Para Curtir e Compartilhar. O lançamento aconteceu no Santuário Nacional de Aparecida, onde acontece o Hallel Internacional e a Romaria da Juventude.

Na palestra intitulada “Protagonistas de um Novo Mundo”, realizada antes da missa de abertura do Hallel, o padre falou sobre a realidade da juventude dos tempos atuais. Segundo o padre, hoje é mais difícil ser jovem do que antigamente. “A vida do jovem sempre foi um quebra-cabeças, mas agora é de mil peças”, afirmou.

O padre disse ainda que hoje o mundo vive a velocidade e a era do descartável. Por conta disso, segundo o padre, os jovens têm dificuldade de fazer compromissos definitivos. “O jovem não tem dificuldade de ter fé, mas de assumir uma religião. Juventude, o saciamento que você deseja só quem pode dar é Jesus Cristo”, coclamou.

Músicos de Lorena animaram a palestra

Músicos de Lorena animaram a palestra

A palestra foi animada pelo ministro de música Pablo Soares, da cidade de Lorena (SP). Para ele, participar daquele momento é extremamente importante. “Eu cito a palavra do grande Beato João Paulo II, quando diz que os jovens só serão igreja quando a Igreja for jovem. Por isso que estamos aqui com muita alegria, participando desse momento maravilhoso”, afirma o músico.

Voltado para jovens, o livro reflete sobre temas relacionados a essa faixa etária e propõe caminhos para enfrentar os desafios desse tempo. Pe. Evaldo falou sobre a importância de lançar o livro justamente num fim de semana voltado especialmente para os jovens: “Ficamos muito felizes com essa grata coincidência de estar acontecendo o Hallel nesse fim de semana e, junto com  a Editora Santuário, ter esse espaço aqui para refletir um pouco com os jovens sobre temas tão importantes”, declara.

 


CNBB encerra 51º AG

19/04/2013

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Eduardo Gois

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

Foi em clima de alegria e pré – Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) encerrou a 51ª Assembleia Geral dos Bispos (AG), durante celebração no Santuário Nacional de Aparecida, com direito a procissão com a Cruz e o Ícone, símbolos da JMJ.

Logo após as sessões de encerramento, a imprensa foi recebida pelo presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, o vice-presidente e arcebispo de São Luís (MA) dom José Belisário da Silva, e pelo secretário geral e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Ulrich Steiner.

Cardeal Raymundo Damasceno recebe imprensa em última coletiva da AG

Cardeal Raymundo Damasceno recebe imprensa em última coletiva da AG

Dom Damasceno agradeceu aos profissionais de comunicação pela larga cobertura e renovou o apreço ao trabalho realizado pela imprensa durante os  10 dias. “Tenho inspiração nas palavras do Papa Francisco quando se encontrou com os jornalistas: estejam certos de que a Igreja presta atenção neste precioso trabalho”.

O Cardeal também não deixou de destacar a AG, como uma ocasião de profunda experiência eclesial e oportunidade de aprofundamento da comunhão com vistas ao fortalecimento da missão evangelizadora da Igreja. “A comunhão existe para a missão e a missão para a comunhão”, lembrou.

Também ressaltou que a 51º AG foi encerrada com o saldo excelente e que o Tema Central, foi inspirado na Conferência de Aparecida, visando a renovação das paróquias, diante dos desafios.

Segundo dom Damasceno, a Igreja tem de se fazer presente, sobretudo em todo o território das paróquias, principalmente nas periferias. “Necessita-se de uma paróquia missionária, e não apenas, uma agência prestadora de serviços. “É preciso que a paróquia não espere, e sim, vá ao encontro daqueles mais esquecidos”, destacou.

O Presidente da CNBB ainda afirmou que a cultura dos novos tempos desafia os conceitos, os valores são questionados e novos modos de relacionamento com as comunidades aparecem”.

Sobre o Tema Central ele finalizou: “Não há receita pronta, mas conhecer a realidade das comunidades é determinante para identificar caminhos possíveis. A comunidade tem de vencer a tentação do isolamento, do fechamento e do individualismo”.

Temas ainda em andamento

Entre os destaques de todos os dias de assembleia, os mais discutidos foram assuntos relacionadas a questão agrária e o diretório da comunicação. Os dois pontos ainda não se tornam documentos finalizados e serão retomados posteriormente, pois, devido a longas discussões e reflexões que ainda são necessárias têm de retornar as regionais e as dioceses, para continuar o aprofundamento das ideias.

De modo específico, a discussão sobre a questão agrária tem previsão de ser concluída na 52º AG, em 2014, e o Diretório da Comunicação irá ser enriquecido com novas emendas e contribuições para aprovação pelo conselho permanente da CNBB em uma de suas reuniões ainda em 2013.

 Frutos importantes

Ainda na coletiva de encerramento, dom Damasceno destacou, por exemplo, sobre um subsídio para as eleições . “Achamos por bem tratar dos temas sobre eleições com calma e tranquilidade, ainda num período distante do início das campanhas eleitorais”.

O subsídio, que ainda será enriquecido com mais detalhes, tentará encontrar o um justo equilíbrio para participação da comunidade cristã nos momentos em que as campanhas políticas ganham as ruas do país. Desta forma, dom damasceno lembrou que a ação política faz parte da missão evangelizadora da Igreja. “Incentivamos o leigo a se preparar e não temer, lançando-se como alguém que pode e deve prestar serviço a sociedade para o bem comum”, explica.

No último momento, também foi lançada uma nota em defesa dos direitos indígenas e quilombolas pela rejeição da PEC 215 e relembrada a declaração da CNBB contra a redução da maioridade penal, assunto que foi altamente discutido ainda em 2009, durante a 47º AG, em Itaici.


Bispos apresentam conclusões sobre tema central

18/04/2013

51ªAG/ “HÁ PARÓQUIAS QUE SE TORNARAM PRESTADORAS DE SERVIÇOS RELIGIOSOS”, AFIRMA BISPO

Bispos apresentaram conclusões do texto-base

Bispos apresentaram conclusões do texto-base

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

No penúltimo dia da Assembleia Geral, aconteceu o lançamento da nova versão do Catecismo da Igreja Católica. A primeira edição do livro foi lançada há 20 anos. Também foram apresentados o Mutirão de Comunicação (Muticom), que acontece no mês de novembro, em Natal (RN) e um curso de comunicação para bispos, que deve ser realizado em Recife.

Outro tema tratado foi a respeito das mudanças no regimento, estatuto e direção do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma. Mantida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a instituição de ensino recebe padres de toda a América Latina e também dos países africanos de Língua Portuguesa.

Os bispos também fizeram um balanço da Campanha da Fraternidade (CF) e uma prestação de contas da utilização do Fundo de Solidariedade e da Campanha de Evangelização do ano passado.

Na entrevista coletiva, estiveram presentes o presidente da Comissão do Tema Central, dom Sérgio Castriani, o arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira, e o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira.

 Dom Sérgio Castriani

"Paróquias sem preocupação missionária acabam se tornando prestadoras de serviços religiosos"

“Paróquias sem preocupação missionária acabam se tornando prestadoras de serviços religiosos”

O arcebipo de Manaus (AM) apresentou algumas conclusões dos bispos a respeito do tema central, Comunidade de comunidades: A nova paróquia.

Dom Castriani informou que, após algumas correções e ajustes, o texto foi aprovado como documento de estudos. Após a assembleia, deverá ser enviado a todas as comunidades, paróquias, regionais, grupos, movimentos e pastorais, que terão até outubro para refletir sobre o tema e apresentar sugestões.

O texto afirma que refletir sobre o tema não é tarefa simples e que a situação atual das paróquias é mais complexa do que se imagina. “Há luzes e sombras, alegrias e preocupações. O esforço todo é no sentido de compreender o mundo em que vivemos, numa atitude de diálogo, identificando alegrias, esperanças, angústias e tristezas”, diz o texto.

Para dom Castriani, a renovação das paróquias não começa a partir de agora, mas é um processo que vem acontecendo ao longo dos anos. “Hás muitas paróquias, no nosso país, vivendo uma intensa conversão pastoral. Por exemplo, comunidades preocupadas com evangelização, a catequese como iniciação da vida cristã, a maioria das paróquias tem uma liturgia viva e participativa, há paróquias que se preocupam com a juventude, que despertam muitos serviços, ministérios leigos, conselhos, grupos que participam ativamente da vida paroquial”, ressalta.

O arcebispo também chamou atenção para o empenho em atrair as pessoas que se afastaram da Igreja. “Párocos e colaboradores (homens e mulheres) desenvolvem uma comunhão e participação, com uma atenção especial àqueles católicos que vivem à margem da Igreja”, afirma.

Contudo, o arcebispo também apontou alguns fatores que têm impedido essa renovação. Entre eles, falta de um plano de pastoral ou falta de integração com o plano da diocese, uma catequese dirigida apenas às crianças, que não se estende aos adultos, a centralização da administração e das responsabilidades nas mãos do pároco. “ Paróquias que se fecham e não têm preocupação missionária nem no próprio território nem fora, apenas esperam as pessoas que vêm, acabam se tornando uma prestadora de serviços religiosos e não uma casa de vida comunitária e experiência cristã, onde as pessoas são acolhidas. É preciso estar nos hospitais, nas escolas, nos presídios que estão dentro do seu território e também ir além”, defende.

Dom Alberto Taveira

Já o arcebispo de Belém (PA) lembrou que o tema central da assembleia está em comunhão com as diretrizes do Documento da 5ª Conferência do Episcopado Latinoamericano e do Caribe, realizado em 2007, em Aparecida (SP). Ele destacou a divulgação de uma carta do Papa Francisco aos bispos da Argentina, na qual o Santo Padre afirma que o rumo a ser seguido pela Igreja da América Latina é um trabalho a partir dos elementos da conferência de Aparecida. “Há uma sintonia muito forte com o que nós estamos realizando aqui. Nesse texto está a chamada conversão pastoral, de caminhar para comunidades menores, mais próximas, mais adequadas para o relacionamento das pessoas”, afirma.

Para dom Alberto, é uma resposta da Igreja a uma necessidade dos tempos atuais. “Nós temos o aumento de todas as estruturas do mundo e, ao mesmo tempo, a necessidade de uma atenção mais própria ao povo. Então esse tema encaminha tudo a uma atenção mais direta às pessoas em seus núcleos de convivência”, conclui.

Indagado sobre o papel das Novas Comunidades de Vida e Aliança, o arcebispo ressaltou que os três últimos Papas demonstraram uma valorização dos grandes movimentos eclesiais e das novas comunidades, que já são mais de 500 no Brasil. “Essas comunidades são efetivamente importantes, colocando-se a serviço das dioceses e paróquias, a partir dessa disponibilidade de evangelização”.

Dom Walmor Oliveira

Presidente da Comissão para Doutrina da Fé da CNBB, até 2009, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) apontou que ainda existem tensões entre as paróquias e os movimentos e novas comunidades. Contudo, ressaltou que a situação, hoje em dia, é bem melhor. “Quando cheguei a Belo Horizonte, havia um clima de muita tensão, reclamações mútuas e muita resistência. O passo que demos foi a criação de um conselho arquidiocesano como lugar do diálogo, com um ordenamento próprio em função das necessidades, da valorização, do respeito e do reconhecimento. Quando se faz isso, as tensões não deixam de existir, mas elas se canalizam numa direção bastante positiva”, aponta.

Dom Walmor também lembrou uma intervenção do então Cardeal Jorge Mario Bergoglio, durante preparação para o Conclave. Na ocasião, o agora Papa teria dito que a Igreja não pode ser autocentrada. Para o arcebispo, ao tratar de assuntos internos, da sua qualificação e abertura, a Igreja se posiciona, ao mesmo tempo, como uma instituição servidora e presente no mundo, tratando também de diversos temas, como a questão agrária, os quilombolas e o próprio diretório de comunicação.

Na opinião de dom Walmor, ao tratar de paróquia, a Igreja do Brasil está alargando o horizonte no sentido de uma presença mais qualificada e adequada na vida das pessoas, nos mais diversos ambientes e circunstâncias. Segundo ele, o tema central dá a oportunidade de fazer uma revisão da dinâmica evangelizadora da Igreja. “Constatamos a necessidade de muitas modificações organizacionais, celebrativas, sobretudo nos líderes, especialmente os padres e nós bispos. Estamos desafiados a encontrar uma remodelagem, para que a Igreja fique mais próxima das pessoas”, conclui.


Módulos do “Hallel – Aparecida” querem provocar reflexão junto à juventude católica

18/04/2013

Módulo ‘Sim à Vida’ do Hallel Aparecida vai refletir aborto e opção pela vida

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O Hallel Aparecida Internacional – 5ª Romaria da Juventude, que inicia nesta sexta-feira (19) e se estende até domingo (21), trará para a reflexão da juventude 5 módulos com temas diferentes: : ‘Bote Fé’, ‘Missionariedade’, ‘Sim à Vida’, ‘Maria’, ‘PHN’, além de adoração perpétua e Vigília Noturna.

No módulo ‘Sim à Vida’, serão abordados assuntos polêmicos, como o aborto, a escolha da religião como um caminho para a vida e apresentação de casos de pessoas despertaram para a vida, após profundos problemas pessoais. “Teremos exemplos de pessoas que, de certa forma, consideravam-se ‘mortas’ e optaram por viver”, conta Sérgio, um dos coordenadores do módulo.

Segundo ele, o tema mais polêmico certamente será o aborto, tendo em vista que o assunto, além de gerar várias opiniões, contará com a presença de pessoas de diferentes faixas etárias.

A expectativa é que cerca de 150 pessoas participem por dia das reflexões.

O Hallel Aparecida – Internacional, que neste ano acontece junto à 5ª Romaria da Juventude, será realizado de 19 a 21 de abril. A programação completa está disponível no endereço www.A12.com/jovensdemaria.


51ªAG: Bispos debatem JMJ Rio 2013 e situação dos povos quilombolas

17/04/2013

Deniele Simões

deniele.jornal@editorasantuario.com.br

Os bispos que participam da 51ª Assembleia Geral da Coferência Nacional dos Bispos do Brasil  (CNBB) debatem vários temas de interesse da Igreja e da sociedade nesta quarta-feira, dia 17 de abril.

Dom Pedro Cunha Cruz: “A origem dessas comunidades é dramática e sofrida”

Dom Pedro Cunha Cruz: “A origem dessas comunidades é dramática e sofrida”

Na coletiva com a imprensa de hoje, às 15 horas, o porta-voz e arcebispo de Campo Grande (MS), dom Dimas Lara Barbosa, pontuou sobre alguns assuntos tratados, como  a criação de um Regional da CNBB no Estado do Tocantins, a questão agrária, o tema central, populações indígenas, a Jornada Mundial da Juventude e a situação dos povos quilombolas.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e presidente do Centro de Estatística Religiosa e Investigação Social (Ceris), dom Pedro Cunha Cruz, detalhou o documento de estudos (verde) sobre os povos quilombolas, em fase de elaboração.

Os quilombolas são descendentes dos povos escravos que lutam pelo direito de propriedade de suas terras assegurado pela Constituição Federal, desde 1988. Estima-se que hoje existam duas mil comunidades dessas no Brasil.

“A origem dessas comunidades é dramática e sofrida”, pontua dom Pedro Cunha. Segundo ele, o propósito do documento é defender a luta dessas pessoas pelo direito assegurado à terra e à preservação de seus valores culturais.

De acordo com o religioso, a terra e a moradia são direitos universais e invioláveis e essas pessoas lutam justamente por isso, mas com pouco apoio. “A Igreja vai colocar a mão onde ninguém quer colocar”, justifica.

JMJ Rio 2013

A JMJ Rio 2013 e a evangelização da juventude foram temas bastante discutidos e os trabalhos sobre a organização do evento foram mostrados em uma apresentação especial para o episcopado, n parte da manhã.

O arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local da JMJ Rio 2013 (COL), dom Orani João Tempesta, passou aos bispos detalhes sobre locomoção, chegada, paramentos e localização no evento, destacando também o caráter social da Jornada.

Para Dom Orani, JMJ é serviço que Igreja presta à sociedade, à juventude, ao presente e ao futuro

Para Dom Orani, JMJ é serviço que Igreja presta à sociedade, à juventude, ao presente e ao futuro

“Vemos isso como um serviço que a Igreja presta à sociedade, à juventude, ao presente e ao futuro”, disse, durante a coletiva com a imprensa hoje à tarde.

Dom Orani também traçou um paralelo entre a JMJ em Colônia (Alemanha), em 2005, e a Jornada no Rio. Em 2005, o encontro foi preparado pelo Papa João Paulo II e concluído por Bento XVI, que é alemão.

Do mesmo modo, Bento XVI preparou a Jornada no Rio e a conclusão ficará a cargo do Papa Francisco, que é um latino-americano. O prelado também ressaltou que o Papa Francisco é da Argentina, país que sediou a primeira JMJ da América Latina, há 26 anos.

Dom Orani cita ainda o esforço para a mobilização dos governos municipal, estadual e federal em favor do evento, que deve movimentar o Brasil além das fronteiras, envolvendo a participação de peregrinos de 160 países. “A questão de logística e segurança supõe a movimentação desses poderes”, explica.

O presidente do COL também falou que a JMJ se traduz em um momento de grande importância para o Brasil, que vai unir todos os católicos e cristãos, já que, além da peregrinação, dos momentos de vigília e de encontro com o Papa, a vai proporcionar lazer, cultura e abrir-se à participação de jovens de outras religiões.

Evangelização dos jovens

O bispo auxiliar de Campo Grande e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro da Silva, tratou das questões que envolvem não só a Jornada, mas de todo o processo de inclusão do jovem na Igreja.

Dom Eduardo: “Os jovens responderam de maneira surpreendente e a peregrinação foi um dos grandes contributos desse trabalho, que potencializa as Pastorais Juvenis locais”

Dom Eduardo: “Os jovens responderam de maneira surpreendente e a peregrinação foi um dos grandes contributos desse trabalho, que potencializa as Pastorais Juvenis locais”

“A Jornada vem para acrescentar e ajudar o trabalho que uma Igreja realiza”, pontua. Por isso, os organizadores pensaram em um plano a curto, médio e longo prazo antes de promover a JMJ Rio 2013.

A primeira preocupação foi a preregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora, buscando criar um momento privilegiado em cada diocese, fomentando práticas como a oração e o envolvimento nas comunidades. “Os jovens responderam de maneira surpreendente e a peregrinação foi um dos grandes contributos desse trabalho, que potencializa as Pastorais Juvenis locais.”

De acordo com dom Eduardo, as Semanas Missionárias, que vão acontecer em todas as dioceses, uma semana antes da Jornada, têm como meta desenvolver no coração do jovem a dimensão cristã missionária.

Outro ponto destacado pelo bispo é que, durante as peregrinações, os jovens têm escolhidos lugares “de cruz” na sociedade, ou seja, onde há muita dor e sofrimento em função das chagas sociais. Segundo o bispo, isso acaba despertando no jovem o espírito de solidariedade e de colaboração junto à sociedade.

Dom Eduardo falou também da preocupação com o pós-Jornada e de outros temas que têm envolvido a juventude, como as peregrinações e a Campanha da Fraternidade para revigorar essas discussões na Pastoral Juvenil em todos os regionais da CNBB.

Diante disso, a intenção é realizar um grande encontro no final deste ano, a fim de criar linhas de ação em nível nacional e local para que pessoas assumam a responsabilidade de dimanizar o trabalho com os jovens.


CNBB divulga nota ‘Sede de água e de justiça’

17/04/2013

logo_CNBBDurante entrevista coletiva na tarde de ontem, 16 de abril, a presidência da CNBB apresentou a sua mensagem sobre a seca no semiárido que atinge a região do semiárido do Brasil.

A nota demonstra a solidariedade dos bispos do Brasil pelo sofrimento e a luta pela superação deste fenômeno, secular e cíclico, que ameaça a vida e o desenvolvimento integral da população.

O texto foi aprovado durante a 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil que acontece desde o dia 10 de abril.

A seguir, a íntegra da nota:

Sede de água e de justiça

“Eu estava com fome, e me destes de comer;

estava com sede, e me destes de beber” (Mt 25,35)

Nós, bispos do Brasil, reunidos em Aparecida–SP, na 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 10 a 19 de abril de 2013, expressamos nossa solidariedade aos irmãos e irmãs castigados pela maior seca que atinge a região do semiárido nos últimos 40 anos. Fazemos nossos seus sofrimentos e suas dores e nos unimos à sua luta pela superação deste fenômeno, secular e cíclico, que ameaça a vida e o desenvolvimento integral da população. Trata-se de mais de 10 milhões de pessoas diretamente atingidas, em 1.326 municípios, segundo dados da Secretaria da Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional (SEDEC/MI).

Os bispos do Nordeste, por várias vezes, assinalaram as consequências de ordem social, econômica, moral e ética provocadas pela seca tais como: a) Migração forçada com a consequente desarticulação e desintegração da família, que fica exposta à máxima penúria; b) tráfico humano, que conduz ao trabalho escravo; c) instrumentalização da extrema vulnerabilidade das pessoas para fins eleitoreiros, em total desrespeito aos valores éticos; d) agravamento da situação econômica relegando milhares de famílias à miséria; e) dizimação da produção agrícola e agropastoril com a morte de rebanhos inteiros, comprometendo o presente e o futuro dos pequenos e médios produtores, além de seu endividamento; f) colapso no abastecimento de água nas áreas urbanas; g) risco de se perderem conquistas econômicas e produtivas fundamentais acumuladas nos últimos dez anos.

O clamor do povo do Nordeste, acolhido pela Igreja, ecoa em documentos históricos como o de Campina Grande, em 1956, e o de João Pessoa – “Eu ouvi o clamor do meu povo (Ex 3,7)” – em 1963. Além disso, a Igreja tem realizado diversas campanhas de doações, promovido inúmeras ações solidárias de apoio às famílias mais atingidas pelo flagelo da seca e participado na luta pela execução de políticas públicas como a construção de cisternas de consumo e de produção.

Apoiamos as “Diretrizes para a convivência com o Semiárido”, lançadas em recente seminário realizado, em Recife-PE, pela Igreja Católica e vários movimentos sociais e sindicais, exigindo que sociedade e governos não pensem no Nordeste apenas em ocasião de seca.

A seca no semiárido é um fenômeno cíclico que se repete sistematicamente. Entretanto, o ciclo de secas “não pode nos fazer pensar que o semiárido brasileiro seja apenas um condicionamento climático e, a longa estiagem, sua intempérie. O semiárido é, antes de tudo, um conjunto de condições próprias de um bioma e, desse modo, exige-nos um novo olhar e a construção de iniciativas diferenciadas” para a convivência nesta região onde vivem 46% da população nordestina e 13% da população brasileira, representando 11% do território nacional. Os 25 milhões de pessoas que aí habitam, aguardam medidas estruturais que facilitem a convivência com esse ecossistema.

Reconhecemos que os Governos têm desenvolvido importantes ações neste momento crítico por que passam os atingidos pela seca. São, no entanto, ações mitigadoras e emergenciais que não resolvem o problema, presente em todo o polígono da seca.

Somente com decidida vontade política e efetiva solidariedade, será possível estabelecer ações que tornem viável a convivência com o semiárido, mesmo no período da seca. Como pastores solidários aos nossos irmãos nordestinos, reivindicamos:

a)      A definição e a aceleração de políticas públicas e institucionais permanentes que garantam segurança hídrica e alimentar, incentivando o uso de tecnologias adaptadas à realidade climática da região para captação, armazenamento e distribuição das águas das chuvas;

b)      Democratização do acesso à água com a construção de sistemas simplificados de abastecimento de água;

c)       Ações estruturantes como a revitalização e preservação dos rios, lagoas, ribeiras, riachos e da floresta nativa; construção de cisternas de placas e de cisternas “calçadão”; perfuração e equipamentos de novos poços tubulares;

d)      Interligação de bacias hidrográficas e de recursos hídricos; construções de diversos tipos de armazenamento de água, bem como de adutoras e canais, para o consumo humano, animal e a produção de alimentos;

e)      Ampliação e universalização da aplicação dos recursos financeiros e técnicos a partir do protagonismo das populações locais e de suas organizações, no campo e na cidade;

f)       Conclusão urgente das numerosas obras cuja paralisação tem causado graves prejuízos econômicos e sociais;

Que Nossa Senhora Aparecida, cuja casa nos abriga durante a 51ª Assembleia da CNBB, alcance para todos os irmãos e irmãs do Nordeste a força renovadora da esperança, que nasce do coração do Cristo Ressuscitado, vencedor do mal e da morte.

Aparecida, 16 de abril de 2013.

Cardeal D. Raymundo Damasceno de Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB

 

Dom José Belisário da Silva

Arcebispo de São Luís do Maranhão – MA

Vice-presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB


51ª AG: Sétimo dia de coletiva destaca principalmente tema central e ecumenismo

17/04/2013

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Eduardo Gois

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

A coletiva de imprensa desta última terça, 16, teve a participação do arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, dom Cláudio Hummes, o arcebispo de Salvador (BA) e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger e o bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso da CNBB, dom Francisco Biasin. Eles falaram sobre o tema central, enfocando a região amazônica, eleições e ecumenismo.

Dom Cláudio Hummes citou a necessidade de uma Igreja mais próxima das periferias e também o interesse nas questões da Amazônia. “É uma região que enfrenta problemas como a distância, a falta de transporte, são os desafios da floresta, da preservação, o cuidado com os índios, preservação das suas culturas, a questão dos ribeirinhos, o problema das periferias imensas, o avanço de Igrejas evangélicas, a falta de padres, de missionários, mas por outro lado, percebemos lá uma Igreja muito empenhada, viva, muito dinâmica. Lá o padre e o bispo tem de suar muito a camisa”, explica,

O Cardeal também fez um apelo em nome da comissão com referência a necessidade de mais missionários na região.

Dom Murilo Krieger mencionou a responsabilidade da Igreja de orientar os cristãos durante os períodos eleitorais e aproveitou para motivar os fiéis católicos a participarem da política. “Aumenta a nossa responsabilidade de formar pessoas, mas não para formar um bloco católico na defesa de algumas ideias, mas no sentido de caminharmos juntos para um bem comum”.

Dom Francisco Biasin explicou sobre o ecumenismo e o diálogo entre as religiões: “Não é a conversão de uma Igreja para outra, mas sim das Igrejas para Cristo”, lembrou.


“Há caminhos melhores do que o aborto”, diz bispo

15/04/2013

51ª AG/EM SEXTO DIA DE ASSEMBLEIA, BISPOS DISCUTEM ANO DA FÉ, FAMÍLIA E QUESTÃO AGRÁRIA

Bispos trataram sobre família, questão agrária e Ano da Fé

Bispos trataram sobre família, questão agrária e Ano da Fé

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Nesta segunda-feira (15), os bispos reunidos em assembleia tiveram mais um dia de atividades, após participarem de um retiro, durante o fim de semana. Para dar um panorama geral dos trabalhos, estiveram na entrevista coletiva o arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé; o bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão para a Vida e Família, e o bispo de Ipameri (GO), dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão para a Caridade, Justiça e Paz.

Dom João Carlos Petrini

Dom Petrini criticou nota do Conselho Federal de Medicina sobre o aborto. "Ha caminhos melhores"

Dom Petrini criticou nota do Conselho Federal de Medicina sobre o aborto. “Ha caminhos melhores”

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, dom Petrini se pronunciou sobre a nota divulgada pelo Conselho Federal de Medicina em que a instituição se posicionou a favor do aborto.

Para o bispo, a nota deseduca não leva em consideração todos os fatores que envolvem o problema. “Por exemplo, é justo que a mulher tenha autonomia sobre o próprio o corpo, mas o bebê não é uma parte do corpo dela, é um outro ser humano, com outro código genético, outro DNA, que o identifica como um ser humano totalmente diferente. Ignoraram o direito fundamental à vida, contida na Constituição Federal”, argumentou.

O bispo reconhece que há situações duras, de pobreza e abandono, em que muitas mulheres, num momento de desespero, podem ver no aborto uma saída, mas acredita que há outras alternativas. “Quem opta pelo aborto, não faz com alegria, realizada por uma conquista social. É sempre um drama. Pode-se oferecer caminhos melhores, que talvez exijam um pouco mais de trabalho e não sejam um atalho tão rápido. Pode-se oferecer algum tipo de apoio, de ajuda para que levem até o final a gravidez. Não há alegria maior do que ajudar uma mulher a ser mãe”, defendeu.

Dom Petrini apresentou ainda algumas realizações da comissão. Entre elas, a publicação de um manual de bioética voltado para jovens. Com tiragem de dois milhões de exemplares, o livro está sendo lançado em quatro línguas e deverá fazer parte da mochila dos jovens que vão participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em julho, no Rio de Janeiro (RJ). “São 80 páginas, abordando, numa linguagem acessível, todos os temas mais complicados com os quais qualquer pessoa medianamente informada se depara”, explicou. 

O bispo também anunciou uma nova edição da Hora da Família, um roteiro de encontros para famílias. Este ano, além dos roteiros, a publicação traz ainda histórias de dez casais que foram canonizados pela Igreja ou que estão em processo de beatificação. “A vida de família também se move no horizonte da santidade em conjunto, partilhada entre marido e mulher”, afirmou.

O tema central do subsídio é um alerta para os pais. “No tempo atual, homem e mulher passam muitas horas fora de casa, absorvidos pelo trabalho. No tempo que podiam dedicar aos filhos, muitas vezes, priorizam outros assuntos. Essa educação da fé, que deveria acontecer através de palavras e gestos, acaba ficando em segundo plano”, advertiu dom Petrini.

Outra iniciativa da comissão apresentada por dom Petrini é o livro Cristo nos Ensina a Amar: 30 perguntas para acertar na aventura mais importante da vida. “O objetivo é ajudá-los a refletir sobre qual caminho melhor para viver o amor, para encontrar a verdadeira realização, para ser feliz diante de tantas confusões que aparecem na realidade de hoje”, declarou. 

O bispo ressaltou ainda a criação, em todas as dioceses do Brasil, de comissões diocesanas de promoção, valorização e defesa da vida. “A finalidade é ajudar, especialmente os adolescentes, a compreender a grandiosidade da vida humana e como ela pode ser amada, valorizada, acolhida, defendida nas diversas etapas da história”, explicou.

Dom Sérgio da Rocha
Tratando sobre a celebração do Ano da Fé, dom Sérgio destacou o lançamento do documento As Rações da Fé na Ação Evangelizadora. Apresentado na manhã desta segunda-feira, o texto tem como objetivo ser um instrumento de reflexão para esse tempo, instituído em outubro do ano passado pelo então Papa Bento 16.

Segundo dom Sérgio, apresentar as razões da fé não significa apenas adquirir conhecimentos a respeito da fé, embora reconheça a necessidade de testemunhar a fé de maneira consciente, com convicção. Ele advertiu para que não se caia em dois equívocos: “Primeiro, achar que o Ano da Fé se reduz a uma comissão episcopal da CNBB. Na verdade, deve ser vivenciado pelo conjunto da Igreja. O segundo aspecto é achar que dar as razões da fé tem a ver unicamente com doutrina. O ato de crer tem a ver com o conjunto da vida. Ou seja, não é só com a cabeça, mas deve passar pelo coração e se expressar em experiência vivencial e testemunho”, afirmou.

O bispo destacou ainda o lançamento de uma nova edição do Catecismo da Igreja Católica e de um novo livro, contendo textos de um congresso que discutiu os 20 anos de criação da publicação.

Dom Sérgio concluiu, fazendo referência à importância da Nova Evangelização, tema que ainda deverá ser trabalhado de maneira mais sistemática durante a assembleia. “O Ano da Fé motiva, anima. A fé que nós cremos, que nós celebramos e que testemunhamos nos leva a evangelizar. E evangelizar de um jeito novo, com um novo ardor, com criatividade pastoral”, ressaltou.

Dom Guilherme Werlang
Tratando sobre a questão agrária, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz anunciou que o documentos de estudos sobre o tema, lançado na assembleia de 2010, deverá se tornar um documento oficial da CNBB. O último documento da Conferência sobre o tema é de 1980.

Contudo, dom Guilherme informou que o texto final só será votado na assembleia de 2014. “Percebemos que, diante das ricas contribuições dos grupos, nós não teríamos condições de fazer apenas pequenas inserções e correções. Teríamos que reelaborar o texto. Por isso precisamos de mais tempo. Se queremos um documento que represente o pensamento dos bispos então não podemos fazê-lo agora”, explica.

Segundo dom Guilherme, durante as discussões foi praticamente unânime a necessidade de os bispos se pronunciarem oficialmente diante da urgência da situação agrária no Brasil. “É a voz dos pastores nessa temática tão ampla, complexa e transversal na vida da sociedade brasileira. É um documento que deve se dirigir à Igreja, ao Estado e à sociedade brasileira. A todos, nós queremos dizer uma palavra de ânimo e reerguimento. Acreditamos ser possível construir juntos um país justo, onde a vida seja plena para todos”, concluiu.


Hallel Internacional levará música e evangelização à Casa da Mãe

15/04/2013

LOUVOR | ENCONTRO É ÚLTIMO EVENTO OFICIAL DA IGREJA ANTES DO ENVIO DOS SÍMBOLOS DA JORNADA AO RIO DE JANEIRO

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Hallel acontecerá entre os dias 19 e 21 de abril, no Santuário Nacional

Deniele Simões

deniele.jornal@editorasantuario.com.br

 A Casa da Mãe Aparecida vai transformar-se em um local de muitas cores e sons entre os dias 19 e 21 de abril. Milhares de jovens de todo o país e até do exterior estarão reunidos para o Hallel Internacional Aparecida.

O encontro será em uma área especialmente montada, com espaço para shows, pregações, discussões temáticas, louvor e até um camping, equipado com chuveiros e toda estrutura de acolhimento para a juventude.

A palavra Internacional foi agregada à edição deste ano por causa da expansão do Hallel para outros países e com vistas à Jornada Mundial da Juventude, que reunirá milhões de jovens de todo o mundo com o Papa no Brasil, em julho.

De acordo com a organização, a programação já está definida e confirmada, e devem estar presentes artistas consagrados do meio católico como Rosa de Saron, Conexa, Adriana Arydes, Expresso HG, Anjos de Resgate, The Flanders, André Bolela, Martin Valverde, entre outros nomes.

Dunga, Padre Michel, Diácono Nelsinho, Márcio Todeschinni, Tia Lolita e Padre Kleber são alguns dos nomes dos pregadores confirmados ao longo da programação.

O Hallel é dividido em módulos para discussão de assuntos ligados à Igreja. O tema geral deste ano é Ai de mim se eu não evangelizar (1Cor 9,16). São temas dos módulos: “Bote Fé”, “Missionariedade e Vocação”, “PHN”, “Sim à Vida” e “Maria”.

Adriana: “Desejo que toda a juventude possa aproveitar esse momento”

Adriana: “Desejo que toda a juventude possa aproveitar esse momento”

Para a cantora Adriana Arydes, que vai se apresentar no dia 21, o Hallel é um grande evento e vivê-lo em Aparecida, na Casa da Mãe, será uma bênção em dobro. “Desejo que toda a juventude possa aproveitar esse momento que, sem dúvida, já será uma preliminar da JMJ Rio 2013 e que, sobretudo, possamos declarar para o Brasil o nosso coração mariano”, diz à reportagem do JS.

Totô, vocalista da banda Expresso HG, concorda com Adriana no que diz respeito à preparação para a Jornada. “Pela primeira vez este grande evento acontecerá em Aparecida. Será uma grande oportunidade, sobretudo do Brasil e do mundo, antes da JMJ”, salienta.

As expectativas da banda para o Hallel são as melhores possíveis e todos os integrantes estão contando os dias para a chegada do evento. A Expresso já tem experiência em outras edições do Hallel, entre elas a de 25 anos, em 2012, na cidade de Franca (SP).

O show em Aparecida será baseado no repertório do novo trabalho da banda, intitulado “Juntos” e recentemente lançado pela gravadora Canção Nova. Além da apresentação no sábado, dia 20, a banda vai participar do show Bem Brasil, no encerramento do Hallel.

Expresso HG apresenta-se nos dias 20 e 21. Integrantes da banda estão contando os dias para o evento

Expresso HG apresenta-se nos dias 20 e 21. Integrantes da banda estão contando os dias para o evento

Escolha da Casa da Mãe

De acordo com o prefeito de Igreja do Santuário Nacional, padre Valdivino Guimarães, as expectativas para o Hallel Internacional são muito boas. Estão sendo convidados movimentos jovens de todas as paróquias do Brasil. “Muitos grupos estão se manifestando, dizendo que comparecerão, e, graças a Deus, o Hallel já está caindo no gosto do povo, principalmente da juventude”, explica.

A ideia de trazer o Hallel para o Santuário vai ao encontro da proposta de acolher os jovens, já que a programação acontecerá juntamente com a V Romaria Nacional da Juventude. “O Santuário tem essa preocupação: criar eventos e momentos que possam atrair a juventude; é um direito dos jovens”, completa.

Quem participar terá a oportunidade de ver os símbolos da JMJ de perto pela última vez antes da JMJ, já que o Hallel é considerado o último evento em nível de Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em preparação à Jornada. “É o último evento antes de a Cruz da Jornada e o Ícone de Nossa Senhora irem para a arquidiocese do Rio de Janeiro”, pontua.

Pag06_Icone1Espaço terá camping e barracas

Haverá uma área de camping para quem desejar acampar no bosque do Santuário. Segundo padre Valdivino, o espaço foi totalmente preparado para acolher os participantes e conta com sanitários equipados com chuveiro e outros acessórios para higienização pessoal. 

A ideia do camping surgiu a partir da identificação que os jovens têm com aventura e, por isso, os participantes poderão levar barracas próprias ou alugar na hora.

É um espaço que foi pensado de modo muito especial para o acampamento, muito bonito e bacana que fica aqui no bosque do Santuário”, finaliza.

Pag06_Icone2O que é Hallel

O Hallel é uma ação promovida por membros da Igreja Católica para promover evangelização através da música.

Ao idealizar o Hallel, Maria Theodora Lemos Silveira, a Tia Lolita, pensou em criar um evento para jovens como o Rock in Rio. “Mas todo ele, na sua essência, falando e levando a juventude para Deus”, relembra.

A primeira edição aconteceu em Franca (SP), em 1988, com a participação de poucas bandas católicas. “Aos poucos as bandas foram surgindo, já não eram só apresentações no palco, mas também evangelização em espaços, que chamamos de módulos”, completa.

O trabalho foi tomando corpo, a equipe de organização conheceu pregadores não só da região de Franca como de outras cidades, e o Hallel acabou proliferando-se para outros estados e até para o exterior.

A edição comemorativa de 25 anos aconteceu em Franca, em setembro do ano passado. Foram quatro dias de muita música, adoração, conversão e louvor, reunindo milhares de jovens e mais de 100 bandas e músicos.

Na opinião de padre Valdivino, o Hallel é uma forte experiência de evangelização através da música, já que as canções sintetizam em poucos minutos mensagens evangélicas que nem sempre são absorvidas. “O Hallel é isso; o próprio nome já diz: é um canto de louvor ao Senhor”, diz.


Festa de São Benedito reúne multidão em Aparecida

15/04/2013

((ATUALIDADES))

DEVOÇÃO | CERCA DE 300 MIL PESSOAS PARTICIPARAM DOS FESTEJOS DO SANTO COZINHEIRO

Multidão se concentra para início da procissão

Multidão se concentra para início da procissão

Alexandre Santos

alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Uma mistura de fé e cultura. Um caldeirão de ritmos, danças, cores, sabores, tradições e costumes centenários. Essa é a Festa de São Benedito, que reuniu cerca de 300 mil pessoas em Aparecida (SP).

Mais de 30 grupos de Congada e Moçambiques participaram da festa.

Mais de 30 grupos participaram da festa.

Em sua 104ª edição, a festa teve início no dia 31 de março e terminou no início da noite do dia 8 de abril, com a procissão em louvor ao padroeiro. Este ano foram convidados para a festa cerca de 30 grupos de Congadas e Moçambiques, vindos dos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Sul.

Coordenador de caravanas, Vanor Teixeira participa da Festa de São Benedito há mais de 40 anos e vem a Aparecida pelo menos cinco vezes ao ano. “Eu comecei em 1972 e estou firme até hoje, graças a Deus. A gente tem muita fé e é sempre um prazer participar”, ressalta.

José Messias participa das congadas desde criança.

José Messias participa das congadas desde criança.

O aposentado José Messias Felipe é Capitão-Mor da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, da cidade de Nova Serrana (MG). Com 75 anos, participa da congada desde os sete. “Aprendi com meus pais e meus avós. É uma tradição passada de pai para filho”, afirma. Devoto desde criança, não perde uma festa: “Fé e devoção. É isso o que me traz aqui todo ano. E já alcancei muitas graças, tanto de São Benedito quanto de Nossa Senhora do Rosário”, conclui.

Dona Ana Maria de Sousa, de Lagoa da Prata (MG), conta que foi curada de um aneurisma e vem à festa todo ano para agradecer a intercessão do Santo. “Tive de fazer cirurgia e depois o tratamento. Então fiz uma promessa a São Benedito e, quando voltei ao médico, ele falou que estava tudo bem e mandou suspender o remédio que eu tomava já há dez anos”, lembra.

Quem também já alcançou muitas graças pela intercessão do padroeiro foi a aposentada Benedita Garcia. “Menino, são tantas que eu não consigo nem relatar uma só”, brinca. Dona Benedita trabalhou duramente, ajudando a preparar o café das congadas, mas não reclama. “Eu só tenho a agradecer, é muito gratificante”, afirma.

Segundo o casal Pedro e Sueli Mattos, reis deste ano, trabalhar na festa é uma forma de agradecer a São Benedito as graças alcançadas. Responsável por coordenar 35 equipes e mais de mil voluntários, eles começaram a trabalhar um ano antes do evento. “É muito trabalhoso, mas é também muito gratificante. Aceitamos ser reis porque é uma forma de agradecer a Deus e a São Benedito as graças que recebemos”, afirma Pedro.

Rafaele participou da festa pela primeira vez

Rafaele participou da festa pela primeira vez

Com tema voltado para os jovens, a procissão deste ano contou com uma ala dedicada à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), onde participou pela primeira vez a estudante Rafaele Consuelo. “Eu sempre vi meus pais participando e agora estou aqui já me preparando para a JMJ”, comemora.

No encerramento, o padre José Belo, responsável pela festa, anunciou e abençoou os reis da festa do próximo ano, o casal Wanderlei e Luciana Soares. A programação do feriado contou ainda com a alvorada, a reverência ao mastro de São Benedito, missa solene, bênção e distribuição de cerca de 10 toneladas de doces.

Confira a cobertura fotográfica da Festa de São Benedito


Encontro reforça papel dos Institutos Afiliados à Espiritualidade Redentorista

13/04/2013

EVENTO NACIONAL | EDIÇÃO DESTE ANO REFLETE SOBRE MADRE CELESTE CROSTAROSA

Encontro acontece até amanhã, em Aparecida

Encontro acontece até amanhã, em Aparecida

Deniele Simões

deniele.jornal@editorasantuario.com.br

Cerca de 20 religiosas ao carisma e à espiritualidade redentoristas participam, até amanhã (14 de abril), do III Encontro Nacional dos Institutos Afiliados à Espiritualidade Redentorista, em Aparecida (SP)

O evento, de abrangência nacional, foi aberto no dia 12 de abril, na casa das Irmãs Mensageiras do Amor Divino e traz como tema  Conhecer a vida e a espiritualidade da Madre Maria Celeste Crostarosa.

De acordo com a superiora da Casa de Retiros Mensageiras do Amor Divino de Aparecida e uma das organizadoras do encontro, irmã Maria Inês Ribeiro, representantes de seis dos sete institutos afiliados à espiritualidade redentorista existentes no Brasil estão participando.

Estão presentes lideranças ligadas às Irmãs Redentoristas (Itu – SP),  às Irmãs Mensageiras do Amor Divino, presentes em Aparecida e várias localidades no país, às Irmãs da Copiosa Redenção (Paraná), às Filhas de Fátima (Bahia) e às Missionárias da Redenção, do Rio de Janeiro.

Participam representantes de seis institutos ligados à espiritualidade redentorista

Participam representantes de seis institutos ligados à espiritualidade redentorista

“Quando falamos que são afiliados à espiritualidade Redentorista, todo o conteúdo da nossa espiritualidade, da nossa missão, é fundamentado na espiritualidade e no carisma redentoristas”, explica. Os Institutos Afiliados são fundados por padres ou bispos redentoristas e, por isso, seguem o mesmo carisma na Igreja e nos trabalhos pastorais e sociais.

O encontro conta com a participação efetiva dos missionários redentoristas padre Victor Hugo Silveira Lapenta (organização) e Luiz Carlos de Olveira, na assessoria, prestando informações sobre a vida e a espiritualidade de Madre Celeste.

Segundo padre Luiz Carlos, Madre Celeste foi a iniciadora da família redentorista que, além dos padre e irmãos, é composta pelas irmãs que seguem o mesmo carisma, oblatos e leigos.

Nas edições anteriores foram debatidos temas ligados à Espiritualidade Redentorista e a Missão dos Institutos Afiliados na Congregação.

Padre Luiz Carlos falou sobre a vida de Madre Celestr Crostarosa

Padre Luiz Carlos falou sobre a vida de Madre Celestr Crostarosa


51ª AG: Em coletiva de imprensa, bispos destacam questão agrária, eméritos e Nunciatura Apostólica

12/04/2013

Deniele Simões

Questão agrária, bispos eméritos e Nunciatura Apostólica. Esses foram os três principais assuntos que dominaram a coletiva de imprensa no terceiro dia da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na tarde desta sexta-feira, dia 12 de abril.

Participaram da coletiva o presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Enemésio Lazzaris, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, dom Pedro Brito Guimarães, e o arcebispo de Mariana (MG) e ex-presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha.

115Dom Enemésio, que também é bispo da diocese de Balsas (MA), falou sobre o documento oficial que está sendo preparado pelos bispos sobre a questão agrária, intitulado A Igreja e a Questão Agrária no Século XXI.

O documento vem sendo delineado desde a Assembleia do ano passado, quando foi proposto como documento não-oficial. A intenção é que agora o conteúdo seja transformado em um documento oficial para que o assunto ganhe mais amplitude.

Segundo dom Enemésio, s texto será dividido em quatro partes e vai mostrar a situação enfrentada pelas pessoas que dependem da terra, como os povos ancentrais (indígenas, quilombolas, extrativistas e pescadores) e trabalhadores rurais, assim como propor soluções à luz do Evangelho e questionar junto aos poderes constituídos o que é possível fazer para reverter  a situação.

O presidente da CPT destacou a preocupação do episcopado brasileiro com a questão agrária, desde as primeiras edições da AG. Segundo ele, as questões ligadas à terra hoje apresentam um sentido mais amplo e não há respaldo do governo quanto à reforma agrária. “Não foi prioridade de nenhum dos governos democráticos., menos ainda dos governos atuais”, cita.

Outros pontos abordados pelo prelado foram a violência no campo e ações do gênero, que tem beneficiado o agronegócio, a grilagem e a degradação ambiental.

Bispos eméritos

Dom Pedro Brito Guimarães

Dom Pedro Brito Guimarães

Dom Pedro Brito Guimarães, que também é arcebispo de Palmas (TO), esclareceu sobre a situação dos bispos eméritos, que hoje chegam a 160 no país. Os eméritos são aqueles que podem renúncia, de acordo com o Código Canônico, após completarem 75 anos.

Na manhã de hoje houve uma missa em Ação de Graças pelos bispos eméritos da Igreja do Brasil. A celebração foi presidida pelo cardeal arcebispo emérito da arquidiocese de Salvador, dom Geraldo Majela Agnelo.

Para dom Pedro, a cultura ocidental não valoriza tanto os idosos como ocorre em outras culturas. Por isso, ele defendeu a valorização dos mais velhos, a quem chamou de “poços de sabedoria”.

Ele citou que recentemente foi criada uma comissão específica para tratar dos bispos eméritos e que tem auxiliado no redimensionamento da situação desses religiosos. Muitos deles têm atuado pregadores em retiros e outros eventos, atendendo confissões ou até mesmo prestado assessoria junto às comissões de trabalho da CNBB. Porém, há aqueles que estão mais debilitados fisicamente e enfrentam mais dificuldades.

Dom Pedro também anunciou que os bispos eméritos de todo o Brasil estarão reunidos ainda neste ano no Rio de Janeiro, para mais um encontro nacional. Os encontros entre os eméritos acontecem anualmente, mas revezam-se entre regionais e nacionais.

Dom Geraldo Lyrio Rocha

Dom Geraldo Lyrio Rocha

Nunciatura Apostólica

Dom Geraldo Lyrio Rocha enfatizou o papel e o trabalho que vem sendo promovido pela Nunciatura Apostólica no Brasil.

Os bispos que participam da Assembleia tiveram um encontro hoje pela manhã com o Núncio Apostólico, dom Giovanni D´Aniello, que foi designado no ano passado e ainda não tinha tido um encontro mais próximo com o episcopado brasileiro. “Foi um momento muito agradável e todos saíram satisfeito”, disse dom Geraldo.

O prelado enfatizou o papel decisivo da Nunciatura na elaboração do Acordo Brasil – Santa Sé, que permitiu a criação de um arcabouço jurídico para regular as relações entre o estado brasileiro e o Vaticano.

Segundo dom Geraldo, o acordos do gênero também podem e devem ser promovidos por lideranças de outras denominações religiosas.


51º AG: Bispos concedem segunda coletiva

12/04/2013

 

 

Eduardo Gois/ JS

Eduardo Gois

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) discutiu, ontem, 11 de abril, três assuntos importantes: a situação das paróquias católicas em todo o Brasil, a tradução do Missal Romano e o Diretório de Comunicação. Os bispos consideram que o primeiro assunto, tema central da assembleia, tem por objetivo oferecer respostas aos novos tempos e seus desafios como a virtualidade, o urbanismo cada vez maior, as migrações e a realidade de se rediscutir as relações. “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia” pode contribuir, portanto, para a superação da compreensão da paróquia como estrutura fixa, imutável para se chegar ao entendimento da paróquia como uma realidade dinâmica, uma rede de comunidades.

O Bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA), e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia e Comissão Episcopal para os textos litúrgicos,  Dom Armando Bucciol, falou sobre a tradução do Missal Romano, que está em processo de aprovação de emendas. O texto foi trazido para aprovação na assembleia geral. Se o texto for aprovado, é enviado a Roma para que seja reconhecido pela Santa Sé.

Dom Armando Bucciol comentou que a tradução do Missal não vai sofrer grandes mudanças. Somente os mais atentos irão captar algumas expressões que serão mudadas. Porém as mudanças são de linguagem não de conteúdos. "É uma linguagem mais em sintonia com a cultura e expressões de hoje"

Dom Armando Bucciol comentou que a tradução do Missal não vai sofrer grandes mudanças. Somente os mais atentos irão captar algumas expressões que serão mudadas. Porém as mudanças são de linguagem não de conteúdos. “É uma linguagem mais em sintonia com a cultura e expressões de hoje”

O presidente da Comissão, dom Armando Bucciol, diz que o trabalho tem sido feito aos poucos e que parte do material já foi mandada para Roma: “E assim, de ano em ano, pretendemos continuar, apresentando à assembleia uma parte e depois, esperamos a resposta definitiva de Roma”.

O terceiro tema  tratado foi o Diretório da Comunicação. 

O Presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação e arcebispo de Campo Grande (MS), Dom Dimas Lara Barbosa Dom Dimas adiantou aos jornalistas que o Diretório terá 10 capítulos, entre eles, os desafios da comunicação para a Igreja, a comunicação nas redes sociais, a teologia da comunicação. Ele também comentou sobre que os grandes protagonistas da comunicação são, sobretudo, os leigos e leigas.

Dom Dimas: “Nós temos padres na comunicação, mas quem realmente faz a comunicação acontecer são os leigos e no caso, há uma legião de leigos evangelizando pela comunicação no Brasil

Sobre a Pascom, o arcebispo disse que não deve ser apenas uma pastoral como outra, mas uma pastoral de cunho transversal que deve permear as diversas atividades da Igreja .

O tema central também foi bastante discutido. 

Dom Sérgio Eduardo Castriani: "É hora de renovar nossas paróquias"

Dom Sérgio Eduardo Castriani: “É hora de renovar nossas paróquias”

O arcebispo de Manaus (AM), Dom Sérgio Eduardo Castriani, disse que a paróquia continua sendo uma referência importante para o povo cristão, inclusive para os não praticantes, pois ela pode se tornar um farol, sempre mais luminoso, especialmente em tempos de incerteza e insegurança.


Entidades lançam Diretrizes de Convivência com o Semiárido

11/04/2013

SECA | DOCUMENTO REÚNE MAIS DE 80 PROPOSTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Documento pede que autoridades a não pensem na região apenas em tempos de seca

Documento pede que autoridades  não pensem na região apenas em tempos de seca

O semiárido brasileiro é o mais populoso do mundo, com cerca de 25 milhões de habitantes. Cerca de 46% da população nordestina e 11,8% dos brasileiros vivem nessas áreas, que abrangem quase um quinto do território nacional. Hoje, mais de 9,5 milhões de pessoas são vítimas desta que é considerada a pior seca dos últimos 40 anos, na região.

Pensando nessa população, foi lançado o documento Diretrizes para a Convivência com o Semiárido 2013, produzido pela Arquidiocese de Olinda e Recife, em parceria com a Universidade Católica de Pernambuco, Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetape), movimentos sociais, sindicatos e organizações não governamentais. O objetivo é propor políticas públicas para a convivência sustentável e conclamar as autoridades a não pensarem na região apenas em tempos de seca.

Dom Fernando Saburido é um dos líderes do movimento

Dom Fernando Saburido é um dos líderes do movimento

Entre as 88 propostas reunidas no documento, estão a criação de um conselho nacional para a gestão da Política Nacional de Convivência com o Semiárido, criação do Fundo Nacional do Semiárido com recursos do Orçamento Geral da União, mapeamento da infraestrutura hídrica dos municípios e incentivo a pesquisas.

Segundo o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, falta decisão política para priorizar o problema da seca. “Ao longo dos anos, o sertanejo vem sendo enganado com promessas eleitoreiras. O resultado é a migração para grandes centros, onde o homem do campo vive em condições sub-humanas. É preciso agir com inteligência e vontade, para pôr em prática soluções perfeitamente possíveis, fazendo uso de experiências bem sucedidas”, afirma.

Um desses exemplos é o Estado de Israel, que dispõe apenas de 15% de seu território com terras em condições para a agricultura. Nos últimos 30 anos, o país tem se destacado pelo plantio de grandes áreas, com utilização de sistemas avançados de irrigação. Isso também já acontece no Brasil, na Caatinga e no Cerrado, para o plantio de frutas e grãos, principalmente soja.

Para Luiz Claudio Mandela, membro da colegiada nacional da Cáritas Brasileira (órgão ligado à Igreja Católica que trabalha com direitos humanos, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável solidário), o problema do sertão nordestino não é falta d’água. Segundo o documento, o semiárido brasileiro é o mais chuvoso do mundo. O estado com menos água per capta é Pernambuco, com média de 1.270 m³ por ano. O índice de escassez da Organização das Nações Unidas (ONU) é de mil.

Para Luiz Cláudio Mandela, o problema do sertão não é falta d’água

“O problema do sertão não é falta d’água”

“O problema é a democratização do acesso à água. Da mesma forma, foi criado um estigma de que o grande inimigo do semiárido é o clima. Na verdade, é a concentração de terra, de renda e riqueza”, afirma Mandela. O documento aponta que apenas 3% dos imóveis rurais da região detêm 45% das terras propícias para a agricultura.

“O Sertão é um lugar de vida, que tem um ecossistema peculiar. O fundamento do desenvolvimento para esta região está na perspectiva da convivência com o semiárido”, conclui.

O lançamento do documento aconteceu em Recife (PE), no dia 20 de março, e contou com a presença de bispos, prefeitos, representantes dos governos estaduais e do Governo Federal.


51ª Assembleia Geral: Bispos concedem primeira coletiva

10/04/2013

CNBB/ PARA DOM SEVERINO CLASEN, PARÓQUIAS PRECISAM RESGATAR CALOR HUMANO

Dom Odilo foi um dos participantes da primeira coletiva de imprensa

Dom Odilo foi um dos participantes da primeira coletiva de imprensa

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Nesta quarta-feira (10), aconteceu a primeira entrevista coletiva da 51ª Assembleia Geral dos Bispos, realizada em Aparecida (SP). O cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Mol, e o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, deram um panorama geral da assembleia e falaram sobre os temas que serão tratados durante o encontro.

Dom Odilo Scherer

"Evangelizar é a urgência das urgências"

“Evangelizar é a urgência das urgências”

Abrindo a entrevista, Dom Odilo relembrou o sentido e o tema central da assembleia, Comunidade de comunidades: a nova paróquia. Para ele, a paróquia precisa se renovar diante das demandas atuais. “É preciso integrar novas propostas. É muito importante que seja dinâmica, viva e que toda a amplidão da vida da Igreja seja expressada bem”, afirmou. Para ele, a grande prioridade é evangelizar: “É a urgência das urgências. Por isso temos de nos adequar, para usar bem todos os meios e ocasiões. A Igreja existe para evangelizar”, advertiu.

Dom Odilo ressaltou ainda que a assembleia acontece sob um clima de novidade, por conta da eleição do Papa Francisco. “Ele está imprimindo um novo ritmo no exercício do pontificado. Cada Papa tem um jeito e chama a atenção para um aspecto específico da missão da Igreja que precisa ser recordado e reproposto”, explicou.

Dom Joaquim Mol

"Se a comunidade for viva, não há como a paróquia não viver um processo constante de renovação”

“Se a comunidade for viva, não há como a paróquia não viver um processo constante de renovação”

Para dom Joaquim, o Papa Francisco trouxe um ar novo, indicando uma necessidade de renovação profunda da Igreja. “São vários aspectos, inclusive o de deixar talvez o que aparentemente é muito importante para buscar o essencial: a aproximação das pessoas e o anúncio inequívoco de Jesus Cristo como centro da vida de cada um”, afirmou. O bispo disse ainda que a Igreja nunca pode esquecer da preferência pelos pobres. “Não é a escolha de uns contra os outros, é a escolha de uns em favor de todos. De modo que todos possam seguir o mesmo caminho, da vida simples, pois é isso que conduz para o Pai”, explicou.

Reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, dom Joaquim revelou que fez um convite ao Papa para encerrar o Congresso Mundial de Universidades Católicas, que acontece em julho, em Belo Horizonte (MG). “A ideia do convite não é fazer outra jornada, mas ter a presença e a palavra do Papa para cerca de 3 mil pessoas de universidades de todo o mundo”, explicou.

Destacando o tema central, o bispo ressaltou a importância da comunidade como força de renovação. “Antes de ser um espaço físico, geográfico, a Igreja é comunidade de discípulos de Jesus. Se a comunidade for viva, não há como a paróquia não corresponder com um processo constante de renovação”, concluiu.

Dom Joaquim, falou ainda que a imprensa é parceira da Igreja no anúncio da boa notícia de Jesus. Ele lembrou que os bispos devem estudar o Diretório da Comunicação da Igreja do Brasil. “Esse documento vai abrir perspectivas e sobretudo nos estimular a lidar com essas importantíssimas ferramentas”, explicou.

Dom Severino Clasen

"É preciso fazer com que as pessoas voltem a conviver, retomar o calor humano”

“É preciso fazer com que as pessoas voltem a conviver, retomar o calor humano”

Já dom Severino afirmou que a temática da assembleia deve despertar no coração de todo o povo brasileiro o desejo pelo bem, como viver melhor, com serenidade e harmonia. “Que instrumentos nós temos para superar as carências que marginalizam a vida de tantas pessoas? A Igreja não tem apenas a dimensão espiritual, o homem é corpo e alma. Contemplar essas realidades é valorizar o ser humano como um todo”, afirma.

Presidente da Comissão da CNBB para o Laicato, dom Severino afirmou que a Igreja deve ser mais simples, carregar menos o peso de estrutura, com mais alegria. “Evangelizar é levar Jesus Cristo e essa experiência de alegria que nós devemos ter. Nós evangelizadores temos que ter um rosto alegre”, afirmou.

Dom Severino disse que a estrutura paroquial ficou pesada. “É muita administração, muito cuidado, muitas obrigações e a vida, a convivência se tornou fria. É preciso bombardear esse tipo de estrutura e fazer com que as pessoas voltem a conviver. É preciso retomar o calor humano”, concluiu.


51ª Assembleia Geral: Trabalhos são iniciados em Aparecida

10/04/2013

CNBB | TEMA CENTRAL DESTE ANO DISCUTE PAPEL DAS PARÓQUIAS NA COMUNDIADE

Abertura oficial dos trabalhos no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida (foto: Deniele Simões / JS)

Abertura oficial dos trabalhos no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida (foto: Deniele Simões / JS)

Deniele Simões

deniele.jornal@editorasantuario.com.br

Começou na manhã desta quarta-feira, dia 10 de abril, em Aparecida (SP) a 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O encontro anual do episcopado brasileiro foi iniciado às 7h30, com uma missa no Santuário Nacional, que contou com a participação de mais de 300 bispos.

A celebração foi presidida pelo cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis, e concelebrada pelo vice-presidente do organismo, dom José Belisário da Silva, e pelo secretário-geral, dom Leonardo Ulrich Steiner.

Na homilia, dom Damasceno lembrou que a 51ª AG acontece em pleno Ano da Fé e no espírito dos 50 anos do Concílio Vaticano II. Ele destacou a importância da união do episcopado durante os 10 dias de Assembleia, cujo tema central é Comunidade de comunidades: uma nova paróquia.

“Estaremos juntos em oração, em partilha fraterna, em experiências pastorais, momentos litúrgicos, de reflexão e em profunda comunhão com os romeiros aqui no Santuário Nacional”, destacou.

Dom Damasceno: “Estaremos juntos em oração, em partilha fraterna, em experiências pastorais, momentos litúrgicos, de reflexão e em profunda comunhão com os romeiros no Santuário Nacional” (foto: Deniele Simões / JS)

Dom Damasceno: “Estaremos juntos em oração, em partilha fraterna, em experiências pastorais, momentos litúrgicos, de reflexão e em profunda comunhão com os romeiros no Santuário Nacional” (foto: Deniele Simões / JS)

O arcebispo de Aparecida lembrou que os católicos vivem a segunda semana do Tempo Pascal e um tempo de esperança. “Vivemos em espírito eclesial, ainda mais nesta casa, porque acompanhamos o Papa Bento XVI, agora Bispo Emérito de Roma, em suas últimas semanas de pontificado”, salientou.

O presidente da CNBB também enfatizou a opção preferencial da Igreja pelos pobres, ratificada no Documento de Aparecida, a eleição do Papa Francisco e a Campanha da Fraternidade 2013, que tem servido como preparação para a Jornada Mundial da Juventude.

Logo após a missa, os bispos dirigiram-se para o Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, onde foi aberta oficialmente a 51ª Assembleia Geral da CNBB. “Confirmaos os trabalhos à virgem mãe Aparecida. Ela nos recebe como Mãe e intercede por nós para que continuemos a evangelizar, a partir de Jesus Cristo, e na força do Espírito Santo”, salientou.

Na cerimônia de abertura, o Núncio Apóstólico, que representa o Santo Padre no Brasil, dom Giovanni D´Aniello, trouxe uma mensagem de apoio aos bispos participantes, citando a participação dos cardeais brasileiros no Conclave que elegeu o Papa Francisco.

Dom Giovanni citou o discurso proferido pelo novo Papa na ocasião da posse como elemento motivador para os bispos na Assembleia. “O Santo Padre quis nos lembrar que a nossa missão tem de ser fundamentada na oração. O que pode haver, então, de melhor do que convidar todos a fazer com que os trabalhos de que hoje se iniciam sejam também baseados na oração?”, questionou.

Após pedir a intercessão da Mãe Aparecida em favor dos trabalhos, o Núncio Apostólico lembrou que a Igreja está em contínuo movimento, que indica três ações importantes: caminhar, edificar e confessar. “Terei a imensa alegria de estar com os senhores todos esses dias, para poder viver junto no sincero espírito de comunhão e fraternidade esse tempo de graça que nos é oferecido e durante o qual vamos compartilhar nossas preocupações, ansiedades, como também nossas alegrias pastorais e a alegria de nos reconhecermos instrumentos nas mãos de Deus para a edificação do seu Reino de amor, justiça e paz”, concluiu.

CNBB confirma participação de 361 bispos na 51ª Assembleia Geral (foto: Deniele Simões / JS)

CNBB confirma participação de 361 bispos na 51ª AG (foto: Deniele Simões / JS)

Trabalhos continuam

Os trabalhos da 51ª Assembleia Geral da CNBB seguem até o dia 19 de abril, em Aparecida, com a presença confirmada de 361 bispos.

Logo mais às 15 horas acontece a primeira coletiva de imprensa com a participação do arcebispo de São Paulo (SP), cardeal dom Odilo Pedro Scherer, do bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Mol Guimarães, e do bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato – Setor CEBs e bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen.


Gente Santa: Santos Cirilo e Metódio

09/04/2013
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Cirilo e Metódio, evangelizadores dos povos eslavos

Por padre Eugênio Antônio Bisinoto, C.Ss.R. (*)

Os santos Cirilo e Metódio foram os grandes evangelizadores dos povos eslavos. Viveram no século IX.

Cirilo e Metódio eram irmãos. Seus nomes de batismo eram Constantino e Miguel. Todavia, ficaram conhecidos como Cirilo e Metódio, nomes assumidos ao se tornarem monges.

Cirilo e Metódio nasceram em Tessalônica, atual Salônica, na Grécia. Metódio nasceu em 816 e Cirilo em 828.

O pai de Cirilo e Metódio, Leão, era um alto funcionário da região, mas também um cristão convicto. Sua mãe, Maria, era temente a Deus. Tiveram sete filhos e lhes ofereceram estudos de excelente qualidade.

Depois dos estudos, Metódio e Cirilo ocuparam altos cargos. Metódio foi nomeado governador da província da Macedônia inferior. Cirilo tornou-se professor de filosofia e diplomata.

Metódio e Cirilo abandonaram a carreira profissional para se tornarem monges. Foram enviados para evangelizar os povos eslavos e tiveram muito sucesso.

Metódio e Cirilo criaram o alfabeto eslavo. Traduziram a Bíblia e os textos da liturgia, adaptando-os à cultura eslava.

Metódio e Cirilo foram chamados a Roma, mas ali morreu Cirilo, a 4 de fevereiro de 869. Metódio foi então ordenado bispo.

Metódio voltou para a região dos eslavos, onde exerceu intensa atividade apostólica. Faleceu no dia 6 de abril de 885.

Cirilo e Metódio sofreram muito por causa dos conflitos com o clero local, mas tiveram o apoio dos papas. Em 1980, o Papa João Paulo II proclamou-os patronos da Europa junto com São Bento. Sua festa é comemorada no dia 14 de fevereiro. 

(*) Missionário redentorista


Fé em Questão

08/04/2013

“Por que os santos católicos Cosme e Damião estão presentes em rituais de umbanda?” (Joséfa, São Paulo – SP)

Pag13_Imagem1Por padre Cido Pereira (*)

Joséfa, o que se sabe historicamente sobre São Cosme e São Damião é que eram irmãos, viveram no Oriente, talvez na Arábia, e foram mortos cruelmente, por causa de sua fé cristã, no século V, sob o imperador Diocleciano. Provavelmente eram gêmeos e exerciam a profissão de médicos. Um dia eles conheceram Jesus e seu Evangelho e se tornaram cristãos.

Uma antiga tradição garante que eles confiavam muito mais no poder da oração e da confiança em Deus do que na medicina. Que eles não cobravam nada de seus pacientes e queriam fazer da medicina um meio de apostolado para que mais pessoas conhecessem e amassem Jesus Cristo.

Depois de vários tormentos os dois foram decapitados, no ano 303. Seus corpos foram transportados para Cira, na Síria, e depositados numa Igreja que recebeu o nome desses santos gêmeos. E veja que maravilha, Josefa: Um imperador chamado Justiniano foi curado de uma enfermidade pela invocação de São Cosme e Damião no ano de 530. Ele mandou construir então, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra deles que são venerados como padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

Poxa, Joséfa, a Igreja só tem que recomendar a veneração desses santinhos tão queridos do nosso povo, não é mesmo? Não se preocupe se a Umbanda os venera também. Com eles aconteceu o mesmo que aconteceu com Nossa Senhora, São Jerônimo, Santa Bárbara e outros santos.

Os escravos africanos que chegaram da África com seus deuses foram forçados a aceitarem a fé cristã. Então aconteceu um fenômeno chamado sincretismo religioso. Os escravos passaram a dar o nome de nossos santos às suas divindades do candomblé e mais tarde da umbanda. São Cosme e São Damião, porém, são santos católicos e são venerados no dia 26 de setembro.

Fique com Deus, viu? Que pela intercessão de São Cosme e São Damião Ele abençoe você e sua família.

(*) Vigário episcopal para a Pastoral da Comunicação da arquidiocese de São Paulo (SP)


A devoção a Maria sustenta e educa a vida cristã na comunidade

07/04/2013

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Por padre Antonio Clayton Sant´Anna, C.Ss.R. (*)

A Igreja é um mistério de comunhão e participação. Sua fonte é a Santíssima Trindade: a realidade íntima de Deus. A vida divina é comunhão trinitária de amor. Foi revelada na vida, na missão, na prática (jeito de ser) de Jesus Cristo. As três pessoas divinas vivem em perfeita intercomunhão de amor o mistério supremo da unidade. (Puebla, 211). O mistério da Trindade é a fonte, o modelo e a meta do existir da Igreja.

A comunhão dos fiéis e das igrejas locais do Povo de Deus se sustenta na comunhão com a Trindade. (Doc. de Aparecida, 155). Toda a nossa grandeza e dignidade vêm do amor-ágape de Deus por nós, acolhido e partilhado entre nós. Dele nasceu a Igreja ao receber aquela infusão do Espírito Santo, antes prometida e depois dada por Jesus aos seus discípulos na teofania de Pentecostes. Na Bíblia teofania é a narrativa das manifestações extraordinárias de Deus na história.

Enraizados em Cristo, somos mergulhados por Ele e com Ele na comunhão com Deus e a partir dela queremos viver e organizar nossa vida na fraternidade, na justiça e na paz com os outros. Formamos a grande família de Deus espalhada em todos os países, lugares e culturas. Constituindo um só corpo e um só Espírito, sujeitos pela fé e batismo em Cristo à única soberania de Deus, o Pai de todos, presente em todos. (Efésios, 4).

Comunidades cristãs, comunhão e participação são conceitos que se interpenetram na experiência da graça salvadora do Senhor ressuscitado. As paróquias são células vivas da Igreja, mas vão além da organização cartorial e administrativa. Formadas por “redes de comunidades”, elas possibilitam um lugar privilegiado de reunião e partilha no amor de Cristo, que nos envia à missão.

É na comunidade que nos aproximamos, conhecemos e amamos Maria. Se a família humana ambienta-se na ternura da convivência ao redor da mãe, a família-Igreja encontra em Maria a sua mãe. Ela é a artífice da nossa comunhão, sendo a mais perfeita discípula do Senhor, modelo da vida cristã e eclesial, paradigma da humanidade. (DA.268). “Não se pode falar de Igreja, sem que esteja presente Maria”. (Paulo VI). Ela integrou a primeiríssima comunidade cristã de um modo qualificado. Viam nela a educadora de Jesus e ao mesmo tempo sua primeira e maior discípula. Logo, era para os outros a referência mais importante na compreensão do mistério do Filho, na adesão ao Evangelho, no caminho da fé, no discipulado para uma Igreja nascente. (Atos, 1,14).

Desde então não é possível formar comunidade com Ele, Jesus, e entre nós no amor-ágape, descartando a veneração, a devoção filial a Maria. Em qualquer santuário mariano como em Aparecida, a mãe bendita reúne os filhos peregrinos. Lá do céu os abençoa para voltarem mais unidos, interessados e ligados às comunidades de origem. “Ela pertence aos devotos e eles a sentem como mãe e irmã.”

(*) Diretor da Academia Marial de Aparecida

 


Perguntas a um psicanalista – Roberto Girola

05/04/2013

“Nenhum pensamento é aceito como regra geral nos dias de hoje. Essa subjetivação da vida não põe em risco uma vida saudável em sociedade? Como encontrar o equilíbrio?”

 Subjetividade versus individualismo

 Roberto GirolaA pergunta é central para entender o nosso tempo. A corrente de pensamento pós-moderna anuncia o fim das Grandes Narrativas, fazendo alusão com essa expressão aos “pensamentos” que podem ser considerados como “regra geral”. Apesar das aparências, a vida em sociedade nunca foi “saudável”; ao contrário, sempre foi marcada por conflitos de todo tipo.

Temos exemplos disso no mundo greco-romano, na segmentação da sociedade em patrões e servos na Idade Média, nas Cruzadas e, sucessivamente, nas guerras de religião entre católicos e protestantes, nos séculos 16 e 17. Apesar do consenso imposto com a força, fenômenos como a Inquisição, a perseguição aos judeus e, mais tarde, a escravatura dos negros, extirpados de suas terras na África, são provas suficientes para mostrar quão pouco saudável era a vida em sociedade.

O que prevalecia, tanto no mundo ocidental cristão quanto no oriente, era contudo uma “regra geral”, para usar a expressão do nosso leitor: um discurso aceito pela maioria, expressão de uma tradição, codificada em leis e imposta pela força. A esse “Pai” poderoso, todos tinham que obedecer, por imposição externa e também por uma cobrança interna. Somente era aceito quem obedecia a essa lei.

Hoje a lei é outra. A lei é imposta pela necessidade do mundo capitalista de sustentar seus ganhos, por meio da criação de sempre novas oportunidades, de novos mercados, de novos consumidores, de novos produtos a serem consumidos. O dinheiro se multiplica em progressão geométrica e, ao mesmo tempo, bolsões de pobreza continuam a ser gerados a todo momento, como demostram, por exemplo, dados recentes nos EUA.

Isso exige um novo tipo de submissão: às leis do mercado. Todos, governantes e governados, a elas obedecem. O mercado é o nosso grande Pai. Quem não se submete é excluído do cortejo dos bem-sucedidos, perde status. Nesse sentido, não há subjetivação e sim individualismo, pois cada um luta por si só na selva impiedosa do sucesso.

 


Quando a hora se faz

04/04/2013

João Rafael TorresO mundo é grande, o sol nasceu para todos. Existem potenciais e limitações. No entanto, enquanto alguns deslancham, outros permanecem estagnados. Algo parece separar a humanidade a partir das chances que a vida oferece.

O estigma do oportunista está associado ao egoísmo. É bem verdade que aproveitar as oportunidades pode ser a desculpa para o egoísta se realizar. Mas saber buscar e validá-las não corresponde a uma distorção de personalidade. Na natureza, sobrevivem os mais adaptáveis. E muito disso passa pela capacidade de enxergar saídas antes dos demais.

A falta de oportunidades é a queixa habitual para validar a inércia. No fundo, todos querem uma vida suave, com prazer e boas histórias. No entanto, só com dedicação e entrega que pode-se determinar o destino. A perspicácia, invejada pelos ditos ingênuos, é um exercício de exposição ao risco – desenvolve-se quando praticada.

Se a providência não vem, questione o olhar sobre os propósitos. É provável que a falta de sentido seja o enguiço: quando se está esvaziado, qualquer saída parece insuficiente ou inatingível. É preciso deliberar sobre a vida, do pequeno para o grande, para que a realidade se transforme. Os efeitos desse esforço costumam ser rápidos e gratificantes.

Se o resultado não aparece no tempo esperado, pergunte-se: estou pronto para o resultado, para o desapego da vida atual? Os problemas, e a ausência de alternativas para resolvê-los, são como a âncora que o pescador usa para aportar: oferecem a estabilidade, mas não permitem que ele se beneficie das riquezas que só se manifestam mar adentro. O oceano é imenso, mas é preciso ter disposição e coragem para encará-lo. Quando se deseja uma mudança, também é preciso querer se desacostumar com o que se é.

Uma boa oportunidade se faz de um diálogo na fila do banco, de algo lido na contracapa de um livro, do contato com o velho amigo, de um programa de televisão assistido sem compromisso. Mas principalmente das dificuldades que o mundo impõe. Cada problema é uma chance oferecida para a reforma interior, visando mais comprometimento com a própria história.

 

João Rafael Torres é psicoterapeuta junguiano e especialista em Dependências, Abusos e Compulsões (DACs).

Contato: http://www.selfterapias.com.br

 


O governo dos togas

03/04/2013

Robson Sávio Reis SouzaA crescente judicialização da política é preocupante. É preciso dizer, com clareza e sem afronta, que o Judiciário é o poder menos transparente, menos democrático, mais aristocrático e mais distante da “vida como ela é”, como dizia Nelson Rodrigues. Enganam-se aqueles que rejubilam com eventuais arroubos autoritários do Judiciário. A quem interessa que uma autocracia se sobreponha às demais instituições republicanas?

É verdade que temos inúmeros políticos de conduta duvidosa no Legislativo e no Executivo. Mas estes dois poderes, não obstante suas mazelas, possuem mecanismos de prestação de contas e controles interno e externo bastante efetivos. O voto, por exemplo, é um desses mecanismos.

E em relação ao Judiciário, o que podemos dizer em termos de transparência, controle e prestação de contas à sociedade? Qual a participação popular na configuração do Judiciário? Em certa ocasião, disse a ex-presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon: “nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a ‘juizite’”.

A onipotência das togas, numa democracia, é indesejável. Não podemos concordar que uma elite jurídica, qual casta incorruptível, venha a determinar os rumos da vida republicana, em detrimento da ação política que se constrói nas variadas esferas pessoais e sociais e nas demais instituições republicanas. Juízes não podem ser os donos da verdade. Afinal, a democracia só é possível dentro dos marcos do pluralismo das ideias, e as decisões da justiça não podem extirpar a possibilidade do surgimento dos conflitos sociais e da plena mediação de tais conflitos por todos os poderes, e não somente pelas vias jurídicas e judiciárias.

Estamos, infelizmente, caminhando a passos largos para uma onipotência judicial ou, se preferirmos, para um governo dos juízes, em que as grandes decisões políticas vão se deslocando do âmbito do Legislativo e do Executivo para o do Poder Judiciário. Isso não é avanço institucional; ao contrário, trata-se de retrocesso perigoso.

Numa república democrática a independência, a autonomia e a harmonia entre os poderes são fundamentais. 

Robson Sávio Reis Souza é professor e coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp) da PUC Minas e associado pleno do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Contato: robsonsavio@yahoo.com.br


Aniversariantes de abril

02/04/2013

O JS parabeniza os aniversariantes de abril, pedindo que Nossa Senhora Aparecida estenda seu manto sobre todos.

Dia 03
Maria Honoria da Silva
Maria Victoria Maia de Souza

Dia 04
Henrique Augusto Bora
Mabilia Simões Oliveira
Nacir Aparecida

Dia 07
Luiz Otávio Silva Monteiro

Dia 08
Edilene Lopes Bezerra

Dia 10
Joelci José Lusa
Lucila de Castro Moretti

Dia 11
Espedito Sana
Maria Cecília dos Santos Motta

Dia 12
Alcides Baggio
Helcio Caetano Goulart
Luiz Carlos dos Santos Joras
Rovilson Benedito Costa

Dia 13
Maria José de Oliveira

Dia 15
Haraldo Serra

Dia 21
Nelson Dallabona

Dia 22
Diácono Cecílio Davi

Dia 23
Edvar Amaral Campos
Jorge José Xavier

Dia 26
Luiz Cláudio Branco

Dia 27
Paulo Cesar Silva de Oliveira

Dia 30
Cristiane Lira Guzela
Elisandra Aparecida Fialho Costa
Vera Lúcia Xavier de Souza


Padre Noel Londoño explica sobre principais desafios da Conferência Redentorista da América Latina e Caribe

02/04/2013

REDENTORISTAS | COORDENADOR FALA SOBRE PROJETOS E REESTRUTURAÇÃO

Eduardo Gois

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

Padre Noel durante visita ao Seminário Santo Afonso em Aparecida (SP)

Padre Noel durante visita ao Seminário Santo Afonso em Aparecida (SP)

A Congregação do Santíssimo Redentor tem procurado atender os desafios que a sociedade pede já há mais de 200 anos. É uma luta constante para enfrentar a desigualdade, encontrar jovens comprometidos e empenhados no espírito missionário e reestruturar as atividades da melhor forma possível. Por isso tem se dividido em conferências e sub-conferências para atender toda a demanda de trabalho nos 78 países em que se encontra.

Em recente visita a Aparecida, o coordenador da Conferência Redentorista da América Latina e Caribe, padre Noel Londoño, comentou que nos últimos anos a União dos Redentoristas do Brasil (URB) está com uma missão no Suriname. Em 2000 a responsabilidade pela comunidade missionária passou aos Redentoristas do Brasil, com o convite do superior geral da Congregação do Santíssimo Redentor à URB.

Já a URSAL, na parte sul, tem uma missão no Uruguai, trazendo uma colaboração na formação do noviciado permanente e para o segundo noviciado, que é o tempo de preparação para os votos perpétuos; também na parte norte tem uma missão parecida em Cuba.

 Reestruturações e desafios

De acordo com padre Noel Londoño, em algumas partes é uma urgência a reestruturação da Congregação, principalmente em países onde os confrades já se encontram em idade muito avançada. “Estão muito idosos, e não são capazes de continuar a missão”, conta.

Outro ponto importante é que em alguns lugares pobres onde as missões chegaram, depois de certo tempo, houve imigração em excesso da população. “Nós chegamos, eles emigraram e nós ficamos”, detalha.

O padre afirma que agora o discurso é que haja a necessidade de seguir o povo pobre que já não está mais nessas localidades. “Nós temos que migrar também, porque se queremos chegar aos pobres, deveríamos ter saído para ir até onde estão e neste sentido já existe uma insistência nessa reestruturação.”

Para que esse projeto seja eficaz também é preciso muitas vocações. Padre Noel explica que confia no grande número de vocações existentes na América latina e nos programas missionários que são, em sua maioria, muito abrangentes. Ele avalia que parte da Conferência uma insistência em fazer novos projetos e ações interprovinciais. “É uma maneira de mutuamente enriquecer-se, pois se alguém tem pessoal mais capacitado para formar e colaborar com outra unidade mais fraca, mas que tenha pessoal para missões, pregações ou santuários, isso tem de ser uma realidade”, relata.

O coordenador afirma que existem desafios complexos em todas as unidades e cada uma delas tem de começar a fazer o seu discernimento para encontrar as urgências pastorais. “São urgências que chegam sem que a gente procure, ou seja, são coisas imediatas. A partir daí temos de escolher as prioridades, porque não podemos responder a todas as urgências”.

Nesse sentido, no ano passado, na Costa Rica, toda a Conferência da América Latina apresentou as prioridades. São elas: os pobres, os imigrantes, os jovens. “Existem algumas regiões com problemas mais imediatos, mais urgentes e nós ainda não temos uma resposta mágica, é uma aprendizagem e estamos tentando responder.”

Como está dividida a conferência

Padre Noel explica que atualmente existem a Conferência dos Redentoristas da Ásia-Oceania; Conferência dos Redentoristas da África e Madagascar; Conferência dos Redentoristas da Europa; Conferência dos Redentoristas da América Latina e Caribe e Conferência dos Redentoristas da América do Norte.

A Conferência da América Latina e Caribe está dividida em três Sub-Conferências: União dos Redentoristas do Brasil (URB); União dos Redentoristas do Sul da América Latina (URSAL) e a União dos Redentoristas do norte da América Latina e Caribe (URNALC).


Padre Josafá Moraes fala sobre futuro e crescimento na TV Aparecida

02/04/2013

REDE APARECIDA | CONTEÚDO, AUDIÊNCIA E GESTÃO COESA SERÃO PONTOS FORTES

Eduardo Gois

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

“Nossa postura parte de Nossa Senhora Aparecida. Isso tem espaço na sociedade, é coerente, nos coloca de pé e nos faz felizes em fazer televisão”

“Nossa postura parte de Nossa Senhora Aparecida. Isso tem espaço na sociedade, é coerente, nos coloca de pé e nos faz felizes em fazer televisão”

A televisão brasileira passa por grandes desafios. Eles coincidem com a nova realidade, os novos hábitos de consumo e o avanço da tecnologia. Conseguir acompanhar uma sociedade pós-moderna, que está em constante renovação, não é tarefa fácil, mas pode ser gratificante e desafiador, principalmente se coberta pelas benções divinas de Nossa Senhora Aparecida.

Nesta edição o bate-papo do JS é com o novo diretor-geral da TV Aparecida, padre Josafá de Jesus Moraes, CSsR. Ele assumiu o comando em fevereiro, e fala sobre suas expectativas, novidades, além de opinar sobre o atual cenário da TV brasileira.

 Jornal Santuário de AparecidaO que o senhor espera dessa nova experiência que é comandar a TV Aparecida? Qual a sua expectativa e os novos desafios?

Padre Josafá de Jesus Moraes – Espero que tenhamos uma única linha e caminhemos com forças conjuntas, com uma espécie de sinergia, alcançando melhores frutos. É momento de aglutinar e organizar novamente, uma forma diferenciada de trabalho e de gestão, mais integrada, mais aproximada e com forças conjuntas. Os desafios são aqueles de toda a mídia televisiva que perde ultimamente cada vez mais audiência. Percebe-se um comportamento diferenciado do telespectador que busca novos meios, por isso, o avanço da TV por assinatura. É uma nova cultura de televisão que encontra um portfólio maior de opções. A TV Aparecida contempla uma identidade específica religiosa. A busca é saber quais formatos podem agradar e fidelizar o telespectador. Depois a concorrência, pois é difícil separar o joio do trigo para fazer com que as pessoas entendam o que é diferencial, verdade e seriedade, e o que agrega algo para a vida. Temos vários desafios, desde expansão e até mesmo econômicos. Cito a digitalização dos canais e a troca de equipamentos, formatos, audiência e os desafios internos de coesão para um único projeto.

JSUm dos propósitos, além de evangelizar, é também ter uma audiência significativa?

Padre Josafá – Os dados de audiência são importantes, para que não se corra o risco de fazer uma televisão que não tem pensamento e que não vê a realidade. É necessário aumentar a audiência, porque não estamos fazendo TV para um pequeno grupo, não é esse o objetivo. Precisamos crescer 30% em comparação com o ano anterior e chegar a mais pessoas, principalmente por estarmos com novos canais a cada ano. Há uma ligação muito séria e responsável com a audiência, não basta fazer um programa que seja bom e que também tenha conteúdo. Audiência, respeito, são caminhos que andam juntos, não posso ter programas que sejam tidos como bons por um grupo, mas que não tenham audiência alguma.

JSO que tem sido feito para expandir o sinal da TV?

Padre Josafá – No começo, logo conseguimos o canal pela parabólica e chegamos a todo o país, depois os canais por praça, e hoje estamos em 17 capitais, e em mais de 200 municípios. Estamos já bem representados, mas precisamos crescer mais. No momento temos como desafio as plataformas de TV DTH e TV a cabo. Segundo a última lei da Anatel de serviço de acesso condicionado, a TV Aparecida tem de ser carregada também por DTHs. Ainda este mês entraremos na Claro TV. Estima-se que a Sky também tenha a obrigação de nos carregar. Fica faltando a TV a cabo Net, que é muito forte. Aí já é mais difícil porque eles cobram valores altíssimos e não temos esse investimento para fazer no momento, mas entendemos que o canal tenha de estar disponível para as pessoas. Elas têm de chegar em casa, ligar a televisão e lá encontrar a TV Aparecida. Ninguém quer ter esforço nenhum de buscar um sinal.

JS Quais as novidades na programação? Como estão as parcerias na transmissão de filmes, seriados, desenhos e as produções da casa?

Padre Josafá – Valorizamos cada vez mais aquilo que produzimos, mas também temos uma maneira diferenciada de trabalhar. Somos a única TV católica que transmite filmes, o programa sertanejo aos domingos é um sucesso, os desenhos infantis são exclusivos na TV aberta. Neste ano também temos uma agenda de transmissões, como a cobertura em loco do conclave, da posse do novo Papa, da Semana Santa, da assembleia geral dos bispos e também do Hallel de Aparecida. Terminadas todas as transmissões, em maio, inicia-se a digitalização dos canais com a preparação para transmitir a JMJ direto do Rio. No segundo semestre tem o lançamento da série espanhola Hermanas. De forma inédita adquirimos o direito para exibição. A série vai contar a história dos bastidores de um convento, uma comédia, que deve agradar muito o público. O nosso forte é o conteúdo e é disso que estamos cuidando.

JS Como avalia a TV brasileira no momento? O que há de bom e quais as carências?

Padre Josafá – A TV brasileira é muito tradicional e sustenta uma programação a partir de um modelo criado nos anos 1980, e faz isso por conta do retorno financeiro. É por isso que permanecem programações estáticas, exceto por algumas faixas que são abertas para ousar. São nessas faixas que se precisa ter um olhar estratégico, porque ali está a inovação. A TV brasileira é comprometida com o mercado, e isso a faz conservadora, de forma que não atende a tudo que o brasileiro busca hoje. Como consequência temos um alto crescimento das TVs por assinatura, pois lá existe mais ousadia e possibilidades. Digo também que a programação brasileira é repleta de bons conteúdos, mas eles nem sempre agregam grande audiência. As pessoas têm pouca paciência de consumir algo que transforme a vida. Então o que fica são aqueles pastelões e aquele oba-oba oco, que extraem no máximo risadas, mas não agregam nenhum conhecimento. É preciso atrelar um pouco mais de educação para que no Brasil as pessoas aprendam a consumir uma televisão mais educativa e que transforme suas próprias vidas.


Descubra perfil profissional ideal e garanta sua oportunidade

02/04/2013

MERCADO DE TRABALHO| EMPRESAS BUSCAM JOVENS COM MATURIDADE E RESILIÊNCIA

Eduardo Gois

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

Cíntia: “Os diferenciais aparecem por meio de comportamentos, mesmo que não no mercado de trabalho, por exemplo, o jovem pode demonstrar liderança por ter sido um coordenador de grupo de jovens, ou por liderar um time no grêmio ou atlética da escola”

Cíntia: “Os diferenciais aparecem por meio de comportamentos, mesmo que não no mercado de trabalho, por exemplo, o jovem pode demonstrar liderança por ter sido um coordenador de grupo de jovens, ou por liderar um time no grêmio ou atlética da escola”

O Brasil passa por um período de crescimento econômico, aumento do número de jovens com carteira assinada e uma grande diversidade de oportunidades de trabalho. No entanto, o fator qualificação ainda é o grande vilão na hora de se conseguir uma vaga.

Qual seria a melhor maneira de garantir um emprego? Cada vez mais essa pergunta é discutida por especialistas da área de gestão de carreira. Quando a questão é empregos e oportunidades a resposta não é uma só. Tudo depende do conjunto de ações que podem garantir ou não uma posição em um processo de recrutamento que começa pela formação, passa pela competência e chega até mesmo ao mérito comportamental.

As empresas buscam jovens com boas qualificações, domínio de tecnologias e vivência profissional em culturas diversificadas. Essas são as referências mais procuradas em um processo seletivo. Além disso, conceitos como integridade, conhecimentos específicos na área de atuação e visão de futuro também são altamente relevantes na hora de conquistar uma vaga.

Verônica: “O maior desafio para as empresas é conseguir separar o que é ansiedade e nervosismo do candidato, muito comum no momento da avaliação, de seus talentos inatos”

Verônica: “O maior desafio para as empresas é conseguir separar o que é ansiedade e nervosismo do candidato, muito comum no momento da avaliação, de seus talentos inatos”

Na opinião da consultora de recursos humanos Cíntia Bortotto, o maior desafio para a juventude é que se qualifiquem em termos de conhecimentos e habilidades e desenvolvam comportamentos adequados ao ambiente de trabalho, como por exemplo, saber lidar com frustrações, saber qual o foco e o que tem de fazer para chegar lá. “O jovem que estuda e se capacita, que sabe se comportar e conversar sobre seus desejos e metas profissionais, dialoga sobre o que lhe agrada e o que o incomoda de forma ponderada tem boa parte do caminho desenhado para o sucesso”, indica Cíntia.

As empresas também esperam que os jovens construam diferenciais quando não se tem muita experiência. A diretora executiva do Balcão de Empregos.com, Verônica Lopes de Jesus, detalha que buscando conhecimento de diversas formas, como o trabalho voluntário, cursos diversos, conhecimento em línguas, e estar sempre atualizado com a leitura de jornais e revistas já pode ser um grande diferencial.

 O desafio das empresas

Para Cíntia Bertotto, o maior desafio das empresas é fazer um bom processo seletivo para encontrar principalmente jovens que tenham comportamentos vinculados ao crescimento e prosperidade da corporação, como, por exemplo, iniciativa, criatividade, capacidade de se posicionar e questionar de maneira tranquila, sem parecer arrogante, capacidade analítica, capacidade de aprender rápido e capacidade de trabalhar bem em equipe.

Verônica analisa que nos últimos anos o mercado mudou muito. “A maior conectividade com o mundo por meio de novas tecnologias é um dos fatores que aumentaram a velocidade da informação e da comunicação. A participação das mulheres no mercado de trabalho está maior, cresceu o nível de escolaridade e a exigência por funcionários polivalentes.”Ela também opina que hoje, por exemplo, ter o ensino médio é o mínimo, o estudo de uma segunda língua é fundamental – e não mais um diferencial – e conhecer as novas tecnologias é obrigatório.

 Novos tempos, novo perfil de profissionais

O mercado de trabalho passa por uma época cibernética em que as informações circulam mais rápido. O contexto atual faz com que o perfil dos profissionais também mude. Antigamente, um jovem entrava na empresa para fazer carreira e passava longos períodos na mesma organização. Hoje o tempo é outro. Os profissionais entram com uma visão mais acelerada do processo, ou seja, se levar mais de dois ou três anos para serem reconhecidos, eles mudam de empresa.

Na avaliação de Cíntia, apesar de as principais mudanças apontarem para a preocupação de como atrair este jovem profissional, motivá-lo e retê-lo em um ambiente altamente conectado, rápido, mas ainda com legislações e culturas empresariais conservadoras, na prática, mesmo o mercado precisando de jovens conectados, rápidos, criativos, com boa capacidade analítica e de relacionamento, ainda tem de existir a preocupação com padrões em termos de legislação e de cultura organizacional que não dão conta dos principais desejos deste grupo de trabalho, como liberdade, autonomia etc.

Aprenda elaborar um bom currículo

O Brasil busca talentos, pessoas qualificadas e com espírito de liderança para poder crescer, mas o que pouca gente sabe é que mostrar-se capaz para desenvolver alguma atividade começa antes mesmo de ser candidato a uma vaga. Os recrutadores estão de plantão e começam analisar as capacidades até mesmo quando levam em conta de que forma o currículo foi elaborado, se ele está bem escrito, limpo e reflete uma empatia.

Dicas como, não colocar foto, por exemplo, são muito importantes, pois as empresas devem contratar pelas competências e não pela aparência. As fotos são indicadas apenas para algumas profissões, como, modelo, atores e garotos propagandas.

Um currículo com a síntese das qualificações reais do candidato que melhor o destacam, bem como um resumo das principais atividades desempenhadas nas oportunidades de trabalho anteriores demonstram cuidado, o que favorece sobremaneira a análise do selecionador. “Um bom currículo precisa ser em primeiro lugar claro e ter uma linha de raciocínio. Não existe uma fórmula mágica para ele, mas algumas dicas de como elaborar o currículo podem ser importantes”, destaca o consultor de carreiras e diretor da Apoema Inteligência em Pessoas, Marcos Tonin.


Pesquisa revela que mais de 52% dos jovens preocupam-se com meio ambiente

02/04/2013

SUSTENTABILIDADE| APESAR DE RESULTADO POSITIVO, JUVENTUDE AINDA PODE SER MAIS ATIVA NA PRESERVAÇÃO

Eduardo Gois      

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

“Precisa-se cada vez mais de ações práticas, mesmo que pequenas, para transformar uma iniciativa virtual em mudança real e eficaz."

“Precisa-se cada vez mais de ações práticas, mesmo que pequenas, para transformar uma iniciativa virtual em mudança real e eficaz”

Ainda é um longo caminho a ser percorrido, mas já foi bem pior. A preocupação com os danos causados pelo homem ao planeta aumentou consideravelmente nos últimos tempos e a juventude se diz mais consciente quanto a seus atos. Uma recente pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), instituição que atua no ramo da colocação de jovens no mercado de trabalho, demonstrou que quase 53% dos jovens já estão mais propensos a se preocupar ou se engajar em causas e projetos voltados à preservação do meio ambiente.

O estudo foi realizado entre 11 e 22 de fevereiro e mais de 1.200 pessoas, entre 15 e 26 anos, deram sua opinião. Dentre as quatro opções de resposta, com 52,85% dos votos, a alternativa Tenho hábito de reciclar lixo diariamente foi a vencedora.

A analista de treinamento da Nube, Rafaela Vieira Gonçalves, diz que falar sobre o assunto traz à tona um tema que precisa ser citado constantemente. “O meio ambiente é responsabilidade de todos e discutir sobre ele na Internet, nas redes sociais, é importante, pois dá a capacidade de divulgação e propagação do tema”, explica.

Rafaela também concorda que os jovens estão cada vez mais engajados nessas causas. “Houve uma mudança e adaptação de cultura, pois, hoje, eles têm acesso a muitas informações e está cada vez mais claro o fato de a preservação ambiental ser primordial”, opina.

Para ela a juventude está mais conectada ao mundo e, por essa razão, desenvolveu um senso de unidade capaz de transpor os limites territoriais. “Hoje não se fala mais ‘meu país’, e sim, ‘nosso planeta’”. Dessa forma, as pessoas preocupam-se em consumir produtos ecologicamente corretos, em fazer o descarte de matérias de acordo com a coleta seletiva e a economizar água e luz. Isso é um reflexo de mudança”, afirma. De acordo com a analista é muito claro para a nova geração o fato de a sustentabilidade depender de pequenas ações.

 Empresas mais comprometidas

Atualmente existe um acompanhamento com relação às preocupações ambientais das empresas. A Conferência Rio+20, ocorrida no ano passado, discutiu sobre a Produção x Consumo Sustentável, onde governantes se reuniram para pensar em soluções para esse problema. Rafaela cita que as aplicações dos acordos firmados impactam diretamente nas empresas, por isso a necessidade dessa adequação. Além disso, falando em competitividade, as organizações estão investindo intensamente em desenvolvimento sustentável, em energia renovável, em projetos sociais e ambientais. “Isso tudo não é em vão, foi necessário mudar a estratégia de negócio e pensar em maneiras de produzir e preservar, pois o consumidor escolhe a marca melhor colocada, e o meio ambiente é um ponto relevante para a escolha”, conta.

Tais dados evidenciam o resultado da pesquisa, pois em segundo lugar, com 21,42%, se sobressaiu o consumo de marcas ecologicamente corretas, demonstrando a necessidade das grandes corporações investirem em produtos sustentáveis. “É uma nova tendência, um ciclo onde se envolve a responsabilidade ambiental da empresa produtora e a consciência do consumidor na hora de comprar”, explica Rafaela.

 As redes sociais também contribuem

Com 17,51% a postagem de mensagens nas redes sociais foi a terceira colocada. Mas, é preciso ter em mente o fato de somente comentar sobre o assunto não ser suficiente. “Estar engajado nessas causas já é um primeiro passo, mas mudar hábitos simples pode surtir muito mais efeito”, destaca a analista.

Por outro lado, Rafaela avalia que atuar de forma ativa nas redes sociais é um ponto muito positivo, pois mostra que o jovem está preocupado em participar dessas discussões e, com isso, tem mais chances de criar engajamento em causas sociais e ambientais, também fora da web. Mas ela afirma que as participações em movimentos sociais estão mais atreladas a uma ação mais ativa do jovem. “Quanto mais pessoas puderem participar, maior será o efeito das reivindicações e, se conseguirmos unir todos esses aspectos, mais pessoas serão conscientizadas. Assim, os resultados desses movimentos serão ainda mais expressivos”, opina.

 Movimentos sociais

Por fim, ficaram os movimentos sociais, com 8,21%. Para Rafaela, eles são importantes, pois são fortes alavancadores da discussão e representam uma forma de unir um grupo para uma mesma causa. “Muitas pessoas não têm ideia de como podem fazer a diferença, quando o assunto é preservação do meio ambiente”, explica. Portanto, participar de eventos do tipo auxilia a encontrar formas de solucionar ou minimizar os impactos ambientais.

“No Brasil, o perfil de comportamento das pessoas é mais passivo, por isso a resposta com relação a movimentos sociais foi menor, mas não menos importante”, explica.

Rafaela indica a existência de pessoas predispostas a tomarem atitudes práticas. Entretanto, ainda é necessário mais pessoas, governantes e empresas estimularem esse tipo de manifestação, pois muitas pessoas não participam por desconhecer entidades voltadas a realizar esse trabalho. “Infelizmente, quando falamos de proteção ao meio ambiente, a maioria das pessoas pensa que essa responsabilidade destina-se às ONGs, esquecendo o fato de elas próprias serem os principais fatores de mudança. O resultado mostra uma maior atenção dos jovens com o meio ambiente, mas demonstra como ainda precisamos caminhar muito em direção a um mundo melhor”, aconselha.

Boas dicas

 Procure a página do Greenpeace, pois o movimento atua na busca de soluções e manifestações de conscientização ambiental. Pode ser uma boa opção para quem se interessa em ajudar na mudança da situação do planeta. Acesse: http://www.greenpeace.org/brasil/ e veja também mais informações no site da Nube: http://www.nube.com.br/


Missão nos condomínios: desafios e realidade

02/04/2013

EVANGELIZAÇÃO | MISSIONÁRIOS FALAM SOBRE TRABALHO EM COMUNIDADES RESIDENCIAIS

“É preciso um trabalho de visita e presença em todas as fases da missão, para um anúncio-evangelizador nesses locais (foto: www.mountainsoftravelphotos.com)

“É preciso um trabalho de visita e presença em todas as fases da missão, para um anúncio-evangelizador nesses locais (foto: http://www.mountainsoftravelphotos.com)

Por Padre Inácio Medeiros (C.Ss.R.) e  Padre Ronival B. dos Reis (C.Ss.R.)

Um grande desafio que as Santas Missões enfrentam hoje é a evangelização dos condomínios residenciais, mas algumas experiências estão sendo realizadas. Uma delas aconteceu na Paróquia do Senhor Bom Jesus Bairro Caxambu, em Jundiaí (SP), onde cinco Condomínios foram missionados.

Dificuldades e Conquistas

Primeiro é difícil entrar nos condomínios; em certos casos os missionários não conseguiam passar da portaria dos condomínios. É necessário contatar pessoas que vivam ou trabalhem neles, agendando celebrações ou reuniões.

Depois, foram agendadas outras visitas para bênçãos das casas. Assim, a presença missionária nos condomínios foi de muita valia como momentos de anúncio evangelizador. As celebrações, em geral, aconteceram à noite e as visitas durante o dia.

Apesar de os condomínios estarem localizados no perímetro geográfico da paróquia, muitas pessoas que ali moram frequentam outras comunidades, por sua ligação afetiva e efetiva.

Ser Igreja na grande cidade

A missão nos condomínios torna-se uma experiência muito positiva, mas é necessário realizar um trabalho diferenciado, integrando todas as etapas da missão. É preciso que haja um empenho na missão, contatando pessoas-chaves, fazendo dessas pessoas a porta de entrada ou cartão de visita do condomínio. Da parte dos missionários, é preciso um trabalho de visita e presença em todas as fases da missão, para um anúncio-evangelizador nesses locais.

Na missão dos condomínios não se pode ter um esquema fixo de trabalho. O roteiro precisa ser adaptado à realidade de cada lugar. Desta forma, atingiremos o êxito da presença e anúncio missionários nos condomínios e outros ambientes tão carentes de uma forte presença evangelizadora.


Olheiras também afetam jovens, dizem especialistas

02/04/2013

SAÚDE | PROBLEMA ESTÁ LIGADO A FATORES COMO HEREDITARIEDADE, FALTA DE SONO E ALERGIAS RESPIRATÓRIAS

Stephanie convive com olheiras desde os 10 anos de idade e usa corretivo para disfarçar

Stephanie convive com olheiras desde os 10 anos de idade e usa corretivo para disfarçar

Deniele Simões

deniele.jornal@editorasantuario.com.br

Sabe aquelas manchas escuras que aparecem nas pálpebras inferiores? Elas são popularmente conhecidas como olheiras e podem estar acompanhadas de edema ou flacidez da pele no local.

Talvez muitos não saibam, mas as olheiras também afetam os jovens e podem estar ligadas a uma série de fatores, que vão além de uma noite mal dormida.

A médica especialista em clínica médica, dermatologia, medicina estética e tricologia, Cristiane Braga, explica que as pessoas mais propensas a adquirir o problema são as portadoras de alergias respiratórias, como rinite, bronquite e asma e as que têm casos de olheiras na família.

A médica também destaca que há três tipos básicos de olheiras: hiperpigmentadas, deprimidas e edematosas.

No caso das manchas escuras, as olheiras são chamadas de hiperpigmentadas. Há também as olheiras deprimidas, quando a pálpebra fica com o aspecto mais “fundo”. Já as olheiras edematosas acontecem quando há inchaço nas pálpebras.

Segundo a doutora Cristiane, geralmente os fatores que desencadeiam o aparecimento das olheiras são múltiplos. Eles podem estar ligados à hereditariedade, a alergias respiratórias, noites mal dormidas, hiperpigmentação, envelhecimento e até ao acúmulo de gordura na pálpebra inferior.

A médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, Carolina Marçon, ainda enumera outros fatores como má circulação sanguínea, dietas muito severas, exposição ao sol, excesso de bebidas alcoólicas e até mesmo a tensão pré-menstrual, no caso das mulheres.

Dra. Cristiane aponta que olheiras estão ligadas a vários fatores, com ênfase na hereditariedade e alergias respiratórias

Dra. Cristiane aponta que olheiras estão ligadas a vários fatores, com ênfase na hereditariedade e alergias respiratórias

A jornalista Stephanie Dalla, de 21 anos, enfrenta o problema desde a infância e tem olheiras do tipo hiperpigmentadas, ou aquelas manchas escuras nas pálbebras. “Comecei a reparar nelas com 10 anos, quando passei a acordar cedo. Foi a partir de então que elas ficaram mais nítidas”, conta.

Stephanie convive com as olheiras diariamente, mas há situações em que as manchas estão mais evidentes. Isso acontece quando ela dorme pouco.

Mesmo com a convivência diária, as olheiras não chegam a atrapalhar a vida de Stephanie. “Digamos que aprendi a conviver com elas”, justifica a jovem, que costuma aplicar maquiagem e corretivos para disfarçar as olheiras quando precisa sair de casa.

Tratamentos disponíveis

Há vários tipos de tratamento contra as olheiras, que variam de acordo com o tipo de olheira e o agente causador.

A doutora Carolina Marçon aponta que os casos mais fáceis de tratar são aqueles provocados pela falta de sono. “Quando as olheiras são decorrentes de horas dormidas insuficientemente, muitas vezes um bom descanso resolve o problema”, explica.

No caso das olheiras hiperpigmentadas ou deprimidas, Cristiane Braga recomenda os tratamentos a laser. “São os mais modernos e os que apresentam melhores resultados”, avalia.

Outra alternativa são os peelings, que podem auxiliar nos casos de hiperpigmentação. Porém, esse tipo de tratamento pode provocar reações como ardência, inchaço e descamação, pelo fato de a pele das pálpebras ser muito sensível.

O preenchimento com ácido hialurônico também oferece resultados muito bons, segundo Cristiane. De acordo com a médica, deve ser realizado de forma superficial para evitar equimoses e hematomas. O método começa a surtir efeitos após uma semana e melhora com o passar do tempo, sendo indicado para olheiras deprimidas.

Pag06_Icone1Como prevenir olheiras

As duas especialistas entrevistadas passaram algumas dicas valiosas que vão ajudar a prevenir o aparecimento de olheiras.

Confira:

– Adote hábitos saudáveis, como abandonar o tabagismo, dormir bem (de seis a oito horas por noite) e praticar atividades físicas;

– Antes de dormir, passe um creme cosmético específico para a hidratação da área dos olhos, principalmente aqueles que possuem componentes para amenizar olheiras;

– Utilize filtros solares para prevenir o aumento de manchas;

– Faça compressas geladas com chá de camomila, soro fisiológico ou água filtrada como tratamento coadjuvante;

– A aplicação de laser estimula a produção de colágeno, evitando a flacidez das pálpebras;

– Tenha ciência de que cada tipo de pele e de olheira possui um tratamento específico e o método ideal deve ser indicado por um profissional da área médica.

Conheça os tipos de olheiras

A médica Cristiane Braga enumera três tipos básicos de olheiras.

Veja a seguir cada cada um deles:

Olheiras hiperpigmentadas: quando há manchas escuras nas pálpebras

Olheiras hiperpigmentadas: quando há manchas escuras nas pálpebras

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Olheiras deprimidas ou pálpebras com aspecto mais “fundo”

Olheiras edematosas ou inchaço nas pálpebras

Olheiras edematosas ou inchaço nas pálpebras


Fé em Questão

02/04/2013

“Quanto tempo do jejum uma pessoa deve manter antes da comunhão?” (Sandra Maria, São Paulo – SP)

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Por padre Cido Pereira (*)

Sandra, eu gosto quando as pessoas perguntam-me sobre o jejum eucarístico. Significa que as pessoas querem levar a sério a comunhão. Afinal de contas é a maior riqueza de nossa fé católica, a presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento.

Então, veja bem: o jejum eucarístico tem uma finalidade. Ele é feito para deixar bem claro que o alimento sagrado que nos é oferecido na Eucaristia, o Corpo e o Sangue de Jesus, é de outra ordem. Nós tomamos café da manhã, almoçamos, lanchamos, jantamos para sustentar nossa vida corporal. Na comunhão, comemos o corpo e bebemos o sangue preciosíssimo de Jesus para sustentar nossa vida espiritual, para identificar-nos com Cristo. Comungar é ter Jesus em nosso coração e é estar no coração de Jesus.

Por isso a Igreja pede-nos o jejum eucarístico. A palavra “jejum” significa a abstenção ou abstinência de alimento por uma motivação espiritual. Antes da comunhão, abstemo-nos de alimento para preparar o coração para acolher Jesus. Esse jejum, que no passado era a partir da meia-noite até a hora da comunhão, foi bastante amenizado e agora a Igreja pede-nos a abstenção de alimentos apenas uma hora antes da comunhão. De 12 horas, a Igreja amenizou e reduziu-o para uma hora antes da comunhão.

Hoje, ela pede-nos o seguinte: “Quem vai receber a Santíssima Eucaristia abstenha-se de qualquer comida ou bebida, excetuando-se somente água e remédio, no espaço de ao menos uma hora antes da sagrada comunhão”.

O sacerdote que no mesmo dia celebra duas ou três vezes a santíssima Eucaristia pode tomar alguma coisa antes da segunda ou terceira celebração, mesmo que não haja o espaço de uma hora.

Pessoas idosas e enfermas, bem como as que cuidam delas, podem receber a Santíssima Eucaristia, mesmo que tenham tomado alguma coisa na hora que antecede.

Ficou claro, Sandra? Então fique com Deus e nunca deixe de receber Jesus na comunhão.

(*) Vigário episcopal para a Pastoral da Comunicação da arquidiocese de São Paulo (SP)


Site oficial cria espaço de preparação para Jornada

01/04/2013

((SE LIGA AÍ))

JMJ | CANAL “PREPARE-SE” TEM LEITURA ORANTE DA BÍBLIA E ATÉ HISTÓRIA EM QUADRINHOS

Reprodução

Canal “Prepare-se”, no site oficial da JMJ

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

A analista de atendimento Juliana Ramos tem uma vida bastante corrida. Assim como milhares de jovens brasileiros, ela divide o tempo entre o trabalho de orientação empresarial e o serviço à Igreja.

Morando há dois anos e meio em São Paulo (SP), Juliana atua na pastoral litúrgica da Catedral da Sé, preparando as leituras das missas e animando as celebrações. No condomínio onde mora, ajuda a coordenar um grupo semanal que faz adoração ao Santíssimo Sacramento. Além disso, colabora na divulgação e organização de retiros de um movimento, no interior de São Paulo.

Apesar de tanto trabalho, Juliana reconhece a necessidade de não apenas servir, mas também de se preparar, cultivar a própria vida espiritual. “Desde 2001 tenho contato com a Comunidade da Obra dos Santos Anjos, onde participo de retiros para formação espiritual. Também busco orientações e formações na Casa Nova da Opus Dei”, conta.

Apesar de saber que a formação é uma necessidade permanente, Juliana tem um motivo a mais para se preparar: a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontece de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro (RJ).

Unida a um grupo de jovens, ela participa de reuniões mensais para

Arquivo pessoal

Juliana troca experiências com jovens que já participaram da JMJ

acompanhar tudo o que está acontecendo e trocar experiências com outros jovens que já participaram da JMJ. “Também nos comprometemos em estar unidos em oração de intercessão por todos que vão participar do evento”, acrescenta.

Prepare-se
Pensando nisso, o Setor Preparação Pastoral da JMJ criou, no site oficial do evento, um espaço com a missão de oferecer subsídios que ajudem na preparação de todos que viverão a Jornada Mundial da Juventude. É o canal Prepare-se, que até a JMJ disponibilizará mensalmente conteúdos para formação espiritual dos jovens.

Segundo o Secretário Executivo do setor, Eliezer Amaral, o canal é um suporte para ajudar na preparação e tem tido boa procura. “Todo material que propõe uma preparação espiritual dos peregrinos tem tido uma aceitação muito positiva, pois colabora e se soma a todas as iniciativas já realizadas por paróquias e movimentos”, afirma.

Uma dessas ferramentas é a Lectio Divina Jovem. Trata-se de um roteiro para encontros de preparação, tendo como base a leitura orante da Bíblia. Os temas são relacionados à juventude e ao lema central da Jornada: Ide e fazei discípulos entre todas as nações.

Juliana Ramos aprova a iniciativa e reconhece a importância do estudo bíblico na sua preparação. “Conhecer a Palavra de Deus é fundamental para a nossa vida cristã e missionária. Além de todo alimento espiritual que nos oferece, ela nos impulsiona ao desejo de melhor servi-lo, pois nos faz refletir sobre nossa imagem e semelhança com Cristo e sobre nossa vida em sua paixão, morte e ressurreição”, afirma.

Tem até história em quadrinhos
Outro conteúdo disponível no canal é a revista em quadrinhos A JMJ é no Rio. On line, a publicação conta a história da Jornada e da escolha do Rio de Janeiro como sede da edição 2013. Na revista, uma criança vibra com o anúncio feito pelo Papa Bento XVI e, a partir daí, tenta convencer os pais sobre a importância de se preparar para acolher os peregrinos que virão ao Rio e viver bem o espírito do evento.

Equipe de preparação pastoral da JMJ

Equipe de preparação pastoral da JMJ

O espaço conta ainda com artigos, documentos oficiais e orações. Um link também dá acesso aos materiais da Campanha da Fraternidade, que este ano tem como tema Eis-me aqui, envia-me e é voltada para a juventude.

Para Eliezer, embora o site disponibilize conteúdos com esse intuito, a preparação para a Jornada parte de uma atitude interior e depende da abertura de cada pessoa. “Não é como a preparação para um vestibular. A realidade interior de cada pessoa marca uma relação particular e a isso devemos agregar que o Senhor Jesus é o grande protagonista nessa preparação. Por tanto não será o número de atividades ou o público presente em cada uma que indicará objetivamente se as pessoas estão se preparando bem”, afirma.

Ainda dá tempo
A menos de quatro meses do início do evento, Eliezer afirma que ainda dá tempo dos jovens se prepararem: “Muitas coisas podem ser feitas e poderíamos elaborar uma lista interminável. O fundamental é abrir o coração ao Senhor com sinceridade, valentia e humildade, e buscar, segundo a realidade de cada um, aqueles espaços e atividades que o ajudem a aprofundar e permanecer nesse propósito”, explica.

Para o secretário executivo, não é necessariamente o tempo que indica uma boa preparação. “A JMJ é um grande dom de Deus para cada um e para toda a Igreja. Ainda que nas últimas horas, vivê-la bem consiste em atender ao chamado de Deus para ser discípulo, passando primeiramente pela graça do encontro com aquele que nos chama”, afirma. 

Sobre a organização do evento, Eliezer ressalta que, em contato com dioceses e movimentos do mundo inteiro, o Comitê Organizador Local (COL) tem percebido o envolvimento e o compromisso das pessoas e grupos em preparar a juventude. “Recebo muitos e-mails, compartilhando experiências e iniciativas realizadas, assim como solicitação de materiais para apoiar na formação”, conclui.

O site oficial
Além do canal Prepare-se, o site oficial da Jornada Mundial da Juventude oferece informações sobre história da JMJ, os símbolos, mensagem do Papa, notícias, programação, hino oficial, vídeos e produtos. A página também conta um espaço para tirar dúvidas, além de formulários para doações e inscrições dos peregrinos.


Riocentro será ponto de apoio de peregrinos na JMJ

01/04/2013

((ATUALIDADES))

CIDADE DA FÉ| ESPAÇO TERÁ FEIRAS, EXPOSIÇÕES, OFICINAS E SHOWS DE MÚSICA CATÓLICA

Divulgação/Cidade da Fé

Riocentro foi escolhido por causa da infraestrutura.

Alexandre Santos
alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

Música, cultura, oficinas, entretenimento e serviços. Tudo isso num espaço de 70 Km² de diversidade e interatividade. Esse é a Cidade da Fé, evento idealizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e que acontece em conjunto com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), entre os dias 20 e 26 de julho, no Rio de Janeiro (RJ).

Localizado no Centro de Exposições Riocentro, na Barra da Tijuca, o evento contará com diversas atividades simultâneas e deve reunir cerca de cinco mil colaboradores, entre funcionários e voluntários. Serão sete dias de shows, exposições, fóruns, congressos e atividades culturais.

Segundo o coordenador operacional do evento, Fábio Castro, o principal

Divulgação/Promocat

Fábio Castro coordena organização do evento

objetivo da Cidade da Fé é ser um ponto de apoio para os peregrinos que participarão da JMJ. “Vamos ter praça de alimentação, lojas de conveniências, segurança, polícia, acesso à internet, serviço de telefonia, atendimento médico, carga de celular e notebook. Consulados e embaixadas farão plantões para os cidadãos de seus países e haverá toda uma estrutura de apoio aos turistas”, afirma Fábio.

De acordo com o coordenador operacional, linhas de ônibus especiais deverão ligar os principais locais de hospedagem e pontos turísticos ao Riocentro. “A organização também contratará ônibus exclusivos para transportar padres, bispos e religiosos”, explica. Aprovada pelo Comitê Organizador Local da JMJ (COL) e pelo Pontifício Conselho para os Leigos do Vaticano (PCL), a Cidade da Fé também deverá ser sede das catequeses e do Festival da Juventude, que fazem parte da programação da Jornada. 

Entre os eventos previstos para acontecer na Cidade da Fé, está o Bote Fé Brasil. Será a última edição desse projeto, que percorreu o país, levando a Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora em peregrinação. “Nunca houve uma preparação igual à do Brasil. A passagem dos símbolos da Jornada por todas as dioceses tem sido um momento de festa e de muita evangelização”, afirma o coordenador geral do evento e assessor da CNBB, padre Valdeir Gourlart.

Outra iniciativa que também estará no Riocentro é a feira de livros e artigos religiosos ExpoCatólica, realizada anualmente em São Paulo (SP). Normalmente, a feira tem dias voltados exclusivamente para lojistas, mas, segundo Fábio Castro, este ano será diferente. “Na Cidade da Fé, a feira estará aberta a todos os públicos durante todos os dias do evento, sem divisão de horários. Não haverá cobrança de ingresso”, diz.

O espaço ainda contará com o Festival Internacional de Turismo Religioso, com apoio do Ministério do Turismo, e a Expo Vocacional, destinada a congregações e ordens religiosas. 

Para o padre Valdeir, a Cidade da Fé também será um instrumento de preparação: “Acompanhei os jovens brasileiros na última Jornada, em 2011. Víamos os jovens andando de um lado para o outro antes de começar os eventos oficiais. A Igreja estava perdendo uma grande oportunidade de evangelizar quem não foi para a Semana Missionária, nas dioceses. Não podemos perder a oportunidade de anunciar Jesus Cristo, mostrar a alegria e a paz que nossa fé transmite”, enfatiza.


Reunião define tema e lema da 44ª Semana Vocacional

01/04/2013
Tema central da Semana Vocacional será Vocação e Juventude, com o lema Levanta-te! Põe-te a caminho (Dt 10, 11)

Tema central da Semana Vocacional será Vocação e Juventude, com o lema Levanta-te! Põe-te a caminho (Dt 10, 11)

Todo ano, o Secretariado Vocacional Redentorista realiza, no mês de agosto, a Semana Vocacional em parceria com o Santuário Nacional, Rádio e TV Aparecida.

Em março, agentes vocacionais de Aparecida fizeram a primeira reunião referente ao assunto e definiram o tema e o lema da 44ª Semana Vocacional, que acontece de 18 a 25 de agosto. Irmão Viveiros, representante do Santuário Nacional, também esteve presente no encontro.

Seguindo a ideia da Campanha da Fraternidade e de tantos outros eventos que serão realizados em 2013, o tema central da Semana Vocacional será Vocação e Juventude. E o lema “Levanta-te! Põe-te a caminho” (Dt 10, 11).

Os sub-temas, que fazem referência às vocações também foram definidos:

Vocação humana: Jovem, diga SIM à vida.

Vocação Cristã: Jovem, a hora é agora. Cristo te chama!

Vocação matrimonial: Jovem, Deus o chama a construir sua família no amor.

Vocação sacerdotal: Jovem, o rebanho precisa de pastores.

Vocação religiosa: Jovem, venha testemunhar a alegria de amar.

Vocação de Maria e Ministérios: Jovem, Deus te chama a gerar Jesus na comunidade.

Durante a semana, missas no Santuário Nacional são dedicadas aos temas vocacionais, assim como alguns programas da Rádio e da TV Aparecida.

A próxima reunião da equipe de organização da Semana Vocacional acontecerá no dia 30 de abril, às 14 horas, no Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP). Diversos setores da sociedade serão convidados a participar dos momentos de reflexão sobre as vocações durante a Semana Vocacional.

Para mais informações sobre vocação, acesse o site:

www.a12.com/vocacional


Dom Guilherme Werlang fala das expectativas para a 51ª Assembleia Geral da CNBB

01/04/2013

PREPARATIVOS | BISPO DESTACA TRABALHO QUE SERÁ APRESENTADO PELA COMISSÃO EPISCOPAL PASTORAL PARA O SERVIÇO DA CARIDADE, JUSTIÇA E PAZ

Dom Guilherme: "Sempre a nossa Comissão tem muitos assuntos que são levados para a Assembleia porque são de nossa responsabilidade todas as questões de todas as Pastorais Sociais"

Dom Guilherme: “Sempre a nossa Comissão tem muitos assuntos que são levados para a Assembleia porque são de nossa responsabilidade todas as questões de todas as Pastorais Sociais”

Deniele Simões

deniele.jornal@editorasantuario.com.br

Está quase tudo pronto para a 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acontece entre os dias 10 e 19 de abril, no Santuário Nacional, em Aparecida (SP).

Em entrevista ao JS, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB e bispo de Ipameri (GO), dom Guilherme Werlang, fala sobre as expectativas para o encontro do episcopado brasileiro e os trabalhos que a comissão que preside apresentará durante a AG.

Na avaliação dele, a AG é um encontro que foca não apenas a Igreja, mas a sociedade. “Os bispos reúnem-se e debatem os principais assuntos que envolvem diretamente a vida da Igreja no Brasil. Também olham com muito amor toda a sociedade brasileira com seus avanços, desafios, angústias e esperanças”, destaca.

O prelado reforça que o tema central da 51ª AG, Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia, atinge diretamente todos os católicos do país. “A expectativa ultrapassa a CNBB e chega lá nas bases da Igreja, em suas pequenas comunidades eclesiais”, pontua.

JS – Quais as expectativas para a 51ª Assembleia Geral do Episcopado Brasileiro?

Dom Guilherme Werlang - Todos os anos o Brasil, em especial os católicos, esperam a Assembleia Geral da CNBB. Sabem historicamente que nesta Assembleia os bispos, mais de 300, reúnem-se e debatem os principais assuntos que envolvem diretamente a vida da Igreja no Brasil. Também olham com muito amor toda a sociedade brasileira com seus avanços, desafios, angústias e esperanças.

A Assembleia não olha apenas para dentro da própria Igreja, porque a vocação da Igreja é Missionária, isto é, ela é enviada por Jesus Cristo para o mundo. Sempre tem essa dupla dimensão: para dentro de si mesma e para fora de si. Se fosse apenas para dentro de si, não seria Igreja de Jesus Cristo. Se olhasse apenas para fora, ela se descaracterizaria. Seria mais parecida com um sindicato, partido político ou outra organização qualquer.

Com o tema central dessa 51ª Assembleia: “Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia”, certamente todos os membros de nossas paróquias estarão muito próximos de nós. Este é um tema que diz respeito e atinge diretamente a todos os católicos do Brasil. Assim a expectativa ultrapassa a CNBB e chega lá nas bases da Igreja em suas pequenas comunidades eclesiais.

Assim, podemos afirmar que a expectativa para mais esta Assembleia Gral é muito grande e boa, tanto para nós bispos, para o povo brasileiro em geral, para a grande mídia e para a Igreja no mundo, afinal somos a maior Conferência Episcopal Católica do mundo.

JS – Este é o terceiro ano consecutivo em que a Assembleia Geral acontece aqui em Aparecida (SP). Como o senhor avalia a transferência em definitivo para cá?

Dom Guilherme – Certamente esta transferência deu uma visibilidade muito maior para as Assembleias. Aqui está o maior santuário mariano do Brasil e um dos maiores do mundo. Em Aparecida, por meio das celebrações eucarísticas que acontecem sempre na Basílica, o Brasil inteiro se liga a nós, bispos, acompanha-nos de perto, reza conosco e por nós. Existe, antes e após as celebrações, contato direto do povo com seus pastores e isso é muito importante.

Temos ainda algumas dificuldades logísticas que ano a ano vão sendo superadas. Em Aparecida, de certa forma, pulsa o coração religioso do Brasil. Julgo que ainda é cedo para avaliar todos os ganhos e perdas nessa transferência de Itaici para Aparecida, mas já dá para sentir que temos muito mais ganhos que perdas.

JS – O que é a Assembleia Geral e quais os propósitos dessa Assembleia dentro da CNBB?

Dom Guilherme – O Estatuto da CNBB, em seu artigo 27, afirma que a Assembleia Geral é o órgão supremo da CNBB, “é a expressão e realização maiores do afeto colegial, da comunhão e corresponsabilidade dos Pastores da Igreja no Brasil”.

Entendemos assim que não existe nenhuma outra instância maior e mais importante para refletir, fazer encaminhamentos e tomar decisões, na CNBB, do que as Assembleias Gerais. Normalmente acontece apenas uma Assembleia por ano, mas, em casos especiais, podem ser convocadas assembleias extraordinárias se assim as circunstâncias exigirem.

O próprio fato de por 10 dias todos os bispos do Brasil conviverem já é por si um sinal de unidade e amor fraterno e isso fala muito mais alto diante da Igreja e do mundo, do que todos os documentos que são produzidos.

Quando o Concílio Ecumênico Vaticano II afirma que entre os bispos deve existir a colegialidade, quis exatamente afirmar isso. Claro que cada diocese é uma Igreja particular, sob o pastoreio de um bispo diocesano e assim a Assembleia ou a CNBB não podem impor decisões para as dioceses, mas o testemunho da comunhão, a partilha com os irmãos bispos sobre as grandes questões pastorais e da evangelização do Brasil dão uma maior visibilidade e força evangelizadora. Os fiéis percebem que em qualquer lugar onde vivem, a Igreja está unidade no essencial, mas se realiza com o que é característico de cada lugar.

JSO que a Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz deverá apresentar como destaques nesta Assembleia?

Dom Guilherme – A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, que atualmente presido, entre outros assuntos vai apresentar nesta Assembleia o novo documento sobre a Igreja e a questão agrária no Brasil e vai pedir o encaminhamento para aprovação como Documento Oficial. Ainda vai apresentar como Documento de Estudos um texto sobre os Quilombolas; um estudo sobre o novo Marco Regulatório da Mineração que está sendo elaborado pelo governo federal e está totalmente desconhecido e sem participação da sociedade brasileira; também a questão da necessidade de defendermos o direito e a garantia dos territórios dos pescadores artesanais nas comunidades tradicionais. Temos outras questões, mas as de maior destaque são essas.

Sempre a nossa Comissão tem muitos assuntos que são levados para a Assembleia porque são de nossa responsabilidade todas as questões de todas as Pastorais Sociais.

Por fim peço que o povo brasileiro, em especial os católicos, estejam unidos aos seus pastores, os bispos, para que sejamos dóceis e fiéis à Missão que de Deus e da Igreja recebemos de pastorear o Povo do Deus no Brasil.


Padre Miguel D’Escoto fala sobre desempenho da ONU na atualidade e sua experiência no organismo

01/04/2013

 ENTREVISTA EXCLUSIVA| PARA SACERDOTE, ORAGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PRECISA CUMPRIR SEUS PROPÓSITOS 

 Eduardo Gois

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

Padre Miguel acredita que a ONU está generalizadamente desacreditada em todo o mundo

Padre Miguel acredita que a ONU está generalizadamente desacreditada em todo o mundo

Cumprir o desafio de ser um sacerdote e presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) entre 2008 e 2009 não deve ser tarefa fácil em um mundo tão conturbado e em crises diversas.

Por isso, o JS conversa, em entrevista exclusiva, com o autor de uma proposta que reavalia a ONU e que agora também foi lançada em livro aqui no Brasil pela Editora Idéias & Letras: A reivenção da ONU – Uma proposta.

Padre Miguel D’Escoto Brockmann, M.M. foi ministro de assuntos exteriores da Nicarágua (1979 – 1990), é escritor e vencedor de vários prêmios e reconhecimentos internacionais. Ele fala sobre sua experiência na ONU, critica os Estados Unidos, avalia os posicionamentos atuais da organização, e destaca o livro que acaba de lançar no Brasil, entre outros pontos importantes. Confira.

 Jornal Santuário de Aparecida Qual foi o maior desafio em ser sacerdote e atuar na ONU ao mesmo tempo? 

Padre Miguel D’Escoto Brockmann O desafio é viver neste mundo e não ser absorvido pelos valores da cultura dominante e capitalista-imperialista. Num outro ponto, defender os valores de Jesus por um mundo de justiça, igualdade, amor, solidariedade, verdade e paz.  A ONU tem uma Carta que é sua constituição, é boa  mas não é perfeita. Deve estar sempre em processo de reforma e atualização, mas o império se reserva ao direito de vetar qualquer reforma. O pior é que essa carta também não é respeitada. Somente os países pobres, a grande maioria dos membros, são obrigados a respeitar a Carta e as resoluções do Conselho de Segurança ou a Corte Internacional de Justiça.

 JS Conte como foi a experiência de atuar como presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas e como é a vivência diária no comitê assessor do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Padre Miguel Eu nunca me senti como presidente, mas como um advogado para os desabrigados e famintos. A maioria dos representantes permanentes nunca se referiu a mim como excelência ou presidente. Eu sempre fui chamado de padre ou padre Miguel. A mesma coisa aconteceu quando eu era ministro das Relações Exteriores da Nicarágua. Sou apenas um sacerdote lutando para a vida, a paz, a justiça, a independência, a soberania e a integridade territorial da minha Nicarágua. Eu nunca gostei ou fiz qualquer campanha para obter uma posição em minha congregação, igreja ou estado. No entanto, sempre assumi responsabilidades que aceito como vontade de Deus para meu ministério. Há mais de meio século assumi servir aos mais marginalizados, excluídos e despossuídos e só eles podem me julgar. O julgamento dos poderosos nunca me interessou.

 JS – Como o senhor avalia os posicionamentos da ONU na atualidade?

Padre Miguel A ONU é uma organização disfuncional, pois não cumpre a importante tarefa para a qual foi criada. Os membros mais poderosos não acreditam nela e nunca acreditaram, apenas a usam para promover seus próprios objetivos, a maior parte do tempo, indo contra o bem comum da humanidade. É importante saber diferenciar entre estar em uma organização ou pertencer a ela. Os EUA estão na ONU, sua presença é inegável e é sentida em todos os lugares. Estão, mas não pertencem. Pertencer a uma organização envolve compartilhar seus ideais e propósitos e os Estados Unidos e seus comparsas coloniais não compartilham. Eles estão na ONU como um escorpião pode estar na sua camisa ou no seu travesseiro.

O Conselho de Segurança, dominado pelos EUA, tornou-se a maior vergonha da ONU. É uma contradição que o país de maior poder bélico da história, de fato, seja o membro mais importante em uma organização cujo objetivo é impedir a violação da paz.

 JS Como funciona o processo para fazer parte do conselho de segurança da ONU?

Padre MiguelO Conselho de Segurança tem cinco membros permanentes e 10 membros eleitos pela Assembléia Geral. Eles servem por um período de dois anos. Os EUA têm quase sempre a capacidade de bloquear, intimidar e ameaçar a eleição de um membro temporário com quem não tenha simpatia ou por não ser obediente às ​​suas diretrizes. A Nicarágua, nos anos 80, foi o primeiro país a ganhar um assento no Conselho de Segurança, apesar da forte oposição dos EUA. O mais urgente é acabar de uma vez por todas com o veto e a permanência. Estes são remanescentes da Segunda Guerra Mundial que já não têm qualquer significado. Chegou a hora de fazer valer a igualdade soberania de todos os Estados-Membros.

 JS – O que propõe o livro que acaba de lançar no Brasil, A reinvenção da ONU – Uma proposta?

Padre Miguel Propõe simplesmente uma maneira de fazer o trabalho, adaptando-se às necessidades do momento. Isso inclui, entre outras coisas, a criação de um novo órgão judicial, justiça ambiental, bem como a aprovação de uma Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra e da humanidade que se torna um complemento necessário, não uma substituição da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

JS – No livro o senhor cita que para ser efetiva a nova ONU terá de ser radicalmente anti-imperialista e fazer respeitar o princípio da igualdade soberana de todas as nações, independente de seu tamanho ou poder. Pode explicar melhor tal informação?

Padre Miguel Existe um princípio fundamental de que as Nações Unidas são a igualdade essencial de todos os Estados. Esse princípio por si constitui uma proibição total ao comportamento e procedimentos imperialistas e arrogantes. A ONU tem planos de abrir uma nova página na história da humanidade, uma página de respeito ao direito internacional, a independência, soberania e a integridade territorial de todos os povos, nações ou estados. Não há mais o uso da força para impor a vontade do mais forte. Isso é o que causou todas as guerras no passado.  E essa é a razão pela qual a ONU existe.

 JS Qual relação do senhor com o Brasil? Já esteve por aqui? Como enxerga o nosso povo, a política, a economia e a nossa cultura?

Padre Miguel – Eu amo o Brasil. Eu conheci pessoalmente o ex-presidente Lula quando esteve em San Bernardo. Eu o admiro muito. Dilma continua uma política visionária e promissora. Eu também sinto uma grande admiração e amor pelo grande bispo defensor dos indígenas da América, dos mestiços, negros, proletários, Pedro Casaldáliga e Leonardo Boff é um querido irmão e companheiro na luta para alcançar a consolidação integral e o desenvolvimento do reino de Deus aqui na terra. Sinto-me brasileiro e amazônico.

 JS – Deixe uma mensagem para os leitores brasileiros.

Padre Miguel A luta continua. O Brasil tem muito a oferecer e sua liderança será sempre importante e indispensável.


Gente Santa: São Paulo Miki e Companheiros Mártires

01/04/2013
Paulo Mili e Companheiros Mártires trabalharam pela evangelização no Japão

Paulo Miki e Companheiros Mártires trabalharam pela evangelização no Japão

Por padre Eugênio Antônio Bisinoto, C.Ss.R. (*)

São Paulo Miki e seus companheiros foram mártires. Viveram no século XVI.

Paulo Miki foi sacerdote jesuíta. Nasceu em 1556, em Kioto, capital da arte e da cultura no Japão. Pertencia a uma família rica.

Paulo Miki foi batizado com cinco anos de idade. Assimilou com tal fervor a doutrina e a espiritualidade do cristianismo que se tornou exímio catequista.

Paulo Miki foi educado no colégio dos jesuítas. Ingressou na Companhia de Jesus em 1580. Foi ordenado sacerdote.

Em seu ministério, destacou-se como excelente pregador, orador e conferencista. Conhecedor da língua, cultura e costumes locais, empenhou-se, com amor e coragem, na evangelização e conversão de seus compatriotas. Paulo Miki foi um sacerdote caridoso e bondoso, acolhendo a todos com afeto e zelo.

A evangelização do Japão foi iniciada por São Francisco Xavier (1549-1551). Foi continuada por seus confrades jesuítas tanto que, em 1587, os cristãos estavam espalhados por diversas cidades, sobretudo em Nagasaki, totalizando mais de 250 mil.

Em 1587, o cristianismo foi proibido no Japão. Em 1594, começou a perseguição contra os cristãos. Paulo Miki e companheiros formaram o primeiro grupo de 26 mártires, que foram mortos crucificados na colina de Tateyama, junto a Nagasaki, em 5 de fevereiro de 1597. O grupo era composto de três jesuítas, seis franciscanos e 17 leigos.

Canonizados em 1872, Paulo Miki e seus companheiros passaram para o calendário romano em 1970. Sua festa é comemorada no dia 6 de fevereiro.

(*) Missionário redentorista


Medidas simples podem prevenir quedas de idosos

31/03/2013

PREVENÇÃO | LEVANTAMENTO APONTA QUE CERCA DE 70% DOS ACIDENTES ACONTECEM DENTRO DE CASA 

Alexandre Santos

alexandre.jornal@editorasantuario.com.br

 Dona Vilma Lopes, 72 anos, sofreu uma queda ao sair do banheiro de madrugada. Fraturou a clavícula. No hospital, contraiu pneumonia e morreu. “Ela se levantou sem que eu soubesse, quando vi, já havia caído”, relembra o marido, Hélio Candal Lopes, 78 anos, aposentado.

Infelizmente, histórias como essa são mais frequentes do que se imagina. Pesquisa do Centro de Estudos sobre o Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revela que as quedas são a terceira maior causa de mortalidade entre os idosos.

A pesquisa aponta ainda que o risco de incidência de quedas é maior entre mulheres, idosos com histórico anterior de fraturas, viúvos, solteiros ou desquitados, pessoas com dificuldade para realizar atividades físicas e que se queixam de problemas de visão.

Segundo números do Sistema Único de Saúde (SUS), 46% dos acidentes com idosos acontecem no trajeto do quarto para o banheiro durante a noite. Além de fraturas e risco de morte, as quedas também podem provocar medo, restrição de atividade, declínio na saúde e aumento do risco de institucionalização.

De acordo com levantamento do Hospital Albert Einstein, de São Paulo (SP), cerca de 30% das pessoas acima de 65 anos, no Brasil, caem pelo menos uma vez por ano. A mesma pesquisa aponta que o risco de queda em pessoas com idade acima de 85 anos é de 50%. O estudo revela que cerca de 70% dos casos acontecem dentro de casa.

 Prevenir é conscientizar

Drª Josiane afirma que atividade física ajuda a prevenir quedas

Drª Josiane afirma que atividade física ajuda a prevenir quedas

Para a terapeuta ocupacional Josiane Santana, a prevenção de quedas passa pela conscientização. “É preciso explicar ao idoso, por exemplo, que ele não deve subir em bancos para retirar objetos em armários altos”, explica.

Onde há convívio entre idosos e crianças, o cuidado deve ser redobrado. “A criança deve ser orientada sobre a importância de não largar brinquedos espalhados pelo chão. É importante também conscientizar o idoso para que evite andar com crianças no colo”, enfatiza.

Segundo a doutora, a prática de atividade física também ajuda a prevenir acidentes. “Caminhada, hidroterapia, hidroginástica, Pilates, Yoga, se realizados com supervisão, darão ao idoso uma maior flexibilidade, agilidade, noção espacial, ritmo e coordenação global”, indica.

Em caso de acidente, a terapeuta aconselha a não tentar movimentar a vítima. “O ideal é solicitar uma ambulância, que levará o idoso ao hospital para realizar os exames necessários”, adverte.

 Para ter uma casa segura 

Medidas simples podem diminuir o risco de acidentes. Entre elas, evitar tapetes, não deixar objetos em locais de passagem, melhorar a iluminação, evitar salto alto e utilizar calçados com solado antiderrapante. Outras providências requerem até uma reforma no ambiente.

ABNT determina medidas para tornar ambientes mais seguros

ABNT determina medidas para tornar ambientes mais seguros

Segundo o arquiteto Gláucio Oliveira, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) especifica uma série de ajustes que devem ser realizados para tornar uma casa mais segura. “Temos a ABNT/NBR 9050, que trata das dimensões mínimas para diminuir o risco de acidentes, devido à mobilidade reduzida e à diminuição do reflexo motor dos idosos”, explica.

De acordo com a norma, as portas não devem ter menos de 80 cm de largura. Os corredores devem ter um espaço mínimo de 1,2 m. Interruptores devem estar a um metro do piso. As maçanetas, entre 90 cm e 1,1 m. Desníveis devem ser chanfrados e não passar de 50 cm. Nos banheiros, além de barras de apoio, os boxes devem ter dimensões de 90 cm por 95 cm, banco articulado ou removível, com cantos arredondados e superfície antiderrapante impermeável. O fechamento deve ser com material inquebrável. O lavatório deve estar a 80 cm do piso e a altura do sanitário deve estar entre 43 e 45 cm.

O arquiteto ainda dá mais algumas dicas para quem está construindo ou reformando. “Use piso de cor uniforme. Brilhos e reflexos podem confundir o idoso. Nos degraus, use faixa de cor contrastante, antiderrapante e piso tátil de alerta. O corrimão deve ter duas alturas, 70 cm e 92 cm. O mesmo vale para rampas. Instale campainha de alarme nos banheiros, luz de vigília sobre a porta, proteção em quinas de móveis e tampos de vidro”, aconselha Gláucio.

 Brasil tem 3 milhões de idosos morando sozinhos

Seu Hélio trabalha como voluntário em instituição religiosa

Seu Hélio trabalha como voluntário em instituição religiosa

Desde que ficou viúvo, em 2009, seu Hélio passou a morar sozinho. Como ele, cerca de outros 3 milhões, 14% do total de idosos no Brasil, de acordo com dados de 2012 do Instituto Brasileiro 

de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o mesmo estudo, esse contingente representa cerca de 42% do total de brasileiros que vivem sem companhia.

Apesar da saudade de Dona Vilma, seu Hélio diz não ver problema em viver só. “Sinto mais quando volto para casa e não tenho com quem falar sobre o que se passou durante o dia. Mas tenho a convivência com os amigos”, afirma.

Sempre sorridente e dotado de uma jovialidade impressionante, trabalha como voluntário numa instituição religiosa, em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo. “Bendigo a Deus por nos ter trazido para cá, onde fiz muitos amigos e posso ajudar as pessoas”, agradece. Além do voluntariado, ele ainda cultiva dois hobbies: fotografar e conversar no Facebook.

Apesar de não demonstrar problema em morar só, seu Hélio está de casamento marcado e, em breve, não fará mais parte dessas estatísticas. “Eu não pensava nisso, mas parece que alguém lá em cima não quer que eu viva só”, brinca.

 

 


Alívio de tributação estimulará internet de maior abrangência e qualidade

31/03/2013

BANDA LARGA | GOVERNO PRETENDE PARCERIAS COM O SETOR PRIVADO E ALTOS INVESTIMENTOS 

Eduardo Gois

eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

sxc.huNo último dia 15 de fevereiro, o Governo Federal publicou o Decreto Lei n. 7.921, que possibilitará a aceleração da ampliação e melhoria da qualidade do serviço de banda larga no Brasil por meio da desoneração de tributos. A promessa é que o novo incentivo para as empresas de serviços de telecomunicações aumente as áreas de abrangência, levando sinal de internet a regiões hoje desprovidas de sinal ou em condições insatisfatórias de navegação.

Advogado especializado em telecomunicações e empresário no setor de radiocomunicação, licenciamento e homologação em sistemas de telecomunicações, Dani Avanzi, avalia que o projeto é importante, pois a abrangência da banda larga ainda precisa ser melhorada, principalmente nas áreas rurais e no interior do Brasil. Ele cita que a medida, em tese, auxiliará na concretização do Plano Nacional de Banda Larga, cuja implementação é um enorme desafio, seja em razão das dimensões continentais do Brasil, seja pela demanda exponencial pelo serviço de internet ainda muito restrito principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste do país.

“São regiões que estão em crescimento, e têm um potencial importante, e com esse desenvolvimento sem a telecomunicação adequada, essas áreas sofrem e sofrerão muito, por dificuldade de sediar esses locais e exercerem as atividades necessárias, então precisa-se melhorar a abrangência e também a qualidade do serviço. O mínimo é ter uma banda larga com mais velocidade, e que não tenha oscilações”, conta.

Menos tributos e mais adequações

 Para se beneficiarem, as empresas provedoras de serviços de internet deverão se habilitar no Ministério das Comunicações apresentando um projeto detalhado sobre o tipo de rede que pretende implantar, a localidade que será beneficiada, relação de equipamentos necessários à conclusão da obra, entre outros critérios definidos na lei. É também necessário que se cumpra um cronograma previamente apresentado para execução da obra com apresentação de relatório semestral, sendo que a data limite para finalização do projeto não poderá exceder 31 de dezembro de 2016. O prazo limite para apresentação dos projetos vai até o dia 30 de junho de 2013.

 A obra será fiscalizada pelo Ministério das Comunicações em conjunto com a Secretaria de Receita Federal, que irá considerar suas áreas de competência e exigirá um percentual mínimo de produtos fabricados em território nacional. Ocorre que muitos produtos fabricados por empresas nacionais não possuem o padrão de qualidade necessário, embora seja exigida certificação da Anatel para todos os equipamentos.

Críticas

Avanzi assegura que por muitas vezes, as empresas vão onde o lucro está mais concentrado, ou seja, onde existe uma população consumidora considerável, na maioria das vezes nos grandes centros. “O que falta é um posicionamento mais duro do governo federal. Algo do tipo: para cada torre instalada, criar projetos economicamente viáveis, mas com fins sociais, que se preocupem com a população menos favorecida.” Ele avalia também que a comunicação é essencial para a inclusão das próprias políticas de educação e inclusão social do governo.

O empresário também critica o governo no sentido de, apesar de estar fazendo a parte que lhe cabe, no quesito desoneração de impostos e motivando o investimento, também há, por outro lado, ainda assim, questões envolvendo impostos que inviabilizam muitas ações e desanimam o investimento das empresas. Também acredita serem necessárias ações complementares que atinjam de modo concreto o seu fim o consumidor–, como por exemplo, uma maior fiscalização por parte da Anatel e o Ministério das Comunicações e uma maior cobrança da população. “O governo está abrindo mão desses impostos para viabilizar o serviço. Para as empresas fica a consciência de que exercerão um serviço de caráter público, para os órgãos competentes a fiscalização e para o consumidor a missão de cobrar, e ser participante desse sistema, lutando pelos seus direitos.”

O Pis/Pasep e a Cofins são os tributos que terão regime especial de arrecadação na aquisição de materiais e insumos necessários à implementação das redes, objeto do decreto de lei. As alíquotas que incidirão nos diversos tipos de redes e sistemas serão regulamentadas em outra norma, que segundo o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, deverá ser publicada em breve.

Um pacote de R$ 100 bilhões

Três ministérios (Fazenda, Comunicações e Planejamento) discutem desde o mês passado proposta que prevê a substituição da rede de fios de cobre, usada para levar internet às residências, por fibra óptica, que torna a conexão 10 vezes mais rápida.

O tema é visto com bons olhos pela presidente Dilma e fundamenta-se em estudos do Banco Mundial que afirmam sobre investimentos em melhorias na internet que contribuem diretamente 

para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), algo de bastante interesse diante do péssimo resultado de crescimento em 2012, que não chegou a 1%.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o prazo previsto para os investimentos é de 10 anos. Além de mais qualidade no serviço prestado, a avaliação é que o projeto gerará o desenvolvimento de uma cadeia produtiva para abastecer as grandes empresas, abrindo caminho para o desenvolvimento de pequenos negócios.

Dois modelos diferentes estão sendo avaliados nos bastidores do governo. No que desperta maior simpatia entre os vários agentes envolvidos, o governo dividiria com as operadoras o custo do investimento. Confira os detalhes:

1º modelo

– Governo e iniciativa privada assumiriam juntos os investimentos;

–Teles ganhariam os bens. As concessões se tornariam em autorizações de funcionamento. As teles ganham os bens que teriam de ser devolvidos ao governo. BNDS traria condições facilitadas de empréstimos;

–É positivo pela maior agilidade e garantia de investimento;

– É negativo porque gera maior custo para o governo. 

2º Modelo

  Fazer uma megalicitação. Os contratos de concessão seriam mantidos na telefonia fixa e os bens reversíveis continuariam com o governo;

– É positivo, pois o custo se tornaria menos;

– É negativo pois o projeto pode se alongar e não trazer interessados;

 

Fonte: Folha de S. Paulo, Senado Federal, Banco Mundial


Canal Jovens de Maria é sucesso na internet

31/03/2013

INTERNET E EVANGELIZAÇÃO | INICIATIVA DO SANTUÁRIO NACIONAL QUER APROXIMAR JUVENTUDE DA IGREJA

Eduardo Gois

Eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

Reprodução

Um mundo em constante renovação exige, sem dúvida, inovação. A Igreja Católica, que passa por um tempo de grandes desafios, precisa chamar os jovens para si, pois eles serão o futuro da sociedade e da Igreja.

O Santuário Nacional de Aparecida, por meio do portal a12.com, preocupou-se com tal aspecto e criou o canal Jovens de Maria, que ultimamente tem se destacado entre o público jovem da Igreja Católica do Brasil como um espaço atrativo de evangelização.

Com uma equipe composta exclusivamente por jovens, o canal é o espaço oficial de comunicação do Santuário Nacional de Aparecida com a juventude, trazendo um moderno espaço de informação, formação e interatividade.

Responsável pelo conteúdo do canal, Vanessa Espíndola explica que o primeiro embrião nasceu com a 2ª Romaria Nacional da Juventude, em 2010. Na época a intenção era apenas publicar artigos que pudessem fazer o jovem refletir a respeito da realidade atual, além de ser um canal para a realização de cadastros para participação na romaria da juventude, e também de informações sobre o evento, porém a ideia ampliou-se e ganhou rumos ainda maiores, especialmente em 2012. “Tomou o atual formato com entrevistas, artigos, vídeos e reportagens, a partir de 2012, quando faltava um ano para o início da Jornada Mundial da Juventude (JMJ)”, detalha.

Paralelo a isso, também foram disponibilizados, no ano passado, conteúdos sobre a 4ª Romaria da Juventude e atualmente os focos principais são o Hallel Internacional de Aparecida, a Campanha da Fraternidade (CF) e a JMJ.

Muito mais conteúdo

Vanessa Espíndola é responsável pelos conteúdos postados diariamente no Portal

Vanessa Espíndola é responsável pelos conteúdos postados diariamente no Portal

Temas que envolvem interação, discussão e debate, como, por exemplo, Igreja, mercado de trabalho, relacionamento. O desafio é fazer algo que prenda a atenção da juventude, com uma equipe de jovens falando para jovens. “O canal prepara conteúdos para o jovem que reza, acredita em Deus, acredita em Maria, que abraça uma missão, assim como Maria abraçou e teve coragem de dizer o sim, mas que também trabalha e critica a sociedade em que vive. É esse o jovem protagonista”, pontua Vanessa.

Dessa forma, o que se nota é um canal voltado para a juventude, com assuntos de interesse da juventude e talvez seja essa a fórmula que melhor defina o Jovens de Maria, pois todas as informações sobre o que é novidade como eventos, seminários, encontros, celebrações especiais, reflexões, materiais multimídia são usados como base para discussões sobre questionamentos presentes na vida da juventude. “Disponibilizamos conteúdos que façam o jovem pensar sobre a vida, questionar-se e também rezar”, conta Vanessa.

Além disso, o canal preocupa-se com as necessidades de interatividade que o mundo tem hoje. Para Vanessa não bastaria apenas um canal para ver informações sobre eventos voltados para a juventude porque, quando não há mais o que ser explorado, o jovem vai em busca de outros canais e outras formas de interação. “O grande destaque do Jovens de Maria é que ele traz conteúdos multimídiáticos bem específicos, pensados e feitos por jovens para os jovens. O público quer, além do texto, qualidade e atratividade”, comenta.

Segundo o diretor-executivo do Portal a12.com, padre Evaldo César de Souza, a preocupação da Igreja, desde o Concílio Vaticano II, foi o trabalho com a juventude. Ele também afirma que os jovens sempre são uma espécie de pérola, porque afinal, são eles, a dinâmica de uma nova Igreja e de um movimento que pode trazer sempre a renovação, as ideias novas, um novo jeito para a vivência da fé.

Padre Evaldo também conta que não faria sentido ter um portal de internet em Aparecida falando de devoção a Nossa Senhora, das notícias do Brasil e do mundo, se não houvesse um espaço dedicado aos jovens. “O Canal Jovens de Maria veio para ser um espaço para o jovem que é apaixonado por Jesus Cristo e que é apaixonado por Nossa Senhora”, conclui.

Participação concreta

Estudante de administração, o jovem Marco Júnior colabora com o Portal, principalmente com a execução de vídeos. Para ele, facilidade de comunicação dá bastante habilidade para exercer o trabalho

Estudante de administração, o jovem Marco Júnior colabora com o Portal, principalmente com a execução de vídeos. Para ele, facilidade de comunicação dá bastante habilidade para exercer o trabalho

Colaborador do Canal Jovens de Maria, o estudante Marco Antônio Silva Júnior, 19 anos, conta que a experiência de colaboração com o Canal agrega importantes valores em sua vida. “É tendo experiências com a juventude que se descobre elementos que podem melhorar minha vida religiosa, pessoal e profissional”, conta.

O jovem também afirma que enxerga nessas iniciativas do Santuário Nacional uma atitude de aproximação da juventude com os ambientes que cercam a CF2013 e a JMJ, por exemplo. “Para a Igreja todos esses tipos de mobilização ainda são um desafio. É o fruto que ajudo a colher, colaborando com esse caminho e com esse processo”, explica.

Veja mais. Acesse: http://www.a12.com/jovensdemaria


Pesquisa revela que 35 milhões de pessoas estão ligadas ao voluntariado no Brasil

31/03/2013

DOAÇÃO | TRABALHO VOLUNTÁRIO PERMITE AUTOCONHECIMENTO E DOAÇÃO AO PRÓXIMO

Deniele Simões

Deniele.jornal@editorasantuario.com.br

sxc.huUma pesquisa promovida pela Rede Brasil Voluntário e o Ibope Inteligência aponta que cerca de 35 milhões de pessoas fazem ou já fizeram algum tipo de trabalho voluntário no país.

Desse total, 11% exercem alguma atividade voluntária no momento. Isso significa que há pelo menos 20 milhões de voluntários atuando em diversas frentes no país.

O levantamento foi encomendado pela Rede Brasil Voluntário com o objetivo de analisar o atual cenário do voluntariado, após 10 anos da mobilização pelo Ano Internacional do Voluntário, celebrado em 2001.

Os dados apontam também que 67% dos entrevistados praticam o voluntariado por quererem ser solidários e ajudar o próximo. Outros 32% aderem para “fazer a diferença e melhorar o mundo” e os 32% restantes fazem isso por motivações religiosas.

Segundo a coordenadora do Centro de Voluntariado de São Paulo, Silvia Maria Louzã Naccache, tanto no Brasil quanto no mundo, as ações voluntárias são entendidas como exercício da cidadania. “São cidadãos preocupados com as necessidades de sua comunidade e que compreendem que é preciso haver a união entre governo, empresas e sociedade civil para a solução dos problemas sociais”, aponta.

Silvia destaca ainda que o voluntariado é uma união de esforços de pessoas que enxergam a vida de modo diferente e que se propõem a minimizar as dificuldades do outro.

A prática segue a lógica de que todos devem atuar juntos para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, visando um mundo melhor não só hoje como para as futuras gerações.

 Por que ser voluntário é bom

A maioria dos entrevistados (77%) declarou estar totalmente satisfeita com o serviço voluntário que realiza. Além disso, 87% disseram que estão totalmente motivados em continuar exercendo esse tipo de trabalho. Isso quer dizer que o trabalho voluntário faz muito bem para quem pratica.

De acordo com a psicóloga clínica Keli Rodrigues, o voluntariado ajuda o praticante a conhecer-se melhor e a resignar-se. Isso porque o contato com a dor do outro pode minimizar o ponto de vista sobre as próprias dores e ajudá-lo a aprender a valorizar e respeitar suas conquistas e amizades.

Silvia Naccache destaca que qualquer pessoa pode ser tornar um voluntário, mas é preciso refletir muito antes de iniciar o trabalho. Por se tratar de uma escolha individual, é importante que o candidato tenha em mente o que quer fazer, o que tem de melhor para oferecer e como o seu trabalho pode fazer a diferença na vida das pessoas que for ajudar.

A psicóloga Keli reforça também que a pessoa disposta a assumir o voluntariado deve ser empática com a dor do outro, sem esperar qualquer tipo de recompensa. “Assim a doação será muito mais inteira”, justifica.

O voluntário também precisa entender que esse tipo de trabalho é muito sério e não pode ser abandonado a bel prazer, sem nenhuma comunicação prévia. Outra questão fundamental é exercer as atividades de maneira ética e responsável.

Também é fundamental estar de coração aberto para exercer a função. Depois, a medida em que há comprometimento e envolvimento, o trabalho passa a ser algo mais emocional do que racional. “E aí, sim, esse desejo puramente de auxiliar torna-se pleno”, completa Keli.

Felipe Mello, um dos fundadores da Ong Canto Cidadão, lembra que o voluntariado incide diretamente no comportamento humano, trazendo inúmeros benefícios. Um deles é o voluntário sair da zona de conforto para criar soluções, ainda que pequenas. “Isso gera um acréscimo na crença da possibilidade de a pessoa criar no mundo, e assim ela se fortalece porque deixa de ser espectadora e passa a ser protagonista”, revela.

Outro benefício é a vontade de se interessar para tornar-se interessante, já que o princípio dos bons relacionamentos está relacionado à empatia, que é a capacidade de um se colocar no lugar do outro. Mello cita ainda a melhora nos processos de criatividade, comunicação oral e corporal e, assim como na capacidade de improvisar. 

Voluntariado e mercado de trabalho

Silvia Naccache destaca que o crescimento e amadurecimento de programas de responsabilidade sócio-ambiental nas empresas fez surgir a oportunidade de mobilização para que os funcionários possam exercer a cidadania e a solidariedade através do voluntariado.

De acordo com Felipe Mello, já existem empresas que, em processos seletivos, observam com atenção o fato de o candidato ter experiências como voluntário. “Creio que o motivo tenha uma natureza social, ou seja, a empresa interessada em pessoas que pensam coletivamente”, opina.

Outro aspecto colocado por ele e que, talvez seja o principal, é que o voluntariado contribui para o desenvolvimento de competências muito conectadas com a realidade das empresas, como o trabalho em equipe, por exemplo.

Silvia complementa lembrando que o desenvolvimento da cultura do voluntariado pode ajudar na construção de uma sociedade com um sistema de valores mais humanos, entre eles a solidariedade, a compaixão, a participação e principalmente a formação de líderes capazes de construir famílias mais felizes, empresas mais saudáveis e comunidades mais solidárias. 

Voluntariado é um dos pilares da Igreja Católica

Padre Frasson: “acolher bem também é evangelizar

Padre Frasson: “acolher bem também é evangelizar

 O trabalho voluntário costuma unir muitas pessoas em favor do próximo dentro da Igreja Católica, seja na liturgia, nas ações pastorais ou mesmo em atividades que ultrapassam o limite da religiosidade.

O Santúario Nacional de Aparecida é um exemplo de instituição religiosa onde esse tipo de ação é levada muito a sério. Atualmente, 536 pessoas atuam como voluntários nos mais diversos setores, como coral, leitura, ministério eucarístico, acólitos e acolhida. 

Um dos setores mais atuantes é o de ministros da eucaristia, que conta com 285 voluntários auxiliando religiosos na distribuição das hóstias consagradas e outros rituais durante as missas e celebrações.

Outro setor de grande relevância é o da Acolhida, em que 39 voluntários auxiliam os visitantes com informações.

De acordo com o padre Antônio Augusto Frasson, um dos responsáveis pelo setor, a equipe foi formada há cerca de 15 anos para cumprir o princípio básico de que “acolher bem também é evangelizar”. 

“São pessoas que se comprometem voluntariamente a acolher os romeiros nos pontos estratégicos do Santuário, prestando informações, esclarecimentos e respondendo perguntas que os visitantes fazem”, explica o sacerdote.

A equipe é formada por pessoas da região de Aparecida, Guaratinguetá, Potim, Roseira e outros municípios do médio Vale do Paraíba.

Airton Grilo em ação no Santuário Nacional: 27 anos de voluntariado

Airton Grilo em ação no Santuário Nacional: 27 anos de voluntariado

O representante comercial Airton Grilo, de 53 anos, doa seu tempo livre para ajudar tanto o setor de liturgia, do qual faz parte há 27 anos, como a equipe de acolhida. 

Na opinião dele, o grande desafio é estar sempre disposto a atender bem as pessoas que procuram ajuda e conhecer bem o aquelas pessoas que procuram ajuda e conhecer bem o Santuário para poder informar bem o romeiro.

O representante comercial enxerga no voluntariado um ato de amor e gratuidade de servir a Deus na pessoa dos irmãos. “É uma maneira de se cultivar a bondade e a humildade das pessoas, porque toda gratidão retorna para você que vai cada vez mais estar disposto a ajudar o seu semelhante”, completa.

Segundo padre Frasson, o trabalho voluntário é fundamental para que o peregrino sinta-se bem e acolhido no Santuário, independentemente da área de atuação e da quantidade de horas doadas ao próximo.

“Quem vem de longe ou de perto sente-se feliz aqui e para o voluntário também é uma satisfação por ajudar o romeiro”, destaca.

Quem quiser participar como voluntário deve procurar a Secretaria de Pastoral, no Santuário Nacional. Antes de começar a trabalhar, o candidato passa por encontros de formação e capacitação. 

Área da saúde desperta cuidado pelo próximo

 

Grupo de voluntários do Doutores Cidadãos

Grupo de voluntários do Doutores Cidadãos

O voluntariado na área da saúde é talvez um dos trabalhos mais desafiadores, porque expõe as mazelas de quem necessita de atendimento à sensibilidade de quem se oferece para ajudar.

A Ong Canto Cidadão, em São Paulo (SP), mantém o projeto Doutores Cidadãos, que oferece voluntários vestidos de palhaços para atendimento em hospitais, casas de saúde e asilos.

Felipe Mello diz que não existe um perfil único de voluntários, já que para participar, não se exige formação na área artística ou saúde. “O interessado participa de algumas etapas do treinamento, sendo que ao final é designado para compor um grupo que visitará uma determinada unidade de saúde dentro de uma periodicidade combinada entre as partes”, detalha.

Ainda na fase de treinamento, os voluntários têm acesso a uma cartilha chamada “Kit de primeiros socorros”, por meio da qual recebem informações teóricas e fazem estágios práticos que possam causar um impacto positivo nos locais de atendimento.

O projeto não é focado em apresentações artísticas nesses locais, mas em uma relação de amizade em que o voluntário vai até o doente para conversar com ele, prestar seu apoio e solidariedade. “A base do trabalho é o diálogo animado, que parte de uma escuta interessada e a proposta de criação de um clima mais ameno dentro dos quartos e em quaisquer outros locais da instituição”, explica.

Na opinião de Mello, o principal desafio de trabalhar auxiliando doentes em hospitais, casas de saúde e outros espaços é compreender o papel do voluntariado, assim como usar a criatividade e a disciplina para construir bons encontros a cada visita.

“Sem dúvida alguma, a questão do contato com as dificuldades humanas é algo muito forte e interagir com pessoas em situação de pequenas ou grandes tragédias pode gerar nos voluntários um impacto difícil de gerenciar”, salienta. Por isso, o que se busca é passar a eles que as visitas não têm o poder de curar, mas podem trazer uma ajuda muito grande para quem recebe. Afinal, trata-se de algo material e, no caso dos voluntários, motivado pela vontade de ajudar quem não se conhece. 

Luta contra dependência química é ato de amor

ReproduçãoO Amor Exigente trabalha prestando apoio a dependentes químicos e familiares. A instituição tem 11 mil voluntários espalhados pelo Brasil, Argentina e Uruguai e foca o trabalho no atendimento via reuniões, cursos e palestras.

A professora Lusimar Alvares é voluntária há 12 anos e atua na região de Campinas, no interior de São Paulo. Ela acredita que o mais gratificante nessa caminhada é provocar mudanças positivas e ajudar a estabelecer limites justos e claros para melhorar as relações na família e na sociedade.

Nas reuniões semanais gratuitas, os voluntários trabalham 12 princípios e metas com os participantes, em grupos reduzidos e sob sigilo absoluto. “A cada semana as mudanças individuais são notadas. Pais, avós, cônjuges e amigos mudam seus comportamentos e aprendem a lidar com a dependência”, explica.

O mesmo acontece com os usuários, só que a abordagem com eles é feita em grupos separados, com orientações de outros voluntários. “Ao final, veem-se pessoas novas, esperançosas e com melhor qualidade de vida, enfrentando, sem medo, os desafios da vida”, completa.

Para Lusimar, o principal desafio de trabalhar com dependência química é que a doença carrega o estigma do mau-caratismo e, consequentemente, é revestida de preconceito – incluindo o que parte da família do dependente.

“Com relação às famílias, é fazer com que reconheçam a adicção como doença, para posteriormente tratá-la – e se reconheçam como co-dependentes, que precisam também analisar seus próprios comportamentos e atitudes em relação ao usuário”, explica.

O trabalho da Ong é direcionado justamente para que a família conheça e estude os problemas relacionados à droga, conseguindo assim ajudar o dependente, através do aconselhamento ao tratamento e também impondo limites e regras dentro de casa. 


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